Apresentado na Justiça do Rio de Janeiro na tarde da última quinta-feira (19), o plano de recuperação judicial da Americanas pode levar um tempo para ser aprovado. Em suma, esta possibilidade aparece com a movimentação de acionistas e credores da empresa.
Recuperação judicial da Americanas pode levar anos para ser aprovada
Segundo credores e acionistas, a expectativa é que o processo de recuperação judicial da Americanas demore anos. Saiba mais.
Vale destacar que, na semana passada, foi descoberto um rombo fiscal na casa de R$ 20 bilhões no orçamento da varejista. Posteriormente, a empresa apresentou que sua dívida atual é superior a R$ 43 bilhões, sendo que possui “apenas” R$800 milhões em caixa. Por isso, a companhia entrou com um pedido de recuperação que foi aprovado judicialmente.
Neste contexto, a situação da Americanas impactou tanto o mercado, quanto a economia nacional. Além disso, os credores e acionistas, ouvidos pelo portal O Globo, acreditam que a recuperação judicial da Americanas pode levar até dois anos para ser aplicada.
Motivos que levariam à demora na aprovação da recuperação judicial da Americanas
Segundo os especialistas, a expectativa é que a Lojas Americanas proponha, inicialmente, o corte de 80% a 90% no valor de suas dívidas. Assim, este seria um entrave entre as negociações para ser aprovado o plano de recuperação judicial da empresa.
Além disso, os investidores acreditam que as conversas de negociação com a empresa levarão tempo e serão, inclusive, estressantes. Ou seja, o prazo para que o Estado autorize o projeto seria maior do que o esperado inicialmente.
Além disso, fontes ouvidas pelo O Globo informaram que seria necessário um aporte inicial de R$ 15 bilhões no caixa da empresa por parte dos acionistas. Contudo, é quase consenso que os acionistas de referência não vão realizar esta ação.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Vale destacar que, entre os acionistas de destaque do grupo, estão os fundadores da 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Além disso, as gestoras ElackRock e Capital Group também estão entre os credores da companhia.
Por fim, os investidores informaram que estão conversando com a empresa Rotschild para realizar a intermediação entre eles e a varejista no processo de recuperação judicial da Americanas.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com
