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Samsung e apple limitam capacidade das baterias por influência dos eua

Samsung e Apple restringem capacidade das baterias de smartphones por regulamento dos EUA que limita carga a 20Wh. Entenda o impacto.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
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No cenário atual da tecnologia móvel, consumidores e especialistas têm criticado marcas como Samsung e Apple por não oferecerem smartphones com baterias de alta capacidade, especialmente quando comparados a fabricantes chineses que lançam aparelhos com células muito maiores.

No entanto, essa aparente limitação não é uma simples escolha das empresas, mas uma consequência direta de regulamentações impostas pelo governo dos Estados Unidos.

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Regulamentos dos EUA e o limite de 20Wh para baterias em smartphones

Mãos de uma pessoa retirando bateria removível de celular. Ao lado, a capa traseira do aparelho.
Imagem: Yuliya Alekseeva/shutterstock.com

De acordo com informações recentes divulgadas pelo conhecido vazador Ice Universe, o governo norte-americano mantém uma regra rigorosa que limita a capacidade das baterias utilizadas em smartphones a um máximo de 20 Wh (watt-hora).

Este regulamento está diretamente relacionado a normas de segurança para transporte aéreo de baterias de lítio, que podem representar riscos de incêndio e explosão em caso de falhas.

O que significa o limite de 20 Wh?

O cálculo da capacidade da bateria em watt-hora (Wh) é feito multiplicando a capacidade em miliampere-hora (mAh) pela voltagem (V) e dividindo o resultado por mil.

Por exemplo, o Galaxy S25 Ultra possui uma bateria de 5.000 mAh com voltagem de 3,88 V, o que resulta em aproximadamente 19,4 Wh. Assim, a bateria está dentro do limite regulamentar dos EUA.

Exemplos de baterias limitadas em smartphones populares

  • iPhone 16 Pro Max: 4.702 mAh × 3,8 V ÷ 1000 ≈ 17,87 Wh
  • Motorola Edge 50 Ultra: 4.400 mAh × 3,8 V ÷ 1000 ≈ 16,94 Wh
  • Google Pixel 9 Pro XL: 5.060 mAh × 3,8 V ÷ 1000 ≈ 19,68 Wh

Esses números demonstram que os principais fabricantes ocidentais mantêm as baterias dentro desse limite para atender às normas dos Estados Unidos.

A exceção da OnePlus e o uso de bateria dupla

A única marca que aparenta ultrapassar esse limite é a OnePlus, mas isso acontece porque a empresa utiliza um sistema de bateria dupla em seus smartphones. Cada célula individual tem menos de 20 Wh, respeitando as regras, enquanto a soma das duas proporciona uma maior autonomia total.

A influência da União Europeia nos regulamentos de baterias

Além dos Estados Unidos, a União Europeia adota regulamentos semelhantes quanto ao transporte e comercialização de baterias.

Isso explica por que muitos fabricantes chineses reduzem a capacidade das baterias de seus smartphones quando lançam os aparelhos na Europa, mesmo que em outros mercados eles ofereçam versões mais potentes.

Um exemplo claro é o POCO F7, que possui bateria de 7.550 mAh nas versões vendidas na China e Índia, mas na Europa e demais mercados internacionais essa capacidade cai para 6.500 mAh, mantendo-se dentro dos limites regulamentares.

Impacto dessas restrições para o mercado e consumidores

Limitação para baterias acima de 7.000 mAh

Esses regulamentos americanos e europeus dificultam que marcas ocidentais avancem para baterias com capacidades superiores a 7.000 mAh ou 8.000 mAh, algo que seria possível se não houvesse a limitação dos 20 Wh por célula.

Vantagem para fabricantes chineses que não atuam nesses mercados

Fabricantes chineses que não comercializam seus smartphones nos EUA não precisam seguir essa regra e, por isso, podem lançar dispositivos com baterias maiores e mais robustas. Isso tem impulsionado a chamada “onda chinesa” do silício-carbono, que também promete baterias mais duráveis e eficientes.

Consequências para a inovação em baterias no Ocidente

A limitação pode atrasar a adoção de novas tecnologias de bateria de alta capacidade no mercado ocidental, uma vez que fabricantes como Samsung e Apple precisam respeitar essas normas para que seus produtos possam ser vendidos e transportados livremente, especialmente por via aérea.

O que são baterias de silício-carbono e sua relação com a capacidade

Baterias de silício-carbono são uma tecnologia emergente que promete maior densidade energética, melhor capacidade e vida útil ampliada em comparação às tradicionais de íon-lítio. No entanto, mesmo essas baterias precisam respeitar as normas internacionais para transporte e segurança.

A coluna especializada Detetive TC, que aborda inovações tecnológicas, publicou recentemente uma análise detalhada sobre essas baterias, destacando seu potencial e os desafios regulatórios atuais.

Por que os regulamentos de transporte são tão rigorosos?

Baterias de lítio apresentam riscos inerentes, principalmente durante o transporte aéreo. Problemas como superaquecimento e curto-circuito podem causar incêndios graves, colocando em risco a segurança dos voos e dos passageiros.

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Por isso, agências reguladoras internacionais, como a FAA (Federal Aviation Administration) dos EUA, estabeleceram limites de capacidade para baterias que podem ser transportadas em aeronaves, restringindo inclusive as usadas em smartphones.

Impactos para usuários e mercado global

Para consumidores

  • Limitações na autonomia dos smartphones produzidos por grandes marcas ocidentais
  • Necessidade de adaptação dos usuários a baterias com capacidade controlada
  • Diferença de oferta entre mercados regionais, com variantes de capacidade diferentes para o mesmo modelo

Para fabricantes

  • Restrições para inovação e aumento de capacidade das baterias
  • Adequação obrigatória às legislações para transporte e comercialização
  • Estratégias para burlar o limite, como o uso de baterias duplas

Perspectivas futuras: o que esperar para as baterias de smartphones?

Xiaomi
Imagem: Divulgação/Apple

Embora os regulamentos atuais limitem a capacidade, a busca por baterias com maior autonomia e segurança continua a impulsionar pesquisas no setor.

Novas tecnologias, como baterias de estado sólido, células de silício-carbono e melhorias nos processos de fabricação, podem permitir baterias maiores com segurança, eventualmente flexibilizando as normas.

Além disso, espera-se que haja pressões regulatórias para atualização das regras, acompanhando a evolução tecnológica e a necessidade crescente por dispositivos mais potentes e duradouros.

Considerações finais

A limitação da capacidade das baterias em smartphones de marcas como Samsung e Apple está diretamente ligada a regulamentações dos Estados Unidos e da União Europeia que visam garantir a segurança no transporte aéreo e comercialização desses componentes.

Embora possa parecer um obstáculo à inovação e ao desempenho, essas regras são fundamentais para a segurança global. Fabricantes ocidentais precisam se adaptar a esses padrões, enquanto fabricantes chineses têm mais liberdade em mercados onde as restrições são menos rígidas.

Entender esse contexto ajuda consumidores a compreenderem as diferenças de capacidade entre aparelhos e as limitações enfrentadas pelas marcas mais populares no Ocidente.

Fique atento às novidades do setor e acompanhe os avanços em tecnologia de baterias, que prometem mudar esse cenário nos próximos anos.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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