Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Renda dos mais pobres poderia dobrar com economia mais forte, diz estudo

Um estudo recente do Centro de Liderança Pública (CLP) aponta que a renda dos 20% mais pobres do Brasil poderia ter dobrado caso o país tivesse acompanhado o cr

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
dinheiro 022 bancos

Um estudo recente do Centro de Liderança Pública (CLP) aponta que a renda dos 20% mais pobres do Brasil poderia ter dobrado caso o país tivesse acompanhado o crescimento médio dos emergentes.

A pesquisa, conduzida por Daniel Duque, gerente da Inteligência Técnica do CLP, destaca que o avanço econômico é mais decisivo para a elevação da renda do que apenas políticas de redistribuição.

Continue lendo para entender os impactos e caminhos sugeridos pelos especialistas.

Leia mais: Auxílio RS: famílias de baixa renda receberão até R$ 250/mês

Crescimento econômico versus distribuição de renda

Nos últimos 30 anos, o Brasil reduziu significativamente a pobreza, especialmente entre os mais vulneráveis. A pobreza extrema caiu de cerca de 30% em 1992 para menos de 5% atualmente. A pobreza intermediária, que afetava mais de 40% da população, diminuiu para aproximadamente 7%.

Segundo Duque, a melhoria da qualidade de vida decorreu de fatores como:

  • Estabilização econômica e controle da inflação
  • Aumento da escolaridade da população
  • Valorização do salário-mínimo
  • Expansão de programas de transferência de renda

Apesar desses avanços, a renda dos mais pobres ainda está abaixo do potencial. Entre 1995 e 2022, os 20% mais pobres viram sua renda crescer 57,5%, enquanto os 20% mais ricos tiveram aumento de apenas 22,1%.

Renda por faixa de população

Faixa de rendaCrescimento 1995-2022
0-20%57,5%
20-40%61,6%
40-60%65,5%
60-80%53,5%
80-100%22,1%

Mesmo assim, os 20% mais pobres concentram apenas 1,2% da renda total, enquanto os 20% mais ricos detêm quase 40%. A desigualdade ainda é marcada, e a pesquisa sugere que o crescimento econômico poderia alterar substancialmente esse cenário.

Impacto da carga tributária na renda

Entre 1992 e 2024, a carga tributária brasileira aumentou de menos de 25% para quase 35% do PIB. Esse aumento ajudou a financiar políticas sociais, mas também travou o crescimento econômico.

  • PIB per capita brasileiro: < 1,2% ao ano
  • Média mundial: > 2% ao ano
  • Países emergentes de renda média-alta: 4% ao ano

Duque alerta que o crescimento limitado reduz oportunidades de emprego de qualidade e diminui a mobilidade social, afetando diretamente a renda dos mais pobres.

“Ganhamos em redução da pobreza, mas perdemos posições de renda. Menos crescimento significa menos prosperidade para os vulneráveis”, afirma Duque.

Cenários simulados para a renda

O estudo do CLP analisou diferentes cenários de crescimento e distribuição de renda:

  • Crescimento médio mundial: renda dos 20% mais pobres subiria de R$ 275 para R$ 355
  • Crescimento médio de emergentes: renda subiria para R$ 607
  • Distribuição como países de renda média-alta: renda subiria para R$ 298
  • Distribuição como países desenvolvidos: renda subiria para R$ 436

O ponto central do estudo é que o crescimento sustentado é a variável mais eficaz para elevar o piso material dos mais vulneráveis.

Desenvolvimento econômico e produtividade

Segundo Duque, o crescimento aumenta o valor do trabalho, elevando salários e renda nacional. Um ambiente econômico mais dinâmico gera mais oportunidades, incentiva o empreendedorismo e promove maior prosperidade para toda a população.

  • Mais empregos de qualidade
  • Maior renda disponível
  • Maior incentivo ao empreendedorismo
  • Expansão de negócios e inovação

O estudo reforça que crescimento econômico e políticas sociais devem caminhar juntos, mas com foco em sustentabilidade fiscal e eficiência.

Estratégias sugeridas para aumentar a renda

Para consolidar ganhos de renda e reduzir desigualdades, o estudo propõe medidas em três frentes:

1. Crescimento sustentável

  • Reequilibrar a carga tributária
  • Simplificar o sistema fiscal
  • Aumentar produtividade
  • Reduzir barreiras para investimento

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

2. Proteção social eficiente

  • Avaliar continuamente programas de transferência de renda
  • Focar em educação, principalmente alfabetização na idade certa
  • Incentivar ensino técnico e profissional integrado às cadeias produtivas
  • Expandir saneamento básico para reduzir custos com doenças e aumentar presença escolar

3. Ajustes estruturais

  • Revisar periodicidade e eficiência de gastos obrigatórios (previdência, salários e benefícios)
  • Privatizações e venda de ativos para reduzir estoque de dívida
  • Facilitar comércio externo e acordos comerciais, como Mercosul e União Europeia
  • Reduzir barreiras de entrada e simplificar licenças

A importância do crescimento aliado à distribuição

O estudo evidencia que crescimento econômico e distribuição de renda se complementam. Programas sociais reduzem a pobreza imediatamente, mas é o aumento do PIB que permite ganhos estruturais de renda para toda a população.

  • Crescimento gera mais empregos
  • Salários acompanham produtividade
  • Renda aumenta de forma sustentável

Duque ressalta que a próxima geração de políticas deve buscar um equilíbrio entre proteção social e incentivo ao crescimento, para que os mais pobres possam não apenas sobreviver, mas prosperar.

Cenário futuro para a renda no Brasil

Com base nas simulações do estudo, a perspectiva é que uma economia mais forte poderia dobrar a renda dos mais pobres, trazendo mais justiça social e mobilidade econômica. A combinação de medidas estruturais, proteção social eficiente e crescimento sustentável pode transformar a realidade de milhões de brasileiros.

  • Renda dos 20% mais pobres: até R$ 607 em cenário ideal
  • Redução da desigualdade: concentração de renda menor
  • Oportunidades de emprego e empreendedorismo ampliadas

“Crescimento sustentado é a variável que mais eleva o piso material dos vulneráveis”, conclui Duque.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Com informações de: InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados