O Banco Central acaba de divulgar o Relatório de Poupança, que mostra uma queda no saldo disponível na modalidade de investimento em comparação ao mês anterior. Em julho deste ano, havia R$ 972,93 bilhões. Já no último mês de agosto, o saldo chegou em R$ 969,12 bilhões, o que corresponde a uma diminuição de cerca de R$ 3,8 bilhões.
Apesar de apresentar uma baixa rentabilidade quando comparada com outras opções de aplicação, a caderneta ainda é bem vista pelos consumidores brasileiros. Assim, os motivos por trás dessa realidade podem ser a facilidade e a segurança.
Em seu melhor momento em agosto, a poupança alcançou um saldo de R$ 986,07 bilhões. Caso ficasse dessa forma no restante do mês, poderia ter apresentado um aumento em relação ao mês anterior, o que não foi o caso.
Remuneração da poupança
A Caderneta de Poupança baseia sua remuneração em dois fatores:
- Remuneração básica, baseada na Taxa Referencial;
- Remuneração adicional ligada à Taxa Selic.

No que se refere à taxa básica de juros, a rentabilidade da Poupança pode ser calculada de diferentes formas, de acordo com o cenário econômico. Quando a alíquota está abaixo de 8,5%, o retorno é de 70% da taxa. Quando a Selic está acima de 8,5%, como é o caso atual, a rentabilidade é de 0,5% ao mês.
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Rendimento no mês de agosto
Mesmo com a queda no saldo disponível na Poupança durante o mês de agosto, a rentabilidade da modalidade apresentou alta na comparação com o mês de julho, saindo de R$ 6.165.120 para R$ 6.275.246. Nesse sentido, o aumento foi de aproximadamente R$ 110 milhões.
No que se refere à captação líquida, a modalidade fechou o mês no vermelho, com menos de R$ 10 bilhões. Trata-se do segundo maior resgate desde o início da série histórica, iniciada no ano de 1995.
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