O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que beneficia cerca de 24 milhões de brasileiros, deve passar por mudanças significativas. O antigo sistema de Vale-Refeição (VR) e Vale-Alimentação (VA) mantido pelo departamento de RH das empresas, agora está passando por um processo de transformação.
Saiba os impactos que você terá com a possível portabilidade do vale-refeição
A nova proposta de portabilidade do vale-refeição trará benefícios e desafios. Entenda como os novos ajustes podem te afetar
A Lei 14.442, instaurada em setembro do último ano, permite que o funcionário da empresa tenha o direito de escolher qual empresa será responsável por gerir seus benefícios. Entenda melhor sobre essa mudança e seus impactos.
O que a portabilidade muda para o usuário?
Com a portabilidade, os trabalhadores ganham a responsabilidade de administrar o benefício que recebem, podendo escolher sobre sua gestão. Com isso, surgem muitas discussões sobre o impacto dessa medida.
Isso porque alguns defendem que se dará início a uma disputa entre grandes empresas e importantes associações do setor de bares e restaurantes. No caso, a área é majoritariamente dominada por quatro grandes redes: Alelo, Ticket, Sodexo e VR.
Além disso, a possibilidade de escolha do administrador do benefício poderia potencialmente favorecer uma “guerra de cashbacks” e aumentar os preços nos restaurantes, prejudicando o consumidor final. Por outro lado, outros afirmam que a medida busca reduzir as taxas excessivas já presentes.
Como a mudança do VR afeta o mercado?
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), há a possibilidade de um quase monopólio do mercado de entrega de comida.
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Por outro lado, as empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros digitais, como iFood e Nubank, defendem a medida. Elas argumentam que o modelo atual já cobra taxas altas e que a portabilidade permitirá a redução dos valores ao aumentar a concorrência no setor.
Além disso, a questão da interoperabilidade das maquininhas também está em discussão. Caso seja aprovada, a modalidade poderia gerar uma economia de até R$ 5,2 bilhões para bares e restaurantes ao aumentar a concorrência e, assim, reduzir as taxas cobradas pelas operadoras, de 7% a 13%, para cerca de 2%.
Imagem: Equipe Seu Crédito Digital
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