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Carteira de Identidade Nacional substituirá RG; documento antigo vale até 2032

RG será substituído pela CIN? Veja até quando o documento antigo vale, quem precisa emitir a nova identidade e como fazer o documento.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa··9 min de leitura
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A Carteira de Identidade Nacional (CIN) está substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG) em todo o Brasil. A principal mudança é que o cidadão deixa de ter um número de identidade diferente conforme o estado e passa a utilizar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação.

Mas há um detalhe importante: o RG não deixa de valer imediatamente e a CIN ainda não é obrigatória para toda a população. O documento antigo continua válido até 2032, enquanto as regras de biometria para beneficiários de programas e benefícios sociais seguem um cronograma específico.

A mudança afeta milhões de brasileiros e altera a forma como a identificação é utilizada em serviços públicos, benefícios e outros procedimentos. Entenda quem precisa emitir a nova carteira, quais são os prazos e como fazer o documento.

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O RG vai acabar?

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Sim, o modelo tradicional de identificação está sendo substituído pela Carteira de Identidade Nacional. A CIN utiliza o CPF como número único de identificação em todo o país, eliminando a possibilidade de uma mesma pessoa possuir números de RG diferentes em estados distintos.

A mudança foi regulamentada pelo Decreto nº 10.977/2022 e faz parte de uma tentativa de padronizar a identificação civil brasileira.

Apesar disso, o RG antigo não perdeu a validade. Segundo o governo federal, os documentos de identidade emitidos no modelo anterior continuam válidos até 2032.

Portanto, quem ainda possui um RG em boas condições não precisa obrigatoriamente correr para trocá-lo em 2026.

Por que o CPF passou a ser usado como número da identidade?

Antes da CIN, cada estado tinha autonomia para emitir documentos de identidade e utilizar sua própria numeração. Isso permitia que uma pessoa tivesse um número de RG em São Paulo e outro caso posteriormente emitisse uma identidade em outro estado.

Com a CIN, essa lógica muda.

O CPF passa a ser o identificador único utilizado na carteira de identidade. Dessa forma, o cidadão mantém o mesmo número de identificação independentemente do estado em que o documento seja emitido.

A mudança também facilita a integração de bancos de dados públicos e busca reduzir inconsistências cadastrais e fraudes relacionadas à identificação.

Quem precisa emitir a CIN?

Em 2026, não existe uma obrigação geral para que todos os brasileiros troquem imediatamente o RG pela CIN.

A emissão pode ser feita voluntariamente por quem deseja adotar o novo documento.

Existe, porém, um cronograma específico relacionado à biometria de pessoas que recebem determinados benefícios e serviços públicos.

A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN passa a ser o cadastro biométrico aceito para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais, observadas as regras de transição estabelecidas pelo governo.

Por isso, afirmar simplesmente que “todo mundo será obrigado a ter a CIN em 2028” é impreciso.

Quem recebe benefícios sociais deve ficar atento

A exigência de biometria está sendo implementada de forma gradual.

As regras alcançam diferentes benefícios e serviços, incluindo situações relacionadas a aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais, além de outros pagamentos administrados pelo poder público.

Quem já possui biometria em bases oficiais poderá estar sujeito às regras de transição. Entre as bases consideradas estão documentos como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o título de eleitor e o passaporte, de acordo com os critérios estabelecidos pelo governo.

Para quem não possui biometria válida, a emissão da CIN pode ser necessária para cumprir as exigências dentro do calendário aplicável.

Até quando o RG antigo será válido?

O RG continuará válido até 2032.

Isso significa que o brasileiro não precisa descartar o documento antigo assim que emitir a CIN. Durante o período de transição, os dois modelos convivem.

A substituição ocorrerá gradualmente, permitindo que os cidadãos façam a mudança antes do fim da validade do documento antigo.

A primeira emissão da CIN é gratuita?

Sim. A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional em papel é gratuita.

O cidadão também pode ter acesso à versão digital pelo aplicativo GOV.BR após a emissão.

Em situações específicas, como determinadas modalidades de segunda via, podem existir cobranças. As regras e eventuais valores dependem do órgão responsável pela emissão em cada estado.

Como emitir a Carteira de Identidade Nacional?

A CIN é emitida pelos órgãos de identificação civil dos estados e do Distrito Federal.

O procedimento de agendamento varia conforme a unidade da Federação. Em geral, o cidadão precisa acessar o serviço oficial do estado, escolher um posto de atendimento e marcar uma data.

No atendimento presencial, são conferidos os dados do cidadão e realizadas as etapas necessárias para a identificação, incluindo a coleta biométrica.

