Conforme estudo feito pelo banco Santander, o preço da carne pode voltar ao patamar de custo de antes da pandemia de Covid-19. Afinal, segundo o levantamento, a deflação do produto pode chegar até 4% em dezembro deste ano, caso os frigoríficos repassem tal valor.
Santander anuncia excelente notícia para brasileiros
Pesquisa do Santander indica que brasileiros podem acompanhar mudança considerável em valor de produto relevante. Saiba mais!
Assim, uma das promessas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a campanha de 2022, tornaria-se realidade, pois, ainda em período eleitoral, o petista defendeu que o brasileiro conseguiria voltar a “fazer churrasco”, em alusão ao alto custo dos produtos naquela época.
Todavia, também segundo o Santander, essa queda no preço da carne pouco tem relação com as políticas realizadas pelo governo Lula. Conforme o relatório da instituição financeira, o “ciclo do gado” que causará a desvalorização do produto.
Ciclo do gado
Inicialmente, vale destacar que o Santander divulgou o levantamento com base na análise de três economistas do banco. No caso, são eles:
- Felipe Kotinda;
- Gabriel Couto;
- Daniel Karp.
Conforme os especialistas, o custo da carne deve baratear devido ao ciclo do gado, movimento que, de acordo com os estudos, tem duração de cinco a seis anos.
Em suma, esse cenário ocorre pelo preço do gado estar elevado. Neste contexto, o valor dos bezerros também cresce, assim, os empresários do ramo aumentam seus investimentos em rebanho e deixam de abater vacas, pois elas darão luz a mais novilhos.
Dessa forma, o estoque de filhotes cresce no curto e médio prazo, o que faz com que o preço do produto caia. Afinal, os especialistas do Santander indicam que é a partir deste momento que os produtores reduzem seus rebanhos e elevam o fornecimento de carne.
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Projeções do Santander
Além do ciclo do gado, os economistas do banco também indicaram que em dezembro de 2023, período de abate de gados, o número de abatimentos mensais será de cerca de 700 mil ao mês. Ou seja, a maior quantidade desde junho de 2020.
Por fim, o estudo indica que a oferta maior impactará na redução do valor da carne ao menor patamar desde 2019. Portanto, a tendência é que o preço reduza consideravelmente. Porém, isso também vai depender da política dos frigoríficos e do consumo da população.
Imagem: NDAB Creativity / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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