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Saiba como investir em ações de empresas estrangeiras sem sair do Brasil

4 Min de Leitura

Investir em renda variável é um meio para se chegar à prosperidade financeira. Embora exija tolerância ao risco, é nela que são encontradas as maiores rentabilidades. Isso se torna ainda mais relevante em um momento em que a taxa de juros ocupa o seu patamar mais baixo na história. E compromete rentabilidades expressivas em investimentos como o Tesouro Direto e os CDB’s, por exemplo. Quando considera a possibilidade de investir em grandes empresas, naturalmente o investidor pensa em ações de empresas estrangeiras de companhias como a Coca Cola, a Apple e a Amazon. É por isso que ele precisa saber que existem meios para aportar recursos nessas empresas.


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Como investir em ações de empresas estrangeiras sem sair do Brasil

Como funciona o investimento em ações

Para se tornar acionista de uma organização é necessário que ela tenha capital aberto para negociação na Bolsa de Valores. Assim, o investidor pode adquirir frações daquele negócio de acordo com o valor dos ativos e, claro, de suas possibilidades.

Entretanto, cada empresa atua em um determinado país. Para que o investidor tenha acesso a ações de empresas estrangeiras em ativos de grandes organizações americanas, por exemplo, ele necessariamente tenha que estar qualificado para abrir uma conta em uma corretora de valores daquele país.

Isso costuma envolver certa burocracia como a comprovação de residência local e uma série de outras exigências. É por isso que é muito mais comum que o investidor brasileiro tenha ativos em empresas nacionais, embora algumas companhias estrangeiras apresentem potencial de retorno muito maior.

No geral, quem procura investir em empresas de fora, pode optar entre dois caminhos principais, os fundos ou as aplicações diretas.

Os BDR’s

BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipts ou Certificado de Depósito de Ações em tradução livre. Estes são fundos de investimentos que funcionam sob a forma de títulos com lastros em ações de empresas estrangeiras.

Essa negociação é feita aqui no Brasil, na Bolsa de Valores, o que elimina a necessidade de o investidor se enquadrar nas exigências das corretoras internacionais.

Na prática, quando aplica em BDR, o investidor passa a ser cotista de um fundo, dentro do qual constam ações de empresas estrangeiras. Esses fundos envolvem uma série de ativos, sendo do tipo multimercado. Assim, por lei, é possível que seja composto por até 20% de patrimônio com origem internacional.

Portanto, costuma ser o suficiente para que o investidor tenha acesso a projetos de envergadura nos mais diferentes mercados do mundo.

Por serem fundos de investimento, os BDR’s são administrados por um gestor, que é o responsável pelas escolhas que trarão lucro para o conjunto de investidores.

Investimentos offshore

Outra opção é investir diretamente nas empresas fora do país, abrindo contas e se adequando a todas as exigências legais daquele contexto. A boa notícia é que existe um padrão no funcionamento das diferentes Bolsas de Valores espalhadas pelo mundo.

Assim, em resumo, é preciso apenas abrir um cadastro em uma corretora apta a atuar como agente de custódia, intermediando a relação entre o cliente e a Bolsa de Valores. Entretanto, em muitos países, é muito mais difícil abrir contas em instituições que não existem no Brasil do que recorrer a BDR’s.

Além disso, existe outra dificuldade: a questão tributária. Muitas vezes as tarifas incidentes nessas operações podem inviabilizar a rentabilidade desse tipo de investimento.

Também é preciso considerar o próprio fator cambial em um momento em que a moeda nacional tem perdido valor em relação ao dólar.

Opções para investir no exterior sem sair do Brasil

Para o investidor de pequeno e médio porte que tem interesse em negócios fora do país, o mais recomendável é recorrer às BDR’s. Assim ele tem acesso a esses ativos, ainda que de maneira diluída com outras aplicações.

Neste caso, o grande diferencial é realmente a facilidade de acesso por se tratar de um tipo de investimento que considera as exigências das instituições financeiras nacionais.

Já no caso do investidor de grande porte acaba sendo mais interessante realizar um gasto maior para ter acesso direto aos ativos estrangeiros.

Especialmente se reúne capital elevado e, principalmente, conhecimento avançado não somente do mercado, mas também da cultura do país em que pretende fazer negócios.

Brasileiros que moram fora do país ou que atuam em território nacional, mas que recebem em dólar, por exemplo, costumam ver maiores vantagens nos investimentos offshore do que em ativos nacionais.

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Imagem: Bro Crock via shutterstock

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