A reforma do Imposto de Renda aprovada pelo Congresso Nacional vai impactar diretamente o bolso dos trabalhadores brasileiros. Com o aumento da faixa de isenção e novas regras de tributação, o valor líquido do 13º salário ficará maior para quem ganha até R$ 7.350 por mês.
Reforma do Imposto de Renda pode aumentar o valor do seu 13º salário.
Reforma do Imposto de Renda aumenta o valor do 13º salário de quem ganha até R$ 7.350. Saiba como funciona a nova faixa de isenção e quem será beneficiado.
A partir de 2026, quem recebe até R$ 5.000 ficará totalmente isento do Imposto de Renda sobre o décimo terceiro, e quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá redução parcial. O novo modelo promete colocar mais dinheiro nas mãos dos trabalhadores e corrigir distorções históricas da tabela do Imposto de Renda, congelada há anos.
O efeito financeiro, porém, só será percebido no final de 2026, uma vez que a reforma passa a valer apenas em 1º de janeiro de 2026. Até dezembro de 2025, continuam valendo as regras atuais.
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O que muda com a reforma do Imposto de Renda
Aumento da faixa de isenção mensal para R$ 5.000
Atualmente, a faixa de isenção formal é de R$ 2.428,80 mensais. Entretanto, com o desconto simplificado de R$ 607,20, pessoas que ganham até dois salários-mínimos (R$ 3.036 em 2025) já ficam livres do Imposto de Renda na prática.
Com a aprovação da reforma:
- A faixa de isenção oficial passa para R$ 5.000 mensais.
- Trabalhadores com renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terão uma fórmula de cálculo que reduz progressivamente o imposto.
- A partir de R$ 7.350, nada muda: continua a tributação como hoje.
Segundo especialistas, esse é o maior avanço na política de desoneração do Imposto de Renda em décadas.
Impacto direto no valor do 13º salário
O 13º salário tem uma regra específica:
➡️ a tributação é exclusiva na fonte, ou seja, não é somado ao salário do mês nem aos rendimentos anuais.
Como o cálculo é isolado, elevar a faixa de isenção afeta imediatamente o valor líquido pago em dezembro.
O que isso significa na prática?
- Quem ganha R$ 3.036,01 até R$ 5.000: deixará de pagar Imposto de Renda no 13º.
- Quem ganha até R$ 7.350: terá redução parcial no desconto.
Muitas famílias usam o 13º salário para despesas de início de ano, como IPTU, IPVA e material escolar. A reforma promete aliviar esse peso.
Como diz Andressa Gomes, especialista tributária da Fipecafi:
“Ter o 13º sem desconto de imposto permite que o trabalhador use o valor integral para organizar o orçamento e começar o ano com menos aperto.”
Como funciona hoje o cálculo do Imposto de Renda no 13º salário
13º é tributado de forma separada
Diferentemente do salário mensal, o 13º não tem os mesmos descontos.
No salário do mês, são retidos:
- plano de saúde,
- plano odontológico,
- vale-transporte,
- vale-alimentação.
No 13º salário, esses descontos não existem.
Welinton Mota, diretor tributário da Confirp, explica:
“No salário regular, desconta-se plano de saúde, plano odontológico, vale transporte e vale alimentação, que não tem no 13º.”
Parcelamento do benefício
O Ministério do Trabalho e Emprego determina que:
- A primeira parcela é paga entre fevereiro e novembro.
- A segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro.
A advogada Márcia Ribeiro detalha:
“Na primeira parcela do 13º não há desconto de imposto. A segunda parte desconta o IR, INSS e eventuais deduções legais.”
Como a reforma do Imposto de Renda altera o cálculo do 13º
Antes da reforma
O desconto é feito com base na tabela atual do Imposto de Renda.
Com a reforma a partir de 2026
- Até R$ 5.000: 13º sem desconto de Imposto de Renda.
- Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350: desconto reduzido.
- Acima de R$ 7.350: mantém-se a regra atual.
A especialista Andressa Gomes ressalta que a isenção vale apenas para a renda salarial fixa:
“Se o trabalhador tiver outro emprego ou serviços como autônomo, o valor será somado e tributado normalmente.”
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Correção histórica na tabela do Imposto de Renda
A tabela do IR ficou congelada por anos, causando distorções. Pessoas com salários modestos passaram a pagar imposto como se fossem de alta renda.
Andressa Gomes destaca:
“Agora, sim, estamos falando de uma medida que pode corrigir parte da regressividade tributária.”
Segundo ela, alguém que ganha R$ 5.000 tem entre 70% e 80% da renda comprometida com despesas básicas. A elevação da faixa de isenção dá fôlego financeiro a milhões de famílias.
Imposto mínimo para alta renda: como será a compensação
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria um imposto mínimo de 10% para contribuintes de alta renda, atingindo cerca de 141 mil pessoas que hoje pagam alíquota efetiva inferior a 2,5%.
- Vale para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês (aprox. R$ 600 mil anuais).
- A partir de R$ 1,2 milhão anuais, o contribuinte deve pagar no mínimo 10%.
- Se ele já paga 2,5%, terá que pagar os 7,5% restantes.
A medida mira contribuintes com grandes rendimentos de lucros e dividendos.
A tabela do Imposto de Renda em 2025 não muda
Mesmo com a aprovação da reforma, a tabela atual permanece até dezembro de 2025.
A primeira faixa da tabela do Imposto de Renda foi reajustada em maio de 2025, para R$ 2.428,80. Mantém-se também o desconto simplificado mensal de R$ 607,20 para isentar quem recebe até dois salários mínimos.
Conclusão
A reforma do Imposto de Renda representa uma mudança significativa na tributação do trabalho no Brasil. Ao elevar a faixa de isenção para R$ 5.000 e reduzir o imposto para quem ganha até R$ 7.350, o governo entrega:
- aumento real do 13º salário,
- correção histórica da tabela do IR,
- maior poder de compra para trabalhadores.
Quem ganha até R$ 5.000 não pagará Imposto de Renda no 13º.
E quem recebe até R$ 7.350 terá redução parcial.
As novas regras começam a valer em janeiro de 2026.
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