Responsável pela principal rede de conexão entre instituições financeiras do país, a RTM (Rede de Telecomunicações para o Mercado) passa a oferecer ao mercado a solução rtm cyber security. A empresa – que tem como acionistas a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e a B3 – irá ofertar serviços especializados de monitoramento, suporte, gerenciamento e operação de cibersegurança remota. O objetivo é atender as necessidades de bancos, corretoras, assets e empresas de meios de pagamentos, principalmente de pequeno e médio portes.

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De acordo com Renan Barcelos, gerente de Segurança da Informação da RTM, “a cibersegurança é um aspecto crítico para as instituições financeiras. Problemas como vazamentos de dados, sequestro de informações e roubo de credenciais de acesso são cada vez mais comuns, mas muitas vezes elas encontram dificuldades até mesmo para detectar que esses incidentes estão acontecendo.”

“Segurança sempre foi um valor corporativo para a RTM na sua atuação como provedora de serviços de integração do mercado financeiro brasileiro. O que estamos fazendo é transformar essa expertise da equipe em um produto para oferecer a atuais e novos clientes”, diz Luiz Jardim, gerente de produtos da empresa.

Monitoramento ininterrupto

Um dos módulos do rtm cyber security é o SIEM, um software que correlaciona dados de acesso, utilização e funcionamento gerados em toda a infraestrutura de tecnologia da instituição – o que inclui sistemas, aplicativos, dispositivos de rede e segurança, como firewalls e filtros antivírus. Com base no monitoramento ininterrupto desses dados, o software é capaz de identificar possíveis violações, alertar sobre ataques que estejam acontecendo e gerar relatórios de acompanhamento.

Uma equipe do Centro de Operações de Segurança (SOC) permanecerá à disposição 24 horas por dia, 7 dias por semana, para solucionar remotamente os problemas que forem identificados pelo SIEM. “Os dados nos ajudarão a criar configurações de mitigação dos incidentes e a elaborar políticas que permitam evitar novos ataques”, explica Renan Barcelos.

Entre as motivações para a RTM entrar no segmento de segurança cibernética, o gerente destaca a sofisticação crescente dos ataques. Conforme Barcelos, “em instituições com times enxutos de cibersegurança, é difícil responder de forma rápida e eficiente aos ataques e violações.  Percebemos que, em geral, os gestores de tecnologia não têm visibilidade da infraestrutura e não conseguem definir uma estratégia de proteção”. Nos últimos meses, com a necessidade de manter as equipes em home office para conter a pandemia de coronavírus, o assunto ganhou ainda mais evidência. “Com os colaboradores em casa, os controles podem ficar prejudicados. Os indicadores de segurança extraídos da nossa solução ajudam a preservar as instituições das ameaças que proliferam agora”.

RTM tem DNA de inovação

Fundada em 1997, a RTM é uma empresa de tecnologia da ANBIMA e da B3, que surgiu para solucionar os desafios de crescimento do mercado financeiro. A internet engatinhava na época e, por isso, contatar parceiros ou processar informações eram tarefas difíceis e caras. Os canais de comunicação eram individuais e as velocidades, extremamente baixas comparadas às larguras de banda atuais.

Criada como uma rede que conectava apenas dez instituições financeiras a provedores como B3, Selic e Sisbacen, hoje a RTM oferece infraestrutura de telecomunicações e soluções de tecnologia em nuvem privada para 530 clientes entre bancos, intermediários financeiros, companhias hipotecárias e assets, por exemplo.

Atualmente, a empresa mantém duas redes distintas com serviços de missão crítica. A RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional, do consórcio RTM-Embratel) é responsável pela comunicação no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já a extranet financeira provê conectividade aos principais vendors e acesso a serviços e provedores como Sisbacen, Selic, B3, CIP, ABBC, SWIFT, Tecban, entre outros. Por ela trafegam diariamente bilhões de reais em TEDs, operações de importação e exportação e remessas de câmbio para o exterior.

Para continuar inovando no mercado financeiro, a RTM mantém o programa Conecta RTM, pelo qual interage com o ecossistema de tecnologia para gerar novas soluções. A empresa investe em startups que oferecem soluções aplicáveis aos segmentos em que atua. Além disso, a RTM é também uma das parceiras corporativas do programa de aceleração Darwin Startups, com sede em Florianópolis. O programa Darwin Startups já ajudou a acelerar cerca de 40 novos negócios de base tecnológica.

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Imagem destacada: Den Rise / Shutterstock.

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