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Relatório aponta fragilidades na segurança de apps de bancos

O Idec publicou um documento criticando a facilidade com que se pode acessar a conta bancária de alguém por aplicativo de celular. Entenda!

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Imagem de mulher mexendo em aplicativo de banco, em frente a caixa eletronico

Recentemente, correntistas de duas das maiores instituições financeiras tiveram problemas sérios com suas contas devido a falhas em processos tecnológicos. Diante disso, percebe-se a necessidade de uma maior segurança em sistemas bancários digitais, levando em consideração as críticas e demandas por aprimoramentos nesses sistemas. 

Diante disso, de acordo com o relatório do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), problemas de segurança são mais comuns do que parecem. Assim, no último mês, o Idec publicou um documento criticando a facilidade com que se pode acessar a conta bancária de alguém por aplicativo de celular, por meio de golpes conhecidos.

Fraudes financeiras nos apps de bancos

À vista disso, segundo dados do Banco Central, apenas no primeiro trimestre de 2023, ocorreram mais de 2,8 mil tentativas de fraudes financeiras por minuto em canais eletrônicos no Brasil. Totalizando 365 milhões de tentativas de golpes. 

Dessa forma, para analisar a gravidade dessas situações, o Idec avaliou os processos de quatro grandes bancos do país para verificar se existiam mecanismos efetivos para reduzir as chances de golpistas terem sucesso. Em uma fase do estudo, o Idec buscou quantas reclamações os clientes registraram em 2022 contra cada banco no site Reclame Aqui. 

Assim, muitas dessas reclamações eram sobre celulares roubados, mas algumas se referiam a golpes de acesso remoto, inclusive com relatos espalhados por redes sociais.

Imagem de mulher mexendo em aplicativo de banco, em frente a caixa eletronico
Imagem: tommaso79 / Shutterstock

Como o golpe acontece

Ainda segundo o instituto, o golpe funciona assim: um criminoso se passa por atendente de um dos bancos e entra em contato com a vítima (por Whatsapp, SMS, e-mail ou até chamada telefônica). Usando alguns dados pessoais, solicita que a vítima baixe um aplicativo que, na verdade, é um programa que permite acesso remoto à conta pelos criminosos. 

Diante disso, tentando entender como os bancos lidam com essas situações, o Idec questionou os três maiores bancos privados do país: Bradesco, Itaú e Santander. Dessa forma, apenas um dos bancos informou que conseguia barrar completamente o acesso remoto ao aplicativo. O que levanta a questionamento porque os demais não têm essa ferramenta.

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No entanto, como os testes de acesso remoto aos aplicativos das instituições financeiras realizados pelo Idec ainda estão em andamento, os detalhes dos testes, assim como o nome do banco que foi bem-sucedido foram preservados, para evitar a disseminação de falhas. 

Imagem: tommaso79 / Shutterstock.com

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