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Risco fiscal: os erros que sua empresa pode cometer se não “arrumar a casa” para a Reforma Tributária

Evite problemas fiscais em 2026: saiba os erros comuns que empresas cometem e como se adaptar à Reforma Tributária do Consumo.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Empresas

Existe um provérbio italiano muito conhecido no Brasil que diz que Roma não foi construída em um dia, mas eles colocavam os tijolos todas as horas. Um paralelo interessante pode ser traçado com a Reforma Tributária do Consumo, que avança de forma gradual no Brasil e impacta diretamente o dia a dia das empresas.

Desde a publicação da Emenda Constitucional que institui a Reforma até a vigência plena, prevista para 2033 com a extinção do ICMS e do ISS, as empresas terão um período de transição de aproximadamente 10 anos. Esse tempo é essencial para que a adaptação ocorra de forma estruturada e sem sobressaltos, mas exige planejamento e ações imediatas para evitar riscos fiscais.

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A importância de “arrumar a casa” antes de 2026

Reforma tributária traz nova fase para operações de fusões e aquisições
Imagem: Freepik

Para garantir que a empresa esteja preparada, é fundamental direcionar esforços para revisão tributária, tecnológica e operacional.

Entre as ações prioritárias, destaca-se a necessidade de atualizar os sistemas de ERP para refletir corretamente as mudanças que entrarão em vigor em 2026. Isso inclui:

  • Revisão das alíquotas do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais;
  • Adequação de produtos e serviços com alíquotas reduzidas;
  • Conferência do Código de Situação Tributária (CST IBS/CBS) e demais registros fiscais.

A não observância dessas atualizações pode gerar rejeição de documentos fiscais eletrônicos, impactando diretamente o fluxo de caixa e a operação do negócio.


Novas terminologias e códigos: atenção necessária

Além das alíquotas, a Reforma Tributária exige que empresários e equipes conheçam novas nomenclaturas e códigos fiscais, entre eles:

  • cClassTrib – identifica a natureza da operação tributária;
  • NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) – para classificação de serviços e intangíveis;
  • Código indOp – indicador da operação, conforme Anexo VII da Lei Complementar 214/2025.

Para garantir a correta implementação, é recomendável acionar o suporte da software house responsável pelo ERP e realizar todos os testes necessários ainda em 2025, evitando problemas no início de 2026.


Erros comuns que podem colocar sua empresa em risco

Especialistas alertam que muitas empresas podem cometer equívocos graves, caso não se preparem adequadamente:

  1. Ignorar ajustes nos ERPs: sem atualização, a emissão de notas fiscais pode ser comprometida;
  2. Desconhecimento de alíquotas e CST: falhas no destaque do IBS e CBS podem gerar multas;
  3. Falta de integração com contabilidade: o diálogo entre equipe interna e escritório contábil é essencial;
  4. Atraso na comunicação com desenvolvedores de software: pode gerar atrasos no faturamento e complicações fiscais.

O risco fiscal não está apenas na penalidade financeira, mas também no impacto operacional, que pode paralisar o fluxo financeiro de uma empresa.


O papel da tecnologia na adaptação

Reforma tributária traz nova fase para operações de fusões e aquisições
Imagem: Freepik

O atual momento impõe um grande desafio tecnológico. Empresas dependem de ERPs capazes de lidar com as novas regras e sistemas fiscais. Desenvolvedores que não acompanham a Reforma Tributária do Consumo podem gerar atrasos significativos e colocar operações em risco.

Empresas que adotam soluções tecnológicas atualizadas e mantêm testes contínuos em seus sistemas estarão mais preparadas para enfrentar as mudanças sem sobressaltos.


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E para empresas do Simples Nacional?

Para empresas enquadradas no Simples Nacional, o cenário é mais tranquilo nesta primeira fase da Reforma, pois estas ficam de fora dos ajustes iniciais. No entanto, o acompanhamento das mudanças é essencial, pois as fases seguintes poderão afetar esses regimes.

Mesmo os pequenos negócios precisam entender os impactos futuros e se preparar para que a transição ocorra de forma estruturada e sem prejuízos.


Conclusão: planejamento e ação antecipada

A Reforma Tributária do Consumo será um processo gradual, semelhante à construção de Roma: cada passo precisa ser dado com cuidado e planejamento. Para as empresas, isso significa:

  • Revisão de sistemas e cadastros fiscais;
  • Treinamento de equipes para novas nomenclaturas e códigos;
  • Comunicação constante com contadores e desenvolvedores de ERP;
  • Execução de testes antes de 2026.

Com Informações de: Contábeis

Imagem: Freepik

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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