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Bancos acionam clientes com ativos do Master para iniciar resgate do FGC

Instituições financeiras começam a notificar clientes com ativos do Banco Master sobre o processo de resgate via FGC.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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A liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central (BC), abriu um dos maiores processos de ressarcimento da história do sistema financeiro brasileiro. Instituições como Nubank e XP Investimentos já começaram a comunicar seus clientes com ativos do banco sobre o procedimento para acionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar o pagamento aos credores dentro dos limites previstos.

Segundo estimativas do próprio FGC, o Banco Master possui aproximadamente 1,6 milhão de credores, entre depositantes e investidores. Os valores elegíveis à cobertura somam cerca de R$ 41 bilhões, configurando o maior resgate já registrado pelo Fundo.

O que desencadeou o pagamento do FGC

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O estopim para o acionamento do FGC foi a decisão do Banco Central que determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após análise das condições financeiras da instituição. Em situações como essa, o FGC é acionado automaticamente para garantir o pagamento de depósitos e investimentos assegurados por lei, até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira.

Com isso, investidores que possuíam aplicações como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs e saldo em conta no Master passaram a ter direito ao ressarcimento.

Instituições começam a notificar clientes

Nubank indica valores e orienta solicitação

O Nubank foi uma das primeiras instituições a enviar mensagens aos usuários que mantinham ativos do Banco Master por meio de sua plataforma. A comunicação informa:

  • o valor exato aplicado no Master;
  • o limite de cobertura do FGC (R$ 250 mil por CPF);
  • um passo a passo para iniciar o pedido pelo aplicativo do FGC.

A fintech também incluiu uma explicação didática sobre o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos e detalhou quais investimentos são protegidos.

Corretoras também acompanham o caso

A XP Investimentos enviou comunicado semelhante, ressaltando que está monitorando os desdobramentos da liquidação. A empresa alerta que o cliente possui ativos do banco e que os valores são elegíveis para cobertura, orientando que o pedido deve ser feito diretamente ao FGC quando o sistema estiver liberado.

Como funciona o processo?

Após a liquidação extrajudicial, o procedimento segue um fluxo já padronizado pelo FGC. Ele envolve uma etapa interna entre o liquidante e o Fundo e outra externa, direcionada aos credores.

Envio da lista de credores

O liquidante do Banco Master é responsável por enviar ao FGC a lista consolidada de todos os beneficiários e valores devidos. Esse trabalho exige conferência de dados, validação dos ativos e cruzamento de informações — e, por isso, o prazo pode variar.

Prazo médio de 30 dias

Com base em experiências recentes, o FGC estima que a consolidação completa dos dados leva, em média, 30 dias. Só após o recebimento dessa base o Fundo inicia a fase seguinte.

Quando o credor poderá solicitar o resgate

Com os dados validados e recebidos, o FGC publica um aviso oficial informando que o sistema está liberado para solicitações. A partir desse momento, cada credor deve manifestar interesse na garantia.

Pessoa física

Para investidores com CPF, o processo é realizado exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC, já disponível para download. Ao se cadastrar, o usuário deve:

  1. Preencher o cadastro básico;
  2. Aguardar a liberação da solicitação após o FGC concluir o processamento da base;
  3. Confirmar o valor disponível;
  4. Assinar digitalmente o Termo de Solicitação da Garantia.

Pessoa jurídica

No caso de empresas (CNPJ), o procedimento é feito no site do FGC, e a assinatura do termo é enviada por e-mail, após análise de toda a documentação.

O que os clientes devem fazer agora

A orientação geral para os credores é simples: aguardar a liberação oficial do FGC para iniciar o pedido de ressarcimento. O aplicativo já pode ser baixado e o cadastro básico antecipado, mas a solicitação só será possível quando o Fundo concluir o processamento dos dados do Banco Master.

Enquanto isso:

  • mantenha as notificações do banco ou corretora ativadas;
  • acompanhe comunicados do FGC;
  • evite links ou mensagens suspeitas — golpes costumam aumentar em períodos de liquidação bancária.

FAQ – Perguntas frequentes

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1. O que aconteceu com o Banco Master?

O banco entrou em liquidação extrajudicial por decisão do Banco Central, o que obriga o acionamento do FGC para ressarcimento de depósitos e investimentos elegíveis.

2. Quem tem direito ao pagamento do FGC?

Todos os clientes com investimentos cobertos, como CDB, RDB, LCI, LCA e dinheiro em conta, até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição.

3. Quando poderei solicitar o resgate?

Após o FGC receber a base consolidada de credores enviada pelo liquidante — processo que dura cerca de 30 dias em média.

4. O que devo fazer agora?

Baixar o aplicativo do FGC, fazer o cadastro inicial e aguardar a liberação para solicitar a garantia.

5. O resgate será automático?

Não. O credor precisa manifestar interesse, solicitar a garantia e assinar o termo digital.

6. Quanto o FGC deve pagar no total?

A estimativa é de R$ 41 bilhões, o maior valor já registrado na história da instituição.

Considerações finais

O processo de ressarcimento do FGC para clientes do Banco Master se desenvolve dentro do fluxo previsto para liquidações bancárias no Brasil, ainda que em proporções inéditas. Com milhões de credores envolvidos e valores recordes em jogo, a comunicação entre bancos, corretoras, FGC e investidores será essencial para garantir transparência e agilidade nos pagamentos.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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