Durante o ano eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro criou duas novas linhas de crédito por meio da Caixa Econômica Federal: o empréstimo consignado vinculado ao Auxílio Brasil e o SIM Digital. Com o final da gestão, contudo, as medidas resultaram em um rombo bilionário para o banco público.
Rombo bilionário da Caixa no governo Bolsonaro pode te prejudicar?
O rombo bilionário provocado por Bolsonaro no ano passado foi confirmado pela atual presidente da Caixa. Veja o que deve acontecer!
Além disso, o nível de inadimplência dos contratantes da modalidade de crédito chegou a 80%. O prejuízo na Caixa pode chegar aos R$ 600 milhões. No final do ano, o banco registrou o volume mais baixo dos ativos de alta liquidez desde 2017. O montante é necessário para manter o funcionamento.
Tendo em vista que a Caixa Econômica Federal é um dos principais bancos do país, ainda mais no que se refere aos pagamentos de benefícios sociais do Governo Federal, é preciso esclarecer se a situação atual pode impactar os brasileiros.
Rombo da Caixa: quem serão os afetados?
Como o principal problema está relacionado às duas modalidades de crédito lançadas pela Caixa, é provável que as pessoas mais afetadas sejam justamente aqueles que contrataram os serviços. No caso do SIM Digital, já houve anúncio do uso dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar a dívida. Estima-se que o valor seja de R$ 1,8 bilhão.
Já em relação ao consignado do Auxílio Brasil, as parcelas ainda precisam ser quitadas de acordo com o contrato. Os valores têm o desconto diretamente sobre a quantia do benefício depositado na conta. No entanto, aqueles que tiveram o benefício suspenso, precisam tirar do próprio bolso.
Demais clientes da Caixa
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Para os demais clientes da Caixa Econômica Federal que não contrataram nenhuma das linhas de crédito, o impacto não deve ser sentido neste aspecto. Por isso, os outros serviços prestados pelo banco público devem continuar normalmente.
A situação só pode se complicar, caso os usuários, com receio de problemas, passem a sacar o dinheiro como uma forma de proteção. Se ocorrer, a situação da instituição financeira pode se tornar generalizada. É o que apontam os analistas ouvidos pelo Terra.
Imagem: Antonio Cruz / Agência Brasil
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