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Revisão da Vida Toda: aposentados do INSS podem ter benefício multiplicado

Os aposentados do INSS, que discordam do valor valor de suas aposentadorias, podem solicitar a “Revisão da Vida Toda”.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
13 salário INSS

Os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que discordam do valor de suas aposentadorias, podem solicitar a “Revisão da Vida Toda”.

Para pedir a “Revisão da Vida Toda” é necessário entrar com uma ação judicial. Aqueles que já realizaram esse procedimento estão esperando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os recolhimentos anteriores a 1994 não são incluídos no cálculo da aposentadoria por causa da complexidade em converter os valores, já que em 1994 a moeda nacional foi trocada de cruzeiro para real. Com isso, o intuito é que o STF dê o aval para rever as contribuições realizadas antes da troca da moeda.

Sendo assim, quem contribuiu com o INSS antes de 1994 pode pedir a revisão da aposentadoria e tentar receber um benefício maior. Entretanto, se as contribuições antes do ano em questão tiverem sido com valores baixos, o benefício pode sofrer redução na hora da revisão.

É preciso ter prudência antes de pedir a “Revisão da Vida Toda”, por isso, é indicado procurar um advogado previdenciário. Outra questão a se atentar é que a solicitação da revisão da aposentadoria do INSS só pode ser realizada nos 10 primeiros anos a contar a partir do primeiro pagamento recebido pelo Instituto.

O que é a “Revisão da Vida Toda”?

Resumidamente, a “Revisão da Vida Toda” tem o objetivo de adicionar no cálculo da aposentadoria todos os períodos que o segurado do INSS contribuiu.

O benefício era calculado somente com 80% das maiores contribuições ao INSS a partir de julho de 1994, início do plano real. Com a Reforma da Previdência em 1998, foi determinado que com a criação do real, não seria mais possível calcular a contribuição ao INSS com base em salários anteriores à estabilização monetária e inflacionária.

Em 1999, a medida, por ser considerada radical, foi contestada juridicamente e encontra-se em discussão no STF desde 2020. E os aposentados do INSS esperam até hoje por uma decisão.

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Imagem: fizkes / Shutterstock.com

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Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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