A reta final de 2025 trouxe uma expectativa importante para milhões de brasileiros: o novo salário mínimo nacional, que deve subir de R$ 1.518 para R$ 1.631 em 2026, conforme prevê o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso. O reajuste representa um aumento de 7,44% e deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, caso seja aprovado até o fim de dezembro.
Salário mínimo 2025: como o piso de R$ 1.502 afeta seu INSS, 13º e PIS/PASEP
Novo salário mínimo de R$ 1.631 em 2026 reajusta valores do INSS, PIS/Pasep, BPC e seguro-desemprego.
Além de influenciar diretamente a remuneração de trabalhadores com salário base, o valor impacta toda a estrutura de benefícios trabalhistas e previdenciários do país. Entre eles, aposentadorias do INSS, o abono salarial PIS/PASEP, o seguro-desemprego, o BPC/LOAS e o 13º salário.
A seguir, confira em detalhes como o novo valor modifica esses repasses e o que esperar dos próximos anos.
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Reajuste do salário mínimo: o que está previsto para 2026?
Segundo os dados do PLOA, o salário mínimo subirá para R$ 1.631 em 2026, considerando o aumento do INPC acumulado (inflação) e a variação do PIB de dois anos anteriores, conforme as regras da nova política de valorização do salário mínimo sancionada em 2023.
Comparativo com 2025:
- Salário mínimo atual (2025): R$ 1.518,00
- Salário mínimo previsto (2026): R$ 1.631,00
- Reajuste percentual: 7,44%
- Diferença nominal: R$ 113,00
Impactos imediatos do novo salário mínimo
A mudança do piso nacional afeta automaticamente uma série de pagamentos vinculados ao valor mínimo. Confira os principais:
INSS: Aposentadorias e pensões com reajuste garantido
O salário mínimo define o piso dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso significa que quem recebe o valor mínimo de aposentadoria, pensão ou auxílio terá reajuste automático para R$ 1.631, sem necessidade de requerimento.
Exemplo prático:
- Dona Maria, aposentada, recebe o atual mínimo de R$ 1.518;
- A partir de janeiro de 2026, seu benefício passa para R$ 1.631;
- Ganho mensal: R$ 113;
- Ganho anual: R$ 1.469.
Já quem recebe valores acima do mínimo terá reajuste com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2025, o que pode resultar em correções inferiores ao reajuste do salário mínimo, mantendo a lógica da proporção inflacionária.
13º salário: pagamento cheio será de até R$ 1.631
O 13º salário, previsto na CLT, tem como base o salário bruto mensal do trabalhador. Assim, quem recebe o mínimo e trabalhou o ano inteiro em 2026 terá direito a R$ 1.631 de 13º salário, pago em até duas parcelas.
Simulação:
João, trabalhador de salário mínimo:
- Trabalhou de janeiro a dezembro de 2026;
- Receberá 1/12 por mês trabalhado;
- 13º integral: R$ 1.631,00.
Maria, com salário de R$ 3.262 (dois mínimos):
- 13º integral: R$ 3.262,00;
- Se trabalhou 6 meses, receberá R$ 1.631,00.
Empresas devem se preparar para os impactos no custo da folha de pagamento, incluindo encargos trabalhistas que acompanham o reajuste do piso.
Abono salarial PIS/PASEP: valor máximo será de R$ 1.631
O PIS/PASEP é um benefício anual pago a trabalhadores formais que receberam até dois salários mínimos no ano-base e que estão cadastrados há pelo menos cinco anos no programa. O teto do abono é o salário mínimo vigente, e o valor é proporcional aos meses trabalhados no ano-base.
Exemplo prático:
Carla, que trabalhou 8 meses em 2024:
- Teto do abono em 2026: R$ 1.631;
- Proporcional: 8/12 → R$ 1.087,33.
O pagamento do PIS é feito pela Caixa Econômica Federal (setor privado) e do PASEP pelo Banco do Brasil (setor público), conforme calendário oficial definido pelo governo.
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Seguro-desemprego: nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo
Outra alteração automática está no valor mínimo das parcelas do seguro-desemprego, que nunca pode ser inferior ao piso nacional. Portanto, em 2026, o valor mínimo por parcela sobe para R$ 1.631.
Quem tem salário base inferior a esse valor, recebe o piso. Já os trabalhadores com média salarial superior têm o valor calculado conforme as faixas definidas pelo Ministério do Trabalho.
BPC/LOAS também será de R$ 1.631
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), é pago a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda. O valor do benefício é vinculado ao salário mínimo, portanto, em 2026, será de R$ 1.631 mensais.
Apesar disso, o BPC não dá direito ao 13º salário, já que não se trata de aposentadoria, mas sim de um benefício assistencial.
Repercussões na economia e no orçamento público
O reajuste do salário mínimo impacta diretamente as contas públicas, já que uma grande parcela dos beneficiários de programas sociais e previdenciários recebe com base no piso.
Segundo projeções do Ministério da Fazenda, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um impacto de aproximadamente R$ 400 milhões ao ano nos cofres públicos. Com o novo valor de R$ 1.631, o governo federal precisará aumentar a previsão orçamentária para 2026, especialmente nos gastos com:
Projeções futuras para o salário mínimo
A nova política de valorização do salário mínimo prevê reajustes anuais que acompanhem a inflação (INPC) e o crescimento do PIB de dois anos anteriores. Com base nessas diretrizes, os valores estimados para os próximos anos são:
| Ano | Estimativa de salário mínimo |
|---|---|
| 2026 | R$ 1.631 |
| 2027 | R$ 1.724 |
| 2028 | R$ 1.823 |
| 2029 | R$ 1.925 |
Os números acima são apenas projeções e podem ser ajustados conforme o comportamento da inflação e da economia nos próximos anos.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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