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Governo amplia redução na conta de luz; veja se tem direito!

Reforma do setor elétrico pode cortar conta de luz de 60 milhões de brasileiros. Saiba mais sobre a novidade!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
Conta de luz mais cara

Com uma proposta ousada de reforma no setor elétrico, o governo federal quer baratear a conta de luz para até 60 milhões de brasileiros.

A medida, que será implementada por meio de uma Medida Provisória (MP), traz mudanças profundas na estrutura tarifária atual, promovendo justiça social e redistribuição de encargos no sistema energético nacional.

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Justiça tarifária no centro da proposta

energia
Imagem: TanitJuno / shutterstock.com

Durante o anúncio feito pelos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e líderes do Congresso Nacional, o foco principal ficou claro: tornar a cobrança da energia mais justa.

Segundo Rui Costa, a proposta visa corrigir distorções no sistema:

“Hoje, alguns custos da energia elétrica, de subsídio para energia solar, eram pagos pelos consumidores cativos: aqueles que têm a conta de energia simples. Vários outros não pagavam isso. Então, essa medida busca diluir, (de forma) que todos paguem o custo da energia elétrica. Com isso, a classe média será beneficiada, pois a maioria não está no mercado livre nem tem geração de energia própria”, disse o ministro, comparando a lógica com a de um condomínio, onde todos os moradores dividem os custos.

Início dos efeitos: a partir de junho

Conforme detalhado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), as mudanças devem começar a valer já em junho. A MP, que passou por análise técnica na Casa Civil nas últimas semanas, ainda precisará de aprovação no Congresso Nacional.

A expectativa é de que, com a tramitação acelerada, os efeitos sejam sentidos rapidamente pelos consumidores, especialmente aqueles das faixas mais vulneráveis.

Desconto social: alívio para famílias de baixa renda

Uma das principais inovações da proposta é a criação de um novo modelo de tarifa social. Com ela, famílias com renda per capita entre meio e um salário mínimo (de R$ 759 a R$ 1.518) e consumo de até 120kWh por mês serão isentas da cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Esse encargo representa cerca de 12% da fatura de energia, o que significa uma economia significativa para quem mais precisa.

Com essa medida, aproximadamente 21 milhões de famílias – ou cerca de 55 milhões de pessoas – poderão ser beneficiadas.

Tarifa zero para os mais vulneráveis

A reformulação da tarifa social inclui ainda a isenção total da conta de luz para quem consome até 80kWh por mês, desde que atenda aos seguintes critérios:

  • Inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759);
  • Pessoas com deficiência ou idosos que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • Famílias indígenas ou quilombolas cadastradas no CadÚnico;
  • Moradores de áreas remotas, não integradas ao sistema elétrico nacional.

Nesses casos, o benefício será aplicado aos primeiros 80kWh consumidos mensalmente. Se o consumo ultrapassar esse limite, apenas o excedente será cobrado.

A expectativa do governo é que 17 milhões de famílias (cerca de 60 milhões de pessoas) sejam atendidas por essa modalidade, com custo anual estimado em R$ 3,6 bilhões — compensado por ajustes no mercado de energia.

Como é a tarifa social atualmente

Hoje, o programa de tarifa social oferece descontos progressivos de até 65% na fatura de energia, mas com critérios mais restritivos. Ele abrange:

  • Famílias do CadÚnico com renda per capita inferior a meio salário mínimo;
  • Beneficiários do BPC;
  • Famílias com renda de até três salários mínimos que tenham membro com deficiência.

A reformulação busca ampliar o alcance, garantir maior equidade e simplificar a aplicação dos benefícios.

Corte de isenções: energia solar e eólica na mira

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Um dos pontos mais polêmicos da proposta é o fim gradual das isenções concedidas a consumidores de energia solar e eólica. Atualmente, esses benefícios custam cerca de R$ 10 bilhões por ano, valor que é repassado a todos os consumidores via CDE.

A nova estrutura pretende realocar esses recursos para ampliar a tarifa social, tornando o sistema mais justo, segundo o governo.

Liberdade de escolha a partir de 2028

Outro aspecto relevante da MP é a proposta de abertura total do mercado de energia. A partir de 2028, todos os consumidores – incluindo residenciais – poderão escolher seus fornecedores de energia com base em preço ou fonte de geração (solar, eólica, hidráulica, etc.).

O cronograma é o seguinte:

  • Agosto de 2026 – Abertura para indústrias e comércios
  • Dezembro de 2027 – Liberação para consumidores residenciais

Com isso, o governo busca democratizar o acesso ao mercado livre, hoje restrito a grandes consumidores, permitindo maior concorrência e preços potencialmente mais baixos.

Outras mudanças estruturais

Energia contas de luz
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Além das ações voltadas ao consumidor, a reforma propõe ajustes técnicos no setor elétrico:

  • Inclusão dos consumidores livres como compradores da energia produzida nas usinas nucleares Angra 1 e 2;
  • Extensão da responsabilidade desses consumidores pelo financiamento de subsídios via CDE;
  • Revisão nos descontos para irrigação e aquicultura, incentivando o consumo em horários alternativos para aliviar o sistema elétrico.

Com informações de: EXTRA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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