A indústria de smartphones pode estar prestes a reviver uma tecnologia que parecia enterrada: a abertura variável física nas câmeras. A Samsung estaria se movimentando para reintroduzir o recurso em seus futuros modelos topo de linha, reacendendo uma disputa técnica com gigantes como Apple e Huawei.
Câmera Samsung pode ter maior versatilidade com abertura variável
Samsung pode retomar câmera com abertura variável nos topos de linha e reacender disputa com Apple e Huawei.
Segundo informações divulgadas pela imprensa sul-coreana, a fabricante já teria solicitado a parceiros o desenvolvimento de módulos atualizados com o mecanismo físico de abertura, além do envio de amostras para testes internos. A aposta é clara: recuperar vantagem competitiva em um dos principais critérios de escolha do consumidor brasileiro — a qualidade da câmera.
Mas afinal, o que muda na prática? E por que essa tecnologia pode se tornar novamente relevante em 2026?
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O que é abertura variável e por que ela importa
A abertura da câmera, representada pelo “f/” (como f/1.8 ou f/2.4), controla a quantidade de luz que entra no sensor.
Em smartphones convencionais, essa abertura é fixa. Ou seja, o aparelho depende principalmente de software e processamento computacional para ajustar exposição, profundidade de campo e efeitos como o desfoque de fundo (bokeh).
Já a abertura variável permite que a lente alterne fisicamente entre dois ou mais níveis de entrada de luz.
Na prática, isso significa:
- Mais luz em ambientes escuros (melhor desempenho noturno);
- Menor entrada de luz sob sol forte (menos risco de fotos estouradas);
- Desfoque mais natural, sem depender exclusivamente de inteligência artificial;
- Menor ruído em fotos noturnas.
Para o usuário comum, isso pode representar fotos mais nítidas e realistas, principalmente em situações difíceis como shows, ambientes internos e retratos sob iluminação intensa.
Samsung foi pioneira, mas abandonou a tecnologia
A Galaxy S9 marcou a estreia da abertura variável no mercado global em 2018. O modelo permitia alternar entre f/1.5 e f/2.4 automaticamente, conforme o ambiente.
O recurso também esteve presente na linha Galaxy S10, mas foi descontinuado a partir de 2020.
Na época, a decisão foi atribuída a fatores como:
- Custo elevado do módulo mecânico;
- Maior espessura do aparelho;
- Evolução da fotografia computacional, que reduziu a necessidade do mecanismo físico.
Desde então, a marca priorizou sensores maiores e algoritmos avançados de processamento de imagem.
Por que a tecnologia pode voltar agora
O cenário mudou.
Com a estagnação no design e desempenho geral dos smartphones premium, as câmeras voltaram a ser o principal diferencial competitivo. E os concorrentes estão se movimentando.
Huawei já avançou
A Pura 80 Ultra trouxe novamente a abertura variável ao mercado recente. O modelo ganhou destaque internacional e figurou entre os melhores rankings de qualidade de imagem segundo análises especializadas do DxOMark.
O aparelho chegou ao Brasil com preço superior a R$ 12 mil, mostrando que há mercado para tecnologias de ponta, mesmo em faixas premium.
Apple pode ser a próxima
Rumores da cadeia de suprimentos indicam que a iPhone 18 Pro poderá adotar abertura mecânica. Atualmente, os modelos Pro utilizam abertura fixa (em torno de f/1.78), dependendo quase totalmente de software para simular profundidade de campo.
Caso a mudança se confirme, a Apple deixaria de depender exclusivamente de processamento digital para efeitos de desfoque e controle de exposição, elevando o padrão da categoria.
Diante disso, a Samsung teria forte motivação estratégica para não ficar atrás.
O que esperar do possível Galaxy S27 Ultra
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As especulações apontam que a novidade poderia estrear no Galaxy S27 Ultra, previsto para 2027.
A diferença em relação ao passado estaria na engenharia:
- Módulo mais fino;
- Menor impacto no design;
- Integração com sensores maiores;
- Melhor sinergia entre hardware óptico e inteligência artificial.
O avanço em miniaturização pode resolver o principal problema que levou à remoção da tecnologia anos atrás: a espessura excessiva do conjunto de câmeras.
Abertura variável realmente faz diferença no dia a dia?
Para o consumidor brasileiro, que frequentemente fotografa em ambientes com iluminação mista (bares, festas, igrejas, eventos noturnos), a diferença pode ser significativa.
Embora a fotografia computacional tenha evoluído, ela ainda enfrenta limitações físicas. Ajustes digitais nem sempre conseguem replicar com perfeição o comportamento óptico real da luz.
A reintrodução da abertura variável pode representar:
- Fotos mais naturais;
- Menos dependência de processamento pesado;
- Maior consistência entre fotos e vídeos;
- Melhor qualidade em gravações noturnas.
Em um mercado em que os preços ultrapassam facilmente os R$ 10 mil nos modelos premium, o consumidor tende a exigir diferenciais tangíveis — e não apenas atualizações incrementais.
Tendência ou movimento pontual?
O retorno da abertura variável pode marcar uma nova fase na fotografia mobile: a combinação entre hardware óptico sofisticado e inteligência artificial avançada.
Se confirmado, o movimento não será apenas nostálgico, mas estratégico. Em vez de confiar exclusivamente em software, as fabricantes podem voltar a investir em soluções físicas para elevar a qualidade real das imagens.
A disputa entre Samsung, Apple e Huawei tende a acelerar essa transformação — e o grande beneficiado pode ser o consumidor.
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