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Sábado é campeão em furtos de celulares no Brasil; veja os estados mais afetados

Descubra por que os sábados concentram mais furtos de celular no Brasil. Veja o ranking de estados e dicas de segurança!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
roubo de celulares

O sábado é oficialmente o dia mais perigoso da semana para quem carrega o celular pelas ruas do Brasil. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os fins de semana concentram mais de um terço dos furtos e roubos de celulares no país, sendo 18% dos casos registrados aos sábados.

Mesmo com uma redução de 12,6% no total de ocorrências em relação a 2023, o número ainda impressiona: mais de 850 mil registros de subtração de aparelhos foram notificados durante o ano, envolvendo 917.748 celulares.

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Fins de semana lideram registros de furtos e roubos

roubo-de-celular
Imagem: cunaplus / shutterstock.com

Dados apontam concentração aos sábados e domingos

Segundo o anuário, 34% de todos os furtos e roubos de celulares no Brasil ocorrem nos finais de semana. Os sábados são responsáveis por 18% dos registros e os domingos por 16%. Durante a semana, sexta-feira aparece como o dia útil mais perigoso, com 14,9% dos furtos e 15% dos roubos.

Subtração de celulares por dia da semana:

Dia da semanaFurtos (%)Roubos (%)
Segunda-feira12,8%14,4%
Terça-feira12,7%14,7%
Quarta-feira12,7%14,7%
Quinta-feira13,0%14,8%
Sexta-feira14,9%15,0%
Sábado18,0%13,8%
Domingo16,0%12,5%

Horários críticos: manhãs e noites concentram crimes

Furtos são mais comuns em horários comerciais; roubos à noite

Os furtos, caracterizados pela subtração sem violência, ocorrem de maneira mais distribuída ao longo do dia, com picos às 10h e entre 18h e 20h. Já os roubos, que envolvem ameaça ou agressão, são mais frequentes entre 18h e 23h.

Esses períodos coincidem com horários de entrada e saída do trabalho, segundo o FBSP, o que aumenta a exposição dos cidadãos nas ruas e no transporte público.

Onde os crimes ocorrem com mais frequência?

Vias públicas são os principais locais de risco

A maioria dos casos acontece em vias públicas (59,9%), onde a chance de um roubo é quase duas vezes maior que a de um furto:

  • Roubos em vias públicas: 79,6%;
  • Furtos em vias públicas: 43,7%.

Outros locais de destaque:

  • Estabelecimentos comerciais: 14,6%;
  • Residências: 12,8%;
  • Transporte público ou privado: 11%.

Perfil das vítimas: negros são maioria nos registros

Homens são mais visados em roubos; furtos atingem gêneros igualmente

O levantamento traz uma análise detalhada das vítimas. Nos casos de furto, a divisão entre homens e mulheres é praticamente igual:

  • Mulheres: 50,2%;
  • Homens: 49,8%.

Nos roubos, no entanto, há uma predominância de vítimas masculinas (59,1%), contra 40,9% femininas.

Raça das vítimas de celulares roubados ou furtados:

  • Negros (pretos e pardos): 58,6% (furto + roubo);
    • Roubos: 63,1%;
    • Furtos: 54,4%;
  • Brancos: 40,4%;
  • Amarelos: 0,7%;
  • Indígenas: 0,3%.

A disparidade racial nos dados revela que negros são desproporcionalmente afetados, reforçando debates sobre vulnerabilidade social e desigualdade de proteção.

Marcas mais visadas por criminosos

Samsung lidera, seguida por Apple, Motorola e Xiaomi

Os celulares das marcas mais populares entre os brasileiros também são os mais furtados e roubados:

  1. Samsung: 37,5%;
  2. Apple (iPhone): 24,3%;
  3. Motorola: 22,7%;
  4. Xiaomi: 12,2%;
  5. Outras marcas: 3,2%.

O ranking acompanha a participação de mercado de cada marca — a Samsung, por exemplo, responde por cerca de 38% dos aparelhos em uso no país.

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Ranking das cidades mais afetadas

Grandes capitais do Norte e Nordeste lideram ocorrências

O anuário também mapeou as cidades com maior índice de subtração de celulares por 100 mil habitantes, considerando apenas municípios com mais de 100 mil moradores. Confira o Top 10:

  1. São Luís (MA);
  2. Belém (PA);
  3. São Paulo (SP);
  4. Salvador (BA);
  5. Lauro de Freitas (BA);
  6. Porto Velho (RO);
  7. Timon (MA);
  8. Olinda (PE);
  9. Teresina (PI);
  10. Recife (PE).

A presença predominante de cidades do Nordeste e Norte indica uma concentração regional do problema, ainda que grandes metrópoles como São Paulo também apareçam na lista.

Estratégias de combate: casos como o do Piauí inspiram ações

O estado do Piauí obteve a maior redução de furtos e roubos de celulares do país em 2024, com queda de 29,7% nos registros. O diferencial foi a implantação de um programa de rastreamento e recuperação de aparelhos roubados ou furtados, que envolveu integração entre sistemas de segurança pública e operadoras de telefonia.

A iniciativa mostra que tecnologia e articulação institucional podem ser decisivas na redução dos crimes, servindo de modelo para outros estados.

Dicas de prevenção contra furtos e roubos de celular

Mão vestida com luva preta furtando um aparelho celular de dentro de uma bolsa vermelha, carregada por uma pessoa no ombro.
Imagem: vchal / Shutterstock.com

Medidas simples podem evitar grandes prejuízos

  • Evite usar o celular em vias públicas movimentadas, especialmente aos finais de semana e à noite.
  • Utilize senhas ou biometria para bloqueio da tela.
  • Ative recursos de rastreamento remoto como “Buscar iPhone” ou “Encontre meu dispositivo”.
  • Registre o IMEI do aparelho e, em caso de perda ou roubo, bloqueie o número com a operadora.
  • Desconfie de preços muito baixos na internet — muitos aparelhos roubados são revendidos ilegalmente.

Conclusão

O Anuário de Segurança de 2024 reforça a urgência de políticas públicas integradas e do uso de tecnologias de rastreamento para combater o roubo e furto de celulares.

Enquanto os números apresentam tímida redução, o problema continua alarmante, especialmente aos sábados, em vias públicas e em grandes centros urbanos.

A conscientização da população, somada a medidas governamentais eficazes, pode representar a diferença entre impunidade e responsabilização, prejuízo e recuperação, medo e segurança.

Imagem: feeling lucky / shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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