A Reforma Tributária brasileira avança para uma etapa decisiva em 2026. A partir de agosto, empresas de todo o país precisarão preencher obrigatoriamente os campos relacionados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em diversos documentos fiscais eletrônicos.
IBS e CBS entram em nova fase em agosto; veja o que muda
Quase metade das notas fiscais ainda não segue as novas regras da Reforma Tributária. Exigência do IBS e CBS começa em agosto.
Apesar da proximidade do prazo, dados recentes da Receita Federal mostram que 45% das notas fiscais emitidas no Brasil ainda não estão adaptadas ao novo padrão exigido pela reforma. Isso significa que milhões de empresas ainda precisam atualizar sistemas, revisar processos e adequar cadastros para evitar problemas futuros.
Embora as penalidades não sejam aplicadas imediatamente, especialistas alertam que deixar a adaptação para a última hora pode gerar dificuldades operacionais, falhas de emissão e custos adicionais.
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O que muda com a Reforma Tributária

A Reforma Tributária promove uma ampla reestruturação do sistema de cobrança de impostos sobre consumo no Brasil.
Entre as principais mudanças está a criação de dois novos tributos:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal;
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios.
Esses tributos substituirão gradualmente diversos impostos atualmente cobrados sobre bens e serviços.
A implementação ocorre de forma escalonada para permitir que empresas e órgãos públicos adaptem seus sistemas sem comprometer as operações.
Quase metade das notas fiscais ainda está fora do novo padrão
Segundo os números mais recentes divulgados pela Receita Federal, aproximadamente 55% das notas fiscais já incluem corretamente os campos exigidos para IBS e CBS.
Isso representa cerca de 12,5 milhões de empresas que iniciaram ou concluíram o processo de adequação.
Por outro lado, 45% dos documentos fiscais emitidos ainda não seguem o novo modelo.
O dado preocupa porque o prazo para adaptação obrigatória se aproxima rapidamente.
Setor de serviços é o mais atrasado
O segmento de serviços apresenta o maior desafio na implementação das novas regras.
Atualmente, apenas 3,78% das notas fiscais de serviços emitidas no país já utilizam o padrão exigido pela Reforma Tributária.
Uma das razões para esse atraso está na dependência dos sistemas municipais de emissão de notas fiscais eletrônicas.
Muitas prefeituras ainda estão em processo de atualização tecnológica, o que dificulta a adaptação de empresas prestadoras de serviços.
Quando a adaptação passa a ser obrigatória
A partir de agosto de 2026, o preenchimento dos campos relacionados ao IBS e à CBS será obrigatório em documentos fiscais eletrônicos.
A exigência alcança:
- Nota Fiscal Eletrônica (NF-e);
- Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e);
- Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e);
- Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e).
Embora a cobrança efetiva dos novos tributos ainda esteja em fase de transição, as informações deverão constar obrigatoriamente nos documentos.
Empresas serão multadas em 2026?
Não.
O governo federal trata 2026 como um período de adaptação e testes.
Durante esta fase, o foco principal é orientar empresas, desenvolvedores de sistemas e administrações tributárias para corrigirem falhas e ajustarem procedimentos.
Entretanto, isso não significa que as empresas possam ignorar as mudanças.
A Receita Federal já poderá identificar inconsistências e realizar notificações ainda neste ano.
As multas relacionadas ao descumprimento das exigências estão previstas para começar em 2027.
Por que especialistas recomendam agir imediatamente
Embora a aplicação de penalidades esteja prevista apenas para o próximo ano, especialistas em contabilidade e gestão tributária alertam que os riscos começam muito antes das multas.
Segundo profissionais do setor, a nota fiscal será um dos elementos centrais da nova estrutura tributária brasileira.
Isso significa que erros no preenchimento ou na classificação fiscal podem comprometer processos internos, vendas e até o relacionamento com clientes e fornecedores.
Falhas podem travar operações
Uma nota fiscal emitida com informações incorretas poderá gerar retrabalho, atrasos e dificuldades na apuração tributária.
Além disso, sistemas que não estiverem devidamente preparados podem apresentar erros de integração e transmissão.
Para empresas que realizam grande volume de operações diariamente, esses problemas podem resultar em prejuízos relevantes.
Quatro medidas para se preparar para a Reforma Tributária
Especialistas recomendam que as empresas aproveitem os próximos meses para concluir a adaptação.
Revisar a classificação fiscal de produtos e serviços
A correta classificação fiscal será fundamental para determinar o tratamento tributário das operações.
Erros nesse processo podem impedir a emissão correta dos documentos fiscais.
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Testar os sistemas de emissão
Empresas devem utilizar ambientes de homologação para verificar se seus sistemas ERP estão preparados para transmitir as informações exigidas.
Esse procedimento ajuda a identificar falhas antes que a obrigatoriedade entre em vigor.
Acompanhar atualizações municipais
Prestadores de serviços precisam monitorar o cronograma de modernização dos sistemas das prefeituras.
Em muitos municípios, a atualização das plataformas de emissão ainda está em andamento.
Capacitar as equipes
Profissionais dos setores fiscal, financeiro e faturamento devem compreender as novas regras e os procedimentos exigidos.
Treinamentos internos podem reduzir erros e aumentar a segurança das operações.
Como a Reforma Tributária afetará pequenas empresas
Embora o debate frequentemente se concentre em grandes corporações, pequenas e médias empresas também precisam se adequar.
Muitos empreendedores acreditam que as mudanças terão impacto apenas quando a cobrança efetiva dos novos tributos começar.
No entanto, a adaptação dos sistemas fiscais e dos processos internos precisa ocorrer antecipadamente.
Empresas que iniciarem esse processo agora terão mais tempo para corrigir falhas e evitar correria próxima aos prazos oficiais.
O que esperar para 2027
O próximo ano marcará uma etapa mais rigorosa da implementação da Reforma Tributária.
Além do avanço da transição entre os tributos atuais e os novos modelos, a fiscalização deverá se tornar mais intensa.
As empresas que chegarem a 2027 sem sistemas adequados ou sem domínio das novas exigências poderão enfrentar dificuldades operacionais, notificações e penalidades.
Por isso, especialistas consideram 2026 um período estratégico para testes, ajustes e capacitação.
Adaptação antecipada reduz riscos e custos

Com quase metade das notas fiscais brasileiras ainda fora do novo padrão, a corrida pela adequação à Reforma Tributária deve se intensificar nos próximos meses.
Embora as multas só estejam previstas para 2027, a obrigatoriedade do preenchimento dos campos de IBS e CBS começa já em agosto.
Para empresas de todos os portes, o momento é de revisar processos, atualizar sistemas e preparar equipes. Quem se antecipar terá mais segurança para enfrentar a maior transformação tributária das últimas décadas sem comprometer a rotina do negócio.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