De forma geral, o processo envolve:

  1. Acessar o canal oficial de emissão do estado;
  2. Fazer o agendamento, quando necessário;
  3. Escolher o posto e horário disponíveis;
  4. Comparecer presencialmente na data marcada;
  5. Apresentar os documentos exigidos;
  6. Realizar a coleta biométrica;
  7. Aguardar a emissão do documento;
  8. Acessar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR, quando disponível.

O cidadão deve consultar o órgão oficial do próprio estado antes do atendimento, porque a documentação exigida e o sistema de agendamento podem variar.

Quais documentos são necessários para tirar a CIN?

A documentação pode variar conforme a situação do cidadão e o estado responsável pela emissão.

De modo geral, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento, além de documentos relacionados ao CPF e, quando aplicável, comprovantes de alterações nos dados pessoais.

Quem mudou de nome, por exemplo, pode precisar apresentar documentação que comprove a alteração.

A recomendação é conferir a lista atualizada diretamente no órgão de identificação estadual antes de comparecer ao atendimento.

A CIN pode ser usada no celular?

Sim.

Depois de emitida, a Carteira de Identidade Nacional pode ser disponibilizada em formato digital no aplicativo GOV.BR.

O documento possui mecanismos de segurança e pode ser verificado por meio de recursos como o QR Code.

A versão digital facilita a apresentação da identidade em diferentes situações, mas não significa que o cidadão deva deixar de guardar o documento físico.

A nova identidade é mais segura?

A CIN foi desenvolvida com mecanismos que buscam aumentar a segurança da identificação.

Um dos principais elementos é justamente a utilização do CPF como número único. Isso reduz a possibilidade de uma pessoa possuir diferentes números de identidade em diferentes estados.

A carteira também possui recursos digitais que permitem verificar a autenticidade do documento.

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A padronização dos dados ainda pode facilitar o cruzamento de informações entre diferentes órgãos públicos.

Qual é a validade da CIN?

A validade da Carteira de Identidade Nacional varia conforme a idade do cidadão:

  • Até 12 anos incompletos: validade de 5 anos;
  • De 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos;
  • Acima de 60 anos: validade indeterminada.

Portanto, a nova identidade não terá necessariamente a mesma validade para todas as pessoas.

A CIN pode ser usada para viajar?

Sim, mas existem limitações.

A CIN pode ser utilizada como documento de viagem em países que aceitam a identidade brasileira, especialmente dentro das regras aplicáveis ao Mercosul.

Isso não significa que a carteira substitua o passaporte para qualquer destino internacional.

Antes de viajar para outro país, o cidadão deve consultar as exigências específicas do destino, inclusive regras sobre validade e conservação do documento.

É melhor trocar o RG agora?

Para quem não possui nenhuma necessidade específica, não há obrigação geral de fazer a troca imediatamente.

O RG antigo continua válido até 2032.

Mesmo assim, antecipar a emissão pode ser interessante para quem deseja ter o documento mais moderno, utilizar a versão digital ou precisa atender às exigências relacionadas à biometria de benefícios e serviços públicos.

Também pode ser uma maneira de evitar deixar a emissão para os últimos anos do período de transição.

O que muda na prática?

Para a maioria dos brasileiros, a mudança será gradual.

A principal diferença será deixar de utilizar uma numeração de RG estadual e passar a ter o CPF como número único de identificação.

A CIN também concentra recursos físicos e digitais de segurança e pode ser acessada pelo celular.

Para quem utiliza serviços públicos ou recebe benefícios, a questão da biometria merece atenção especial, porque possui um calendário próprio e pode interferir na concessão, manutenção ou renovação de determinados benefícios.

Afinal, o RG vai acabar?

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Sim, o modelo antigo está sendo substituído, mas não de uma hora para outra.

O RG continua válido até 2032 e a CIN está sendo implantada progressivamente. Em 2026, não existe uma obrigação geral para que todos os brasileiros tenham feito a troca.

O prazo de 2028 citado em muitas informações nas redes sociais está relacionado principalmente às novas regras de biometria para benefícios e serviços públicos.

Quem quiser se antecipar pode procurar o órgão de identificação do seu estado e verificar as condições para emissão. A primeira CIN em papel é gratuita e, depois de emitida, a versão digital pode ser acessada pelo GOV.BR.

Conclusão

A substituição do RG pela Carteira de Identidade Nacional será feita de forma gradual, sem exigir que todos os brasileiros troquem o documento imediatamente. O RG antigo continua válido até 2032, enquanto a CIN já pode ser emitida e passa a utilizar o CPF como número único de identificação em todo o país.

Para quem ainda não fez a troca, não há motivo para preocupação imediata. No entanto, quem recebe benefícios sociais ou precisa atualizar seus dados biométricos deve ficar atento aos prazos e às regras específicas. Emitir a CIN com antecedência também pode facilitar o acesso à versão digital e evitar deixar a regularização para os últimos anos do período de transição.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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