O tradicional Registro Geral (RG), utilizado há décadas como principal documento de identificação dos brasileiros, começou oficialmente a dar lugar à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O documento faz parte de um processo de modernização da identificação civil no país e pretende reduzir fraudes, unificar cadastros e facilitar o acesso a serviços públicos e privados.
RG passa por mudança com novo modelo nacional; confira regras
Entenda quando o RG deixará de valer, como emitir a nova identidade nacional e quais informações podem ser incluídas na CIN.
A mudança já está em andamento em todos os estados brasileiros e envolve milhões de cidadãos. Embora o RG ainda continue válido por alguns anos, o governo federal definiu prazos para que a CIN passe a ser o principal documento de identificação utilizado no país.
Além da versão física, a nova identidade também possui formato digital integrado ao aplicativo GOV.BR, trazendo novas funcionalidades e maior integração entre bancos de dados oficiais.
Leia mais: CNPJ do MEI pode ser cancelado; veja situações de risco
O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional
A principal mudança da CIN está na unificação do número de identificação. Enquanto o antigo RG permitia que uma mesma pessoa tivesse números diferentes em cada estado, a nova carteira utiliza exclusivamente o CPF como identificação nacional única.
Na prática, isso significa que o cidadão terá apenas um número válido em todo o território brasileiro, reduzindo inconsistências cadastrais e dificultando fraudes documentais.
O Governo Federal também afirma que a medida ajuda na integração de serviços públicos, programas sociais e sistemas de segurança.
Outro diferencial importante é a presença de um QR Code no documento, permitindo verificação rápida da autenticidade e dificultando falsificações.
RG ainda continua válido?
Sim. O RG tradicional não perde a validade imediatamente.
Segundo o cronograma oficial, o documento antigo poderá ser utilizado até fevereiro de 2032. Até essa data, os brasileiros poderão continuar apresentando o RG normalmente em bancos, viagens nacionais, concursos públicos e outros serviços.
Mesmo assim, os estados já estão emitindo a nova CIN gratuitamente para a primeira via.
A recomendação é que o cidadão faça a substituição gradualmente, especialmente em casos de atualização cadastral, renovação documental ou emissão de segunda via.
Quando a CIN será obrigatória
Apesar do prazo mais amplo para aposentadoria do RG, a nova identidade terá exigências específicas em programas governamentais.
Os prazos definidos são:
Janeiro de 2027
A CIN será obrigatória para cidadãos sem cadastro biométrico em base oficial.
Janeiro de 2028
A exigência passa a valer também para quem já possui biometria cadastrada.
Na prática, isso significa que benefícios sociais, serviços digitais e programas públicos poderão exigir a apresentação da nova identidade nos próximos anos.
Como solicitar a nova identidade
A emissão da CIN é feita pelos órgãos estaduais de identificação civil e pelo Distrito Federal.
O procedimento varia ligeiramente entre os estados, mas geralmente segue etapas semelhantes:
Agendamento
Em muitos locais, é necessário marcar atendimento online pelo site do órgão emissor.
Apresentação dos documentos
O cidadão deve apresentar:
- Certidão de nascimento;
- Certidão de casamento, se houver alteração do estado civil;
- CPF regularizado.
Alguns estados também solicitam comprovante de residência atualizado.
Coleta biométrica
São registrados:
- Fotografia;
- Impressões digitais;
- Assinatura digital.
Retirada do documento
Após o processamento, o cidadão recebe a versão física e também pode acessar a identidade digital pelo GOV.BR.
Primeira via da CIN é gratuita?
Sim. A primeira emissão da nova Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todo o Brasil.
No entanto, taxas podem ser cobradas em casos como:
- Segunda via;
- Perda;
- Roubo;
- Danificação do documento;
- Atualizações não obrigatórias.
Os valores variam conforme o estado.
Quais documentos podem ser incluídos na CIN
Uma das novidades da nova identidade é a possibilidade de integrar outros registros oficiais ao documento.
O cidadão pode solicitar a inclusão de:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
- Título de Eleitor;
- PIS/Pasep;
- NIS;
- NIT;
- Identidade funcional;
- Registro profissional;
- Certificado militar.
Para isso, os documentos devem ser apresentados no momento do atendimento.
