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Roupas da Shein podem sofrer aumento no Brasil

A Shein busca competir nas mesmas condições com varejistas locais, o que pode aumentar seus preços. Entenda!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Celular com app da Shein aberto na tela e notebook ao fundo exibindo pagina de compras do e-commerce Shein.

De acordo com um levantamento realizado pelo BTG, os produtos da Shein no Brasil são 1% mais caros no Brasil do que nos Estados Unidos, por exemplo. Dessa forma, a companhia tem se aproveitado de algumas brechas fiscais em nosso país para manter com preços competitivos.

O relatório da BTG ainda aponta que a empresa tem aumentado seu abastecimento local no Brasil, a fim de expandir o tráfego orgânico em seu e-commerce, que já é alto e possui maior duração de visita do que seus concorrentes.

Assim, a Shein procura competir nas mesmas condições que produtores/varejistas locais – o que pode aumentar seus preços.

Produção da Shein no Brasil

Com o objetivo de abastecer as vendas de 80% de seus produtos com origem brasileira, a Shein anunciou, recentemente, que pretende começar a fabricar no Brasil.

Dessa forma, nos próximos três anos, a empresa chinesa deverá investir R$ 150 milhões e gerar 100 mil empregos no país. Além disso, manterá a importação de 20% dos produtos da China.

A estimativa do BTG é que, em 2022, a Shein tenha alcançado R$ 7 bilhões em GMV (valor total das vendas do comércio online) apenas no Brasil. Já a soma das vendas globais totalizaram US$ 30 bilhões no período.

Shein entre as grandes

Embora a Shein não seja tão desenvolvida quanto a Amazon ou o Walmart, está chegando perto de ser um dos 10 principais varejistas on-line dos Estados Unidos graças a sua estratégia nas mídias digitais.

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Ademais, a varejista chinesa está crescendo no setor de moda rápida, estabelecendo-se como “um híbrido varejista/mercado de categoria ampla”, segundo os analistas Luiz Guanais e Gabriel Disselli da BTG.

A Shein foi fundada em 2008, em Nanquim, na China, e é uma varejista de fast fashion online, que vende seus produtos em 195 países. Atualmente, a empresa chinesa vale mais de US$ 30 bilhões e conta com mais de 10 mil funcionários.

Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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