Mesmo com duas alterações do salário mínimo em um período curto de tempo, o valor de R$ 1.320 não representa uma quantia que arca com os custos básicos de uma família.
Em vista disso, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou que o salário mínimo ideal deveria ser no valor de R$ 6.652. Entenda melhor!
Salário mínimo ideal
O valor mencionado é equivalente a 5,04 vezes o salário mínimo atual, que é de R$ 1.320. É importante destacar que houve uma ligeira queda em comparação com o valor do salário mínimo em maio do ano anterior.
Naquela época, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 6.535,40, o que representa 5,40 vezes o valor vigente naquele período, que era de R$ 1.212. A queda foi reparada na análise porque o custo da cesta básica atualmente está menor na maioria das capitais pesquisadas.
O que o Dieese considera em sua pesquisa?
Para fazer o cálculo do piso nacional ideal, o departamento considera o preço de alimentos básicos em 17 capitais do país. Nesse sentido, 11 das 17 capitais apresentaram um preço mais baixo na cesta básica.
Atualmente, para que um trabalhador que recebe um salário mínimo consiga comprar uma cesta básica, é necessário trabalhar, em média, 113 horas e 19 minutos.
É importante ressaltar que esse tempo é inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando a jornada média necessária foi de 120 horas e 52 minutos.
O que o salário mínimo deveria garantir ao trabalhador?
De acordo com a Consolidação de Leis do Trabalho (CLT), o salário mínimo deve suprir os custos de sobrevivência básica do trabalhador e de sua família. Nesses gastos estão incluídos alimentação, moradia, locomoção, lazer, saúde, educação etc.
No caso mencionado, embora o valor absoluto tenha aumentado, a proporção em relação ao piso nacional atual diminuiu ligeiramente. Por fim, o açúcar refinado, o óleo de soja e a carne bovina são exemplos de produtos que apresentaram um preço mais baixo nas capitais brasileiras.
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