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Santa Catarina é o estado com menor número de beneficiários do Bolsa Família

Pesquisa do IBGE mostra que Santa Catarina tem apenas 4,4% dos domicílios com Bolsa Família, contra 18,7% no Brasil. Saiba mais!

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
bolsa família santa catarina

Santa Catarina registrou, em 2024, a menor participação de domicílios beneficiados pelo Programa Bolsa Família em todo o Brasil.

Apenas 4,4% das residências catarinenses recebem repasses do principal programa de transferência de renda do Governo Federal, número muito inferior à média nacional, que ficou em 18,7%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de Todas as Fontes 2024, e revela importantes contrastes econômicos entre as regiões do país.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A pesquisa revela que dos 2,8 milhões de domicílios de Santa Catarina, cerca de 123 mil têm ao menos um beneficiário do Bolsa Família. Isso representa 4,4% do total, enquanto no cenário nacional são 14,8 milhões de lares com o benefício, distribuídos entre os 79,1 milhões de domicílios registrados — ou seja, 18,7% da população brasileira.

Comparativo nacional

EstadoParticipação no Bolsa Família (%)
Santa Catarina4,4%
Média nacional18,7%
Maranhão10,8%
Ceará10,2%
Pará e Piauí9,7%
São Paulo5,3%
Distrito Federal5,5%

Estado também lidera em menor dependência de programas sociais

Santa Catarina também aparece com destaque no que diz respeito à participação dos programas sociais na composição da renda média dos domicílios. Enquanto no Brasil o percentual médio de renda oriunda de programas como o Bolsa Família é de 3,8%, em Santa Catarina esse número cai para apenas 1%.

Essa proporção coloca o estado na liderança nacional em menor dependência de recursos assistenciais federais, seguido por:

  • São Paulo: 1,7%;
  • Distrito Federal: 1,8%;
  • Paraná: 1,9%.

Na outra extremidade, estão os estados com maior dependência de programas sociais:

  • Maranhão: 10,8%;
  • Ceará: 10,2%;
  • Pará e Piauí: 9,7%.

Renda de SC é impulsionada por trabalho e aposentadorias

O rendimento médio domiciliar per capita em Santa Catarina cresceu 12% entre 2023 e 2024, subindo de R$ 3.203 para R$ 3.590, uma diferença de R$ 387. Com isso, o estado ocupa a quarta colocação no ranking nacional, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.

Composição da renda catarinense

Fonte de rendaPercentual em SC
Rendimento do trabalho79,3%
Aposentadorias e pensões15,4%
Programas sociais1%
Outras fontes4,3%

Esse perfil revela um cenário em que a renda é predominantemente gerada pela atividade econômica, com significativa contribuição da previdência social e mínima dependência de transferências assistenciais.

Governo estadual destaca política de estímulo ao emprego

bolsa família 20 mil
Imagem: Canva

O governador Jorginho Mello comentou os dados, destacando os investimentos do estado em áreas como infraestrutura, educação e empreendedorismo:

“Santa Catarina está fazendo o dever de casa. Apostamos no fortalecimento da economia e na geração de oportunidades. Não é por acaso que temos o menor grau de pobreza e extrema pobreza do país”, declarou.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, reforçou que o foco do governo está na geração de emprego como instrumento de inclusão social:

“Os programas sociais são fundamentais, mas a criação de empregos é ainda mais poderosa. Só em 2025, foram mais de 60 mil novas vagas formais. E o Sine tem mais de 7 mil vagas abertas.”


Retração no número de beneficiários em 2024

Santa Catarina também foi um dos poucos estados a registrar queda no número de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família. O percentual recuou de 4,5% em 2023 para 4,4% em 2024.

Na média nacional, houve uma leve queda de 19% para 18,7%. Especialistas atribuem esse movimento à recuperação gradual do mercado de trabalho e à maior exigência nas regras de permanência e fiscalização do CadÚnico.

Por que SC tem tão poucos beneficiários do Bolsa Família?

Diversos fatores contribuem para a baixa participação de Santa Catarina no programa:

1. Mercado de trabalho aquecido

O estado tem um dos menores índices de desemprego do país. Setores como agroindústria, tecnologia, indústria têxtil e turismo contribuem para manter a economia estadual ativa.

2. Índices de pobreza mais baixos

Segundo o IBGE, Santa Catarina tem os menores índices de pobreza e extrema pobreza do Brasil, o que naturalmente reduz a base de famílias elegíveis ao programa.

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3. Renda média elevada

Com uma das maiores rendas domiciliares do país, uma parcela significativa da população catarinense ultrapassa o limite de renda exigido pelo Bolsa Família.

4. Educação e qualificação

O estado investe em programas de educação profissionalizante, o que colabora para uma força de trabalho mais capacitada e, consequentemente, com melhor inserção no mercado formal.

Qual o perfil do Bolsa Família no Brasil?

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

O Programa Bolsa Família é voltado a famílias em situação de vulnerabilidade. Os critérios de elegibilidade envolvem:

  • Renda familiar per capita de até R$ 218 mensais;
  • Estar com o CadÚnico atualizado;
  • Cumprir exigências como presença escolar, vacinação e pré-natal.

Valores pagos em 2024

  • Benefício mínimo: R$ 600 por família;
  • Benefício Primeira Infância: R$ 150 por criança de até 6 anos;
  • Benefício Variável Familiar: R$ 50 por gestantes, lactantes e crianças/adolescentes entre 7 e 18 anos.

Comparação regional reforça desigualdades

A pesquisa do IBGE reforça o abismo social entre as regiões brasileiras. Enquanto estados do Sul e Sudeste demonstram menor dependência de programas assistenciais, as regiões Norte e Nordeste ainda concentram altos percentuais de famílias atendidas pelo Bolsa Família.

Essas disparidades estão ligadas a históricos de desenvolvimento desigual, infraestrutura precária, baixa escolaridade e acesso limitado a oportunidades econômicas em determinadas regiões.

Considerações finais

Santa Catarina desponta como o estado com menor dependência do Bolsa Família no Brasil em 2024, refletindo uma economia mais estruturada, com renda elevada e baixa taxa de pobreza. Com apenas 4,4% dos domicílios incluídos no programa, o estado contrasta com a realidade nacional e de outros estados com índices superiores a 10%.

Os dados reforçam a efetividade de políticas voltadas à geração de emprego e qualificação profissional, apontando que o fortalecimento da economia local pode ser mais eficiente para a inclusão social do que a ampliação de programas de assistência.

Contudo, a pesquisa também chama atenção para a persistência das desigualdades regionais, exigindo ações integradas do governo federal e dos estados mais carentes para garantir condições mais justas para todos os brasileiros.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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