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Santander estima alta da Selic de 14,75% para 15% no Copom desta quarta

O Santander prevê que o Copom eleve a Selic para 15% na reunião desta quarta-feira (18). Saiba os motivos, impactos e perspectivas.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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As condições atuais da economia, com pressões inflacionárias persistentes e sinais de forte dinamismo, levam o Santander a projetar que o Banco Central deve optar por um novo aperto monetário na decisão que será tomada nesta semana.

Cenário econômico pressiona decisão do Copom

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Imagem: Grand Warszawski/shutterstock.com

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De acordo com análise do Santander, os principais indicadores de atividade econômica seguem mostrando força, especialmente no mercado de trabalho. A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, o que indica uma economia que ainda opera próxima de seu pleno emprego.

Essa condição, somada a um Produto Interno Bruto (PIB) crescendo próximo do potencial, pressiona a demanda e, consequentemente, os preços.

Banco Central adota tom mais duro

Sinais do BC aumentam expectativa de alta

Segundo análise do Santander, a comunicação do BC passou a adotar uma postura mais “hawkish” — termo usado no mercado para indicar uma orientação mais agressiva no combate à inflação.

Essa mudança na comunicação, na visão dos economistas do banco, tem como objetivo influenciar o comportamento dos agentes econômicos e evitar distorções na curva de juros futuros.

Abertura de opções na política monetária

De acordo com Marco Antonio Caruso, economista-chefe do Santander, as falas dos diretores indicam uma tentativa clara de manter todas as opções sobre a mesa. Ele destaca que, se a decisão de manter a Selic estivesse tomada, não haveria necessidade de adotar esse tom mais duro nos discursos recentes.

O que explica a possível alta da Selic?

Hiato do produto menor que o esperado

Um dos elementos centrais que explicam essa possível elevação da Selic é a revisão do chamado “hiato do produto” — que representa a diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial.

O Banco Central entende que esse hiato é menor do que boa parte do mercado acredita, ou seja, há menos capacidade ociosa na economia. Isso significa que aumentos na demanda têm efeito mais direto sobre os preços, o que exige juros mais altos para conter a inflação.

Inflação resistente e demanda aquecida

Com a inflação ainda acima da meta e a economia aquecida, mesmo em um cenário de juros elevados, o BC se vê pressionado a tomar medidas adicionais. Para o Santander, o aumento da Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.) não representa uma mudança drástica, mas sim um ajuste necessário para reforçar a credibilidade da política monetária.

Gestão das expectativas do mercado

Além dos fundamentos econômicos, o movimento também tem caráter tático. Segundo Caruso, a sinalização do Copom busca evitar distorções na curva de juros futuros, sem necessariamente indicar o início de um novo ciclo de alta mais prolongado.

O que observar nos próximos meses

A trajetória futura dos juros dependerá, sobretudo, de três fatores:

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  1. Cenário fiscal: Incertezas sobre a trajetória das contas públicas também impactam a decisão monetária.
  2. Cenário externo: Taxas de juros nos Estados Unidos, dinâmica das commodities e eventuais choques globais seguem no radar.

Mercado financeiro reage com cautela

Inflação
Imagem: Freepik e Canva

Impacto na Bolsa e no câmbio

A expectativa de juros mais altos pressiona o mercado acionário brasileiro. O Ibovespa tende a recuar diante do custo de capital mais elevado, enquanto o real pode se valorizar, impulsionado pela atratividade dos juros domésticos.

FAQ

Por que o Santander espera aumento da Selic?

O banco projeta alta devido à atividade econômica aquecida, mercado de trabalho forte e expectativas de inflação acima da meta.

O que significa Selic em 15%?

Significa juros mais altos para empréstimos, financiamentos e cartão de crédito, além de maior atratividade da renda fixa.

Considerações finais

O cenário traçado pelo Santander indica que o Banco Central está disposto a sacrificar parte do crescimento econômico no curto prazo para garantir o controle da inflação e preservar a credibilidade da política monetária. A decisão do Copom desta quarta-feira poderá marcar o início de uma fase prolongada de juros elevados no Brasil, em linha com os desafios persistentes na economia doméstica e no cenário global.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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