A Reforma Tributária de 2025 traz mudanças significativas no cenário da locação de imóveis no Brasil. Muitos brasileiros que investem em imóveis para gerar renda estão diante de uma nova realidade fiscal, que pode aumentar custos para locatários e reduzir ganhos para proprietários.
Locação de imóveis: entenda o que muda com a reforma tributária
Saiba como a Reforma Tributária 2025 altera a tributação da locação de imóveis no Brasil, impactando proprietários, inquilinos e o agronegócio.
Este artigo explica os principais pontos da nova legislação, detalha como serão cobrados os tributos IBS e CBS, e analisa o impacto para diversos tipos de locação, incluindo imóveis residenciais, comerciais, de temporada e até arrendamentos rurais.
O que muda para a locação?

A partir da vigência da Lei Complementar 214/2025, pessoas físicas que obtiverem receita significativa com locação de imóveis poderão ser obrigadas a recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
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Quem será obrigado a pagar IBS e CBS?
- Receita total com locações, cessões onerosas ou arrendamentos de bens imóveis superior a R$ 240.000,00;
- Possuir mais de três imóveis distintos em locação.
Além disso, mesmo que esses critérios não tenham sido atingidos no ano anterior, a pessoa física deve monitorar sua receita mensalmente. Se, durante o ano, a receita acumulada alcançar 20% do limite anual (R$ 48.000,00), a obrigatoriedade de recolhimento dos tributos inicia no mês seguinte.
Como funcionará o recolhimento dos tributos?
O IBS e a CBS serão cobrados “por fora” do valor do aluguel, ou seja, com destaque em nota fiscal, e deverão ser previstos nas negociações dos contratos.
Além desses tributos, permanece a obrigatoriedade do pagamento de Imposto de Renda sobre os valores recebidos, o que implica uma dupla tributação para quem investe em imóveis para renda.
Impactos para locadores e locatários

Para os proprietários
A exigência de recolhimento do IBS e da CBS aumenta a carga tributária incidente sobre a locação, podendo diminuir os ganhos líquidos dos proprietários. Além disso, a obrigação de emitir notas fiscais especificando esses tributos gera um acréscimo na burocracia e nas responsabilidades administrativas.
Para os inquilinos
O repasse do IBS e CBS poderá representar aumento nos valores dos aluguéis, especialmente nas locações comerciais e residenciais tradicionais, dependendo da negociação entre as partes.
A locação de temporada e o mercado informal
Com a tributação mais alta para locações curtas, proprietários de imóveis para temporada, como AirBnb, poderão repassar custos maiores para clientes, o que pode pressionar preços ou reduzir o lucro do aluguel.
Arrendamento rural e o agronegócio
O agronegócio no Brasil utiliza amplamente o arrendamento de terras para viabilizar atividades agrícolas, pecuárias e diversas operações produtivas.
- Aumento de despesas para arrendatários e donos das terras: A aplicação dos novos tributos pode pressionar contratos que já operam com margens financeiras reduzidas.
- Impacto em toda a cadeia produtiva: O crescimento dos custos na base da produção tem potencial para ser transferido aos preços finais, afetando os consumidores.
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FAQ
O aluguel residencial vai ficar mais caro com a nova carga tributária?
Sim, mas a alíquota efetiva será de 7,95%, graças ao desconto de 70% previsto na lei. Ainda assim, o custo pode subir para locatários ou reduzir a rentabilidade dos proprietários.
Como fica a locação de imóveis por temporada?
Será tributada a uma alíquota maior (15,9%), equiparando a tributação aos serviços de hotelaria.
O que muda para o arrendamento rural?
Será tributado com alíquota efetiva de 7,95%, podendo afetar o custo de produção no campo.
Considerações finais
A Reforma Tributária 2025 traz uma transformação importante no regime de tributação da locação de imóveis no Brasil, unificando e criando uma nova base para impostos que antes não incidiram diretamente sobre este tipo de receita.
Tanto proprietários quanto locatários precisam estar atentos às mudanças para avaliar os impactos financeiros e se preparar para as novas obrigações fiscais.
Para aqueles que atuam no mercado imobiliário e no agronegócio, é essencial acompanhar as atualizações e adequar seus contratos e planejamento tributário, a fim de evitar surpresas e garantir conformidade.
