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Expansão da Revolut no México eleva disputa entre fintechs

A Revolut anunciou o lançamento oficial de suas operações bancárias no México, encerrando a fase beta pouco mais de três meses após obter autorização regulatória. Com a entrada definitiva no país, a fintech britânica dá seu primeiro passo fora da Europa e amplia sua presença global para 40 países, reforçando uma estratégia de expansão agressiva […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
Revolut

A Revolut anunciou o lançamento oficial de suas operações bancárias no México, encerrando a fase beta pouco mais de três meses após obter autorização regulatória. Com a entrada definitiva no país, a fintech britânica dá seu primeiro passo fora da Europa e amplia sua presença global para 40 países, reforçando uma estratégia de expansão agressiva em mercados considerados de alto crescimento.

O movimento coloca a Revolut em rota direta de colisão com o Nubank, que já atua no México desde 2019 e recebeu, em abril de 2025, a aprovação para operar como banco no país. A disputa entre as duas fintechs tende a se intensificar não apenas no mercado mexicano, mas também em outras regiões onde ambas buscam consolidar presença, como Estados Unidos e América Latina.

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A entrada da Revolut no sistema bancário mexicano

O lançamento oficial foi comunicado ao mercado na terça-feira, 27 de janeiro, marcando o início pleno das operações do Revolut Bank S.A. no México. Segundo a empresa, a operação foi capitalizada com mais de US$ 100 milhões, valor superior ao dobro do exigido pela regulação local, o que resultou em um Índice de Adequação de Capital (CAR) de 447,2% já na largada.

Esse nível de capitalização é um sinal relevante para o mercado financeiro, pois indica robustez patrimonial e capacidade de absorver riscos iniciais, algo valorizado por reguladores e investidores. Como reflexo, a Revolut informou ter recebido avaliações iniciais positivas de agências como S&P National Ratings e HR Ratings, que apontaram estabilidade e base financeira sólida desde o início das operações.

Portfólio digital e proposta de valor

De acordo com Juan Guerra, CEO da Revolut no México, a fintech chega com o objetivo declarado de “revolucionar o sistema bancário local”. O portfólio inicial inclui conta remunerada, contas conjuntas, pagamento de contas integradas e transferências internacionais sem custo entre clientes da plataforma em diferentes países.

Esse modelo aposta na digitalização total da experiência bancária, em linha com uma tendência já observada no Brasil, onde bancos digitais ganharam escala ao oferecer serviços simples, custos reduzidos e usabilidade superior às instituições tradicionais. No México, um país com significativa parcela da população ainda subatendida pelo sistema financeiro, a proposta tende a encontrar terreno fértil.

México como mercado estratégico para fintechs

A escolha do México não é casual. O país combina grande população, elevado uso de smartphones e histórico de baixa bancarização, fatores que atraem fintechs globais. Para a Revolut, trata-se de um laboratório para replicar o modelo em outros mercados emergentes.

Para o Nubank, o México também ocupa papel central na estratégia de internacionalização. Fundado em 2013, o banco brasileiro iniciou sua expansão internacional justamente pelo mercado mexicano, onde começou com cartão de crédito e, ao longo dos anos, ampliou o portfólio. A aprovação para operar como banco em 2025 permitiu à empresa oferecer uma gama mais ampla de produtos financeiros no país.

Nubank e Revolut: números e escala global

Apesar do avanço da Revolut, o Nubank ainda mantém vantagem significativa em escala. A fintech brasileira encerrou o terceiro trimestre com 127 milhões de clientes, enquanto a Revolut afirma ter mais de 70 milhões. No México, o Nubank já conta com 13,1 milhões de clientes, número que lhe confere uma posição de destaque no mercado local.

Em termos de valor de mercado, o Nubank também lidera. Após uma rodada secundária de ações que avaliou a Revolut em US$ 75 bilhões em setembro de 2025, a fintech britânica foi superada pelo Nubank, cujo valuation atual é estimado em US$ 89,5 bilhões. Esses números refletem não apenas a base de clientes, mas também a percepção de crescimento e rentabilidade futura.

Expansão para além da América Latina

A disputa entre Revolut e Nubank não se limita ao México. O Nubank já opera no Brasil e na Colômbia e, em setembro de 2025, solicitou licença para atuar como banco nacional nos Estados Unidos junto ao Escritório do Controlador da Moeda. A Revolut, por sua vez, está presente nos EUA desde 2022 e também trabalha na construção de sua base regulatória e tecnológica no país.

Executivos da Revolut afirmam que a concorrência direta não se limita a outras fintechs, mas principalmente aos bancos tradicionais. Ainda assim, a sobreposição geográfica e de público-alvo torna inevitável a comparação com o Nubank, especialmente em mercados onde ambos disputam a preferência de clientes digitais.

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Imagem: Divulgação

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