A integração facilita o acesso às informações e reduz a necessidade de carregar vários documentos físicos no dia a dia.
Inclusão de informações de saúde e doação de órgãos
A CIN também permite o acréscimo de dados importantes relacionados à saúde.
Entre eles:
- Tipo sanguíneo;
- Fator RH;
- Declaração de vontade para doação de órgãos.
Essas informações podem auxiliar em atendimentos médicos emergenciais e agilizar procedimentos hospitalares.
Pessoas com deficiência terão identificação específica
A nova carteira também prevê recursos de inclusão e acessibilidade.
Pessoas com deficiência podem solicitar a inclusão de símbolos internacionais reconhecidos oficialmente.
Entre os principais estão:
Símbolo Internacional de Acesso
Indica deficiência física ou mobilidade reduzida.
Símbolo de deficiência visual
Utilizado para identificação de pessoas com baixa visão ou cegueira.
Símbolo de deficiência auditiva
Direcionado a pessoas com perda auditiva.
Símbolo do Transtorno do Espectro Autista
Representa pessoas diagnosticadas com TEA.
Símbolo de deficiência intelectual da ONU
Reconhecimento internacional utilizado em diversos países.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Para incluir essas identificações, o cidadão deve consultar previamente o órgão emissor para verificar laudos e documentos exigidos.
A CIN terá validade?
Sim. Diferentemente do antigo RG, muitas vezes utilizado durante décadas sem atualização, a nova identidade terá prazo de renovação conforme a faixa etária.
Crianças de 0 a 12 anos incompletos
Validade de 5 anos.
Pessoas entre 12 e 60 anos incompletos
Validade de 10 anos.
Pessoas acima de 60 anos
Validade indeterminada.
O objetivo é garantir atualização periódica da biometria e da fotografia do titular.
Versão digital da identidade já está disponível
Depois da emissão física, a CIN pode ser acessada digitalmente pelo aplicativo GOV.BR.
A versão digital possui a mesma validade jurídica do documento físico e pode ser utilizada em diversas situações, como:
- Identificação em serviços públicos;
- Acesso a plataformas digitais;
- Viagens nacionais;
- Cadastros online.
A funcionalidade também reduz a dependência do documento impresso no cotidiano.
Nova identidade deve reduzir fraudes no Brasil
Especialistas em segurança documental avaliam que a adoção do CPF como identificador único representa um avanço importante no combate a fraudes.
No modelo antigo, uma mesma pessoa podia emitir RGs em estados diferentes, utilizando numerações distintas. Isso dificultava cruzamentos de dados e aumentava riscos de golpes financeiros e falsidade ideológica.
Com a integração nacional, bancos, órgãos públicos e empresas passam a ter maior capacidade de validação cadastral.
Além disso, o QR Code presente na CIN permite conferência rápida da autenticidade do documento.
Vale a pena emitir a CIN agora?
Para muitos brasileiros, antecipar a emissão pode evitar problemas futuros.
A nova carteira tende a se tornar cada vez mais exigida em:
- Cadastros bancários;
- Serviços digitais;
- Programas sociais;
- Concursos públicos;
- Atualizações governamentais.
Quem já precisa emitir segunda via do RG ou atualizar dados cadastrais pode aproveitar para migrar diretamente para o novo modelo.
O que acontece com quem não fizer a troca
Até 2032, o RG continua válido nacionalmente.
No entanto, cidadãos que dependem de programas governamentais ou serviços digitais federais poderão encontrar exigências específicas antes desse prazo, principalmente relacionadas ao cadastro biométrico.
Por isso, especialistas recomendam não deixar a atualização para os últimos anos de validade do documento.
Nova identidade marca mudança histórica no país
A Carteira de Identidade Nacional representa uma das maiores mudanças no sistema de identificação civil brasileiro das últimas décadas.
Além de substituir gradualmente o RG tradicional, o novo modelo amplia a integração de dados, fortalece a segurança documental e simplifica o acesso a serviços públicos.
Com prazos já definidos pelo governo federal e emissão gratuita da primeira via, a tendência é que a CIN se torne rapidamente o principal documento de identificação utilizado pelos brasileiros nos próximos anos.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

