Quatro meses após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Controladoria Geral da União (CGU) elaborou e publicou alguns relatórios que dizem respeito ao exercício financeiro da gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Relatórios apontam um rombo de mais de R$ 200 bilhões na gestão de Bolsonaro
Vários ministérios do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentam falahas que juntas, somam mais de R$ 200 BILHÕES; confira.
No entanto, foi somente 3 meses após que o órgão divulgou uma notícia alarmante que pode trazer sérias consequências para os cofres públicos. Os documentos revelam uma inconsistência financeira em cinco ministérios.
Juntos, esses ministérios totalizam o rombo de R$ 202 bilhões de rombo. Neste ponto, devemos destacar que esse valor é referente apenas ao período entre janeiro e dezembro de 2022, não sendo revelado informações sobre os 3 anos anteriores.
Ministério da Agricultura foi o que apresentou maiores inconsistências
Somente no Ministério da Agricultura, a CGU identificou uma inconsistência de R$ 149,9 bilhões. Para fins comparativos, esse montante representa 70.74% do valor total da inconsistência, que foi identificada em cinco ministérios.
Nesse sentido, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) possui um rombo de R$ 134 bilhões, isto é, 93.7% do déficit desse ministério. Outros 6,3% estão relacionados a Funcafé, Fundo de Terras e, por fim, Reforma Agrária.Nesta época, o ministério era chefiado pela ex-ministra Tereza Cristina (Progressistas) que atualmente é senadora.
Quais são os outros ministérios envolvidos?
Durante a gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsano, o Ministério da Saúde foi administrado por 4 pessoas diferentes, mas em 2022, o chefe era Marcelo Queiroga (PL). Neste caso, a distorção está relacionada a perda de estoques, pagamento de despesas e controle de medicamentos.
O total apontado pelo relatório é de R$ 15,9 bilhões. Já no Ministério da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo foi chefe de 2019 até março de 2022. Após isso, Marcelo Sampaio assumiu o cargo até o fim do mandato de Bolsonaro.
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Neste caso, a distorção foi de R$ 20,3 bilhões. Além disso, o Auxílio Gás e o antigo Auxílio Brasil, programas do então Ministério da Cidadania, apresentaram uma distorção de R$ 6,3 bilhões devido a erros em cálculos, estornos e pagamentos.
Por fim, a falha do Ministério da Educação foi de R$ 17,2 bilhões. Parte dessa inconsistência está relacionada ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), onde houve uma diferença de R$ 728 milhões. Nessa época, Victor Godoy era ministro, ele sucedeu o então ministro Milton Ribeiro.
Imagem: Isaac Fontana/ Shutterstock
