No domingo (30 de abril), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma Medida Provisória (MP) que estabelece a isenção para quem ganha até dois salários mínimos. Além disso, para diminuir o rombo no Imposto de Renda, o governo criou uma nova tributação.
Rombo no Imposto de Renda: governo toma decisão surpreendente
Para evitar um rombo no Imposto de Renda com a nova isenção, governo toma medida que pode desagradar algumas pessoas. Saiba qual é ela!
Ao aumentar o teto da isenção, os cofres públicos vão deixar de arrecadar milhões de reais em impostos. Para equilibrar as contas, a equipe econômica do governo achou necessário alterar a tributação referente a aplicações financeiras fora do país.
Com isso, os contribuintes que residem no Brasil e possuem aplicações financeiras fora do país devem informar seus rendimentos de forma separada para pagar os tributos corretamente. Assim, o governo espera conseguir o dinheiro para cobrir o rombo no Imposto de Renda.
Alíquota para resolver rombo no Imposto de Renda pode chegar a 22,5%
De acordo com a Medida Provisória do governo, os rendimentos provenientes de aplicações financeiras, trusts e entidades controladas terão uma nova alíquota a partir de 2024. Dessa forma, quanto maior o lucro, maior será a taxa.
- Rendimento de até R$ 6 mil: isento do pagamento de tributo;
- rendimentos entre R$ 6 mil e R$ 50 mil: alíquota de 15%;
- rendimentos superiores a R$ 50 mil: alíquota de 22,5%.
Além disso, o governo adicionou à MP uma alíquota para conseguir diminuir o rombo do Imposto de Renda ainda esse ano. Dessa forma, os contribuintes podem atualizar o valor dos seus bens em 31 de dezembro de 2022 e pagar menos.
Alíquota de 10% para quem fizer a atualização esse ano
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A taxa mínima do tributo, que cobre o rombo no Imposto de Renda, é de 15%. Entretanto, a Medida Provisória do governo diz que, quem quiser, pode atualizar o valor dos bens e direitos para o preço de mercado em 31 de dezembro de 2022.
Então, a diferença entre o valor gasto e o preço de mercado terá uma tributação de apenas 10%. Não há uma obrigação para fazer a atualização, mas, quem deixar para 2024, deverá pagar de acordo com a tabela acima.
Imagem: SteffenTravel / shutterstock.com
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