O Banco do Brasil (BB) manifestou preocupação com a disseminação de fake news que incentivam saques em massa, alertando para o risco de “caos” no sistema financeiro. A medida, segundo o BB, é motivada por publicações de deputados federais que relacionam o suposto colapso da instituição à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
BB vê risco de caos com fake news que incentivam saques em massa; entenda
Saiba como fake news sobre o Banco do Brasil (BB) podem gerar caos financeiro. Confira detalhes e proteja seu dinheiro.
Em um ofício enviado à Advocacia-Geral da União (AGU), o BB classificou as mensagens como de “extrema gravidade” e apontou que elas buscam “quebrar a normalidade institucional” e “propagar a desordem financeira no País”.
A Polícia Federal deve abrir investigação para apurar os responsáveis pela divulgação dessas informações falsas, a pedido da AGU por meio de notícia-crime. Sendo assim, confira mais do comunicado do BB abaixo!
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Deputados federais e a propagação de desinformação

Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer na mira
As publicações que motivaram o alerta do BB têm como autores os deputados Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer. Ambos utilizaram suas redes sociais e canais de comunicação para sugerir que correntistas deveriam retirar seus recursos da instituição.
Gayer chegou a publicar um post intitulado “Tirem seu dinheiro dos bancos, Moraes vai quebrar o Brasil”, enquanto Eduardo Bolsonaro afirmou em seu canal no YouTube que o banco estatal seria cortado das relações internacionais, levando-o à falência.
Além deles, outros perfis e canais replicaram o conteúdo, incluindo material originalmente gravado para o canal AuriVerde Brasil no YouTube. A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), unidade da AGU, indicou que a onda de desinformação teve início em 19 de agosto.
Entenda a Lei Magnitsky e seu papel na polêmica
A origem de parte das fake news está relacionada à aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, que impôs sanções financeiras a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
Essa lei prevê o bloqueio de contas, ativos e aplicações financeiras no país para casos de violação de direitos humanos. Nas publicações, os deputados federais relacionam essas sanções a um suposto colapso do Banco do Brasil, incentivando correntistas a realizar saques em massa.
Alerta da AGU sobre riscos institucionais
A Advocacia-Geral da União enfatizou que as publicações têm clara intenção política e buscam colocar a opinião pública contra o STF. Segundo a AGU:
“Observa-se uma ação articulada de disparo massivo de publicações que buscam aterrorizar a sociedade com a perspectiva iminente de um colapso no sistema.”
O órgão destaca ainda que tais ações podem constranger o Poder Judiciário e influenciar negativamente investigações penais em andamento.
Como o BB pretende reagir
Medidas legais e proteção da reputação
O BB deixou claro que não tolerará declarações enganosas que possam prejudicar sua imagem ou colocar em risco a segurança financeira de seus clientes e funcionários. Entre as medidas anunciadas pelo BB estão:
- Abertura de processos legais contra responsáveis por publicações falsas;
- Comunicação direta com a AGU para garantir apuração criminal;
- Monitoramento constante de redes sociais para identificar novas ações de desinformação;
- Esclarecimentos públicos sobre a estabilidade financeira da instituição.
“Declarações enganosas ou inverídicas que tenham como objetivo prejudicar a imagem do Banco do Brasil não serão toleradas”, afirmou o banco em comunicado à imprensa.
Risco de saques em massa e o “efeito manada”
Como fake news afetam a economia
A disseminação de informações falsas que incentivam saques em massa representa um risco real de pânico financeiro, fenômeno conhecido como “bank run”. Neste cenário, clientes retiram seus recursos simultaneamente, mesmo sem problemas estruturais no banco, provocando instabilidade no sistema financeiro.
Especialistas alertam que o efeito manada, amplificado por redes sociais, pode gerar prejuízos não apenas para o banco alvo, mas também para toda a economia, afetando confiança no sistema bancário, crédito e investimentos.
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Consequências de curto e longo prazo
- Curto prazo: queda abrupta de liquidez, aumento do custo de operações bancárias e restrições de crédito temporárias.
- Longo prazo: perda de confiança de investidores, aumento da volatilidade econômica e necessidade de intervenção governamental para restaurar a estabilidade.
Papel das redes sociais e da desinformação
As redes sociais têm potencial de disseminar rapidamente informações, verdadeiras ou falsas, atingindo milhões de pessoas em questão de horas. Neste caso, plataformas como YouTube, Twitter e Instagram serviram como vetor para multiplicação de mensagens que sugeriam um colapso do BB.
Especialistas em segurança digital recomendam:
- Sempre verificar fontes oficiais antes de tomar decisões financeiras;
- Desconsiderar publicações sensacionalistas sem comprovação;
- Acompanhar comunicados oficiais do banco ou órgãos reguladores.
Investigação da Polícia Federal

A PF será responsável por identificar a autoria das publicações e verificar se há responsabilidade criminal. A investigação pode incluir:
- Quebra de sigilo de redes sociais;
- Coleta de provas digitais;
- Interrogatório de envolvidos;
- Coordenação com órgãos internacionais, se necessário, devido à Lei Magnitsky.
Considerações finais
O episódio evidencia a fragilidade de sistemas financeiros diante da desinformação digital. Embora o BB seja sólido, a circulação de fake news pode provocar efeitos reais e imediatos, inclusive risco de “caos” financeiro.
O papel do cidadão é fundamental: antes de reagir a notícias alarmantes, é essencial checar informações em fontes confiáveis e seguir comunicados oficiais. Da mesma forma, órgãos governamentais e instituições financeiras como o BB devem manter vigilância constante para garantir estabilidade e segurança do sistema.
Imagem: Canva
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