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Fazenda avalia modelo de renegociação mais fácil que o Desenrola

Novo programa do governo pode dar até 80% de desconto em dívidas. Veja quem pode participar da renegociação e como vai funcionar.

Jessica CassanaPor Jessica Cassana3 min de leitura
FAZENDA renegociação

O novo programa de renegociação de dívidas do governo federal deve ser lançado nos próximos dias e promete oferecer descontos expressivos para brasileiros endividados. Segundo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa pode garantir abatimentos que chegam a 80% do valor total da dívida.

A medida tem como foco principal famílias com renda de até três salários mínimos e surge como uma evolução de programas anteriores, como o Desenrola Brasil. A expectativa é simplificar o acesso e ampliar o alcance, especialmente entre os mais vulneráveis.

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Como deve funcionar o novo programa na prática

A lógica do programa segue um modelo já utilizado pelos bancos, mas com incentivo direto do governo.

Na prática, o exemplo dado pelo governo funciona assim:

  • Até 80% da dívida pode ser perdoada
  • Os 20% restantes são renegociados
  • O valor restante pode ser parcelado com novas condições

Além disso, o governo pode oferecer garantias para os bancos, reduzindo o risco de inadimplência futura e incentivando descontos maiores.

Isso significa que, mesmo após a renegociação, haverá acompanhamento para evitar que o cidadão volte a ficar inadimplente.

Quem deve ter prioridade na renegociação

O programa ainda não teve todas as regras divulgadas, mas já há indicações claras sobre o público prioritário.

Devem ser beneficiados:

  • Pessoas com renda de até três salários mínimos
  • Famílias endividadas com dificuldade de pagamento
  • Consumidores negativados ou com restrições de crédito

Assim como ocorreu no Desenrola, a seleção deve considerar dados financeiros e situação cadastral dos brasileiros.

O que muda em relação ao Desenrola

O novo programa busca corrigir pontos criticados na versão anterior.

Entre as melhorias prometidas estão:

  • Processo mais simples e direto
  • Menos burocracia para aderir
  • Maior clareza nas condições de pagamento
  • Incentivo à educação financeira

A ideia é tornar o acesso mais intuitivo, evitando que pessoas deixem de participar por dificuldade no processo.

Governo não deve zerar imposto cobrado nas operações

Uma das discussões em aberto é a possível isenção do IOF.

Segundo Durigan, essa possibilidade ainda não foi confirmada e não há sinalização de que será adotada. O tema foi levantado por instituições financeiras, mas enfrenta resistência dentro do governo.

De onde vem o dinheiro para bancar os descontos

O custo do programa será dividido entre governo e instituições financeiras.

Na prática:

  • Bancos já consideram parte dessas dívidas como prejuízo
  • Isso permite oferecer descontos sem impacto total no caixa
  • O governo entra com garantias para reduzir riscos

Esse modelo aumenta a chance de acordos mais vantajosos para os consumidores.

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Por que os bancos aceitam dar descontos altos

Quando uma dívida fica muito tempo sem pagamento, ela passa a ser registrada como perda no sistema financeiro.

Nesse cenário, renegociar com desconto pode ser mais vantajoso do que não receber nada.

Com o apoio do governo, os bancos ganham mais segurança para oferecer condições melhores, inclusive com juros reduzidos na parte refinanciada.

O que o consumidor deve fazer agora

Mesmo antes do lançamento oficial, algumas ações já podem ajudar:

  • Organizar suas dívidas atuais
  • Verificar restrições no CPF
  • Acompanhar anúncios oficiais do governo
  • Evitar novos endividamentos

Quando o programa for lançado, a recomendação é acessar apenas canais oficiais para evitar golpes.

O risco que o governo quer evitar

Um dos pontos centrais do programa é impedir que as famílias voltem a se endividar logo após renegociar.

Por isso, a proposta inclui:

  • Educação financeira
  • Condições de pagamento mais realistas
  • Monitoramento indireto das operações

A ideia é transformar a renegociação em uma recuperação financeira sustentável.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Jessica Cassana

Autor

Jessica Cassana

Jéssica Cassana é especialista em benefícios sociais e atua como redatora no portal Seu Crédito Digital. Com linguagem acessível e conteúdo direto ao ponto, compartilha orientações práticas sobre o Bolsa Família, CadÚnico, CRAS, Caixa Tem e demais programas do governo. Sua missão é ajudar os leitores a entender e acessar seus direitos com mais autonomia, segurança e clareza.

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