O PIS/Pasep é um dos principais benefícios voltados aos trabalhadores formais, mas ainda existem milhares de brasileiros que deixaram valores para trás sem saber. Entre abonos salariais e cotas antigas, o total esquecido já ultrapassa R$ 20 bilhões, segundo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Muitos desses recursos pertencem a trabalhadores com carteira assinada que atuaram em empresas privadas ou órgãos públicos e nunca sacaram o que tinham direito.
Em 2025, com o avanço das ferramentas digitais de consulta, o governo reforçou o alerta: vale a pena verificar se você tem dinheiro parado no PIS/Pasep, mesmo que tenha trabalhado há décadas.
O que é o PIS/Pasep e quem tem direito
O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foram criados para distribuir recursos de forma justa entre trabalhadores e servidores, financiando parte do abono salarial e formando uma poupança de longo prazo.
Hoje, eles estão unificados em um único fundo, administrado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
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Quem tem direito atualmente
O abono salarial PIS/Pasep é pago todos os anos para quem trabalhou pelo menos 30 dias com carteira assinada no ano-base, recebeu até dois salários mínimos por mês e está cadastrado há pelo menos cinco anos no sistema.
Já as cotas do PIS/Pasep são destinadas a trabalhadores que tiveram vínculo entre 1971 e 1988, quando os depósitos eram feitos diretamente nas contas individuais.
Mesmo quem já se aposentou ou faleceu pode ter valores a sacar. No caso de falecimento, o herdeiro legal tem direito ao resgate.
Valores disponíveis: quanto você pode receber
O valor do abono salarial é calculado conforme o tempo trabalhado no ano-base. Quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor total de um salário mínimo (R$ 1.412 em 2025). Já quem trabalhou menos meses recebe de forma proporcional.
Exemplo: quem trabalhou 12 meses recebe R$ 1.412, quem trabalhou 6 meses recebe R$ 706 e quem trabalhou 3 meses recebe R$ 353.
As cotas antigas do PIS/Pasep variam conforme o saldo que cada trabalhador possuía na época, podendo chegar a milhares de reais com a atualização de juros e correção monetária.
Como consultar se você tem valores esquecidos
Consulta pelo aplicativo FGTS
A Caixa Econômica Federal integrou as cotas do PIS/Pasep ao aplicativo FGTS. Basta baixar o app FGTS no celular, fazer login com CPF e senha do Gov.br, ir até a aba “Valores do PIS/Pasep” e verificar se há saldo disponível para saque.
Se o valor aparecer, ele pode ser transferido via Pix ou para uma conta bancária.
Consulta pelo site ou app Caixa Trabalhador
Quem busca o abono salarial pode consultar pelo aplicativo Caixa Trabalhador, pelo site da Caixa ou pelo app Carteira de Trabalho Digital.
As informações sobre elegibilidade e valores também estão disponíveis no portal gov.br/trabalho.
Consulta para servidores públicos
Os antigos participantes do Pasep podem verificar o saldo diretamente no site ou app do Banco do Brasil, usando CPF e senha do Gov.br.
Quem pode sacar as cotas antigas
As cotas do PIS/Pasep foram liberadas para saque por todos os trabalhadores cadastrados até 1988.
Podem receber trabalhadores da iniciativa privada (PIS), servidores públicos civis e militares (Pasep), aposentados e herdeiros de participantes falecidos, mediante apresentação de certidão e documentos.
Documentos exigidos
Para sacar, é necessário apresentar documento de identidade com foto, CPF, comprovante de vínculo ou carteira de trabalho. Em caso de herdeiro, é preciso apresentar documentos de inventário ou declaração de dependente.
Cuidado com golpes e sites falsos
Com o aumento das buscas por valores esquecidos, criminosos têm criado páginas falsas que simulam o site da Caixa ou do Banco do Brasil.
Nunca informe senhas, CPF ou número de cartão em sites que não sejam oficiais. As consultas devem ser feitas apenas pelos aplicativos oficiais ou pelo portal Gov.br.
A Caixa e o Banco do Brasil não enviam links por WhatsApp ou SMS e não pedem confirmação de dados pessoais fora dos canais seguros.
Como funciona o pagamento em 2025

O abono salarial 2025 segue o calendário unificado, que organiza os pagamentos conforme o número final do PIS/Pasep.
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Os valores começaram a ser liberados em fevereiro e seguirão até julho de 2025, com crédito automático em conta Caixa (para PIS) ou Banco do Brasil (para Pasep).
Quem não recebeu automaticamente pode fazer o saque nas agências ou lotéricas, apresentando documento oficial e número do NIS.
Prazo para sacar: fique atento para não perder o dinheiro
Os valores do abono salarial ficam disponíveis até o final do exercício corrente. Quem não sacar dentro do prazo deve aguardar nova convocação do MTE no próximo calendário.
Já as cotas do PIS/Pasep não têm prazo de validade e podem ser resgatadas a qualquer momento, mesmo após décadas.
Portanto, se você trabalhou antes de 1988, vale consultar, pois há casos em que o saldo ultrapassa R$ 5 mil com atualização monetária.
Como aumentar o valor a receber
Alguns trabalhadores podem receber valores retroativos ou complementares, dependendo de atualizações cadastrais feitas pelo empregador, erros de informação corrigidos no sistema do MTE ou processos de herança de contas inativas.
Caso identifique divergência nos dados, procure uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil com documentos de vínculo empregatício.
Passo a passo para consultar e sacar com segurança
Acesse gov.br e faça login. Entre em “Trabalho e Previdência”, depois “Abono salarial” ou “PIS/Pasep”, e verifique se há saldo disponível. Se houver valores, siga para o aplicativo FGTS, Caixa Trabalhador ou Banco do Brasil e solicite o saque direto via Pix ou em uma agência.
É rápido, gratuito e pode garantir uma boa surpresa financeira.
O impacto do PIS/Pasep na renda do trabalhador
Para milhões de brasileiros, o PIS/Pasep é mais do que um benefício — é um reforço essencial no orçamento. Ele ajuda famílias a quitar dívidas, investir ou enfrentar emergências.
Em 2025, o governo estima que o pagamento do abono e das cotas deve injetar mais de R$ 25 bilhões na economia, estimulando o consumo e beneficiando trabalhadores que muitas vezes desconhecem o direito ao saque.
Mesmo que você não tenha recebido o abono recentemente, ainda pode ter valores esquecidos das antigas cotas do PIS/Pasep. O processo de consulta é simples e pode ser feito de casa, pelo celular.
A recomendação do Ministério do Trabalho é clara: todo cidadão com carteira assinada entre 1971 e 1988 deve verificar o saldo, especialmente quem trabalhou em mais de uma empresa ou órgão público.
Muitos brasileiros já conseguiram recuperar valores significativos, e você pode ser o próximo. Não deixe de conferir, esse dinheiro é seu por direito.



