O governo brasileiro anunciou o fim do sistema de saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), criado em 2019 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a proposta de encerramento já foi endossada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será encaminhada ao Congresso Nacional para votação.
Saque-aniversário do FGTS encerrado: o que acontece com quem já usou o benefício?
O saque-aniversário do FGTS será encerrado pelo governo, impactando milhões de brasileiros. Entenda como ficam os direitos de quem aderiu.
O objetivo, de acordo com o governo, é substituir o saque-aniversário por um modelo mais vantajoso aos trabalhadores. O saque-aniversário permite que os trabalhadores retirem anualmente uma parcela do saldo do FGTS no mês de seu aniversário.
No entanto, ao optar por essa modalidade, eles perdem o direito de sacar o montante integral em caso de demissão sem justa causa, o que tem gerado críticas. O atual governo planeja propor uma alternativa que ofereça maior segurança financeira aos brasileiros em momentos de desemprego.
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Quais direitos os trabalhadores perdem com o fim do saque-aniversário?

O principal impacto para quem optou pelo saque-aniversário está relacionado à mudança de modalidade de saque. Com o fim desse sistema, o governo pretende transferir os trabalhadores automaticamente para o chamado “saque-rescisão”.
Essa modalidade permite o saque integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa, preservando o direito ao valor total disponível, ao contrário do saque-aniversário, que limita essa possibilidade.
Especialistas apontam que a transição para o saque-rescisão pode ser vantajosa para os trabalhadores, já que, em situações de demissão, eles poderão contar com o montante acumulado no FGTS como uma reserva de emergência. No entanto, a mudança ainda depende de aprovação legislativa.
Mudanças propostas pelo governo para o FGTS
A proposta do governo visa trazer mais segurança aos trabalhadores, especialmente aqueles que enfrentam situações de desemprego inesperado. Para substituir o saque-aniversário, o governo estuda implementar uma linha de crédito consignado específica para o FGTS, na qual o trabalhador poderá obter crédito diretamente de instituições financeiras, desde que haja um convênio estabelecido.
Esse modelo possibilitaria o uso do FGTS como garantia, sem a necessidade de sacar diretamente o saldo.
Apesar de o projeto ser visto com bons olhos por alguns setores, ele ainda enfrenta resistência, especialmente de setores que valorizam o saque-aniversário como um recurso financeiro anual. Para que a proposta avance, o governo precisa convencer o Congresso Nacional, e uma eventual oposição pode dificultar o processo de transição.
Desafios para aprovação no Congresso
A proposta do fim do saque-aniversário e a introdução de um modelo alternativo precisam ser aprovadas no Congresso Nacional. Embora o presidente Lula e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sejam favoráveis à mudança, a medida pode encontrar resistência entre parlamentares que apoiam a modalidade atual.
Alguns grupos, especialmente setores mais conservadores, defendem o saque-aniversário como uma ferramenta de autonomia financeira.
Assim, o governo terá o desafio de construir um consenso para aprovar a mudança, apresentando argumentos que mostrem as vantagens do novo sistema para os trabalhadores e a economia.
O que acontece com quem já utilizou o saque-aniversário?
Para os trabalhadores que já utilizaram o saque-aniversário, as regras ainda estão em fase de definição. No entanto, informações preliminares indicam que não haverá punições para quem optou pela modalidade, e a transição para o saque-rescisão será feita automaticamente.
Isso significa que, após a aprovação da mudança, os trabalhadores poderão retornar ao modelo tradicional sem perder o direito ao saldo integral do FGTS em caso de demissão.
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O governo também estuda formas de compensar os trabalhadores que utilizaram o saque-aniversário e que poderiam ter optado pelo saque-rescisão. Embora o novo sistema de crédito seja uma alternativa em análise, ainda não está claro como ele será implantado e se será bem aceito pela população.
Alternativas para o futuro: o crédito consignado pelo FGTS

Como parte da transição, o governo busca implementar o crédito consignado com garantia do FGTS, uma proposta que permitiria aos trabalhadores obter recursos financeiros sem precisar sacar diretamente o saldo do fundo.
Essa linha de crédito poderia ser utilizada para emergências ou planejamentos financeiros, mas ainda depende de regulamentações e convênios entre o governo e instituições financeiras.
A proposta do crédito consignado visa dar maior flexibilidade ao trabalhador, que poderia utilizar o saldo como garantia para empréstimos a juros baixos