A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária já foi aprovada pelos deputados federais. Ontem dia 03 de agosto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), entregou o texto da PEC ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Reforma Tributária: texto chega nas mãos do presidente do Senado, qual é o próximo passo?
A PEC da Reforma Tributária chegou nas mãos do presidente do Senado. Entenda quais serão os próximos rumos do texto.
Em vista disso, surge a dúvida sobre o destino do texto: qual é o próximo passo da PEC da Reforma Tributária? Para que um texto, seja de uma PEC ou de um Projeto de Lei (PL) seja aprovado, é necessário passar por algumas votações.
Antes de chegar nas mãos do presidente do país, os textos passam pelas Comissões cabíveis de acordo com as propostas. Nesse sentido, Pacheco afirmou que o próximo passo será a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CJJ) do Senado.
Pacheco demonstra expectativas para aprovação da Reforma Tributária no Senado
Quando a PEC chegar ao senado, o texto será relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Quanto a isso, Pacheco demonstrou boas expectativas e afirmou que o texto será uma prioridade na Casa.
Consequentemente, a tramitação pode ser rápida, e com isso, a PEC pode ser promulgada ainda em 2023. Pacheco defende que a aprovação resultará em um pilar muito bem estruturado no cenário econômico do país.
Além disso, Lira também destaca seus pontos de vista sobre o texto, que tem o objetivo de unificar impostos. Para ele, o diálogo está sendo essencial neste processo. É importante lembrar que partidos opostos concordam com a PEC, o que torna o diálogo a principal ferramenta de consenso nessa medida.
Rumos, objetivos e expectativas da Reforma Tributária
O Brasil possui o sistema tributário mais complexo do mundo, o que gera preocupação devido à defasagem existente. Na prática, as pessoas com rendas menores acabam pagando mais impostos do que pessoas com rendas maiores.
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Essa questão já vem sendo debatida há três décadas, mas somente agora há uma perspectiva real de uma medida efetiva. Resumidamente, a PEC prevê a unificação de impostos, os tornando mais simples, justos e proporcionais de acordo com a renda dos cidadãos.
Diante de tal demora, alguns especialistas defendem que a unificação de impostos é uma causa urgente para o Brasil. Além de trazer benefícios à população, a reforma também pode ser vantajosa para a economia.
Estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estimam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer 12% ao longo de 15 anos, caso a reforma seja implementada.
Imagem: Satur / shutterstock.com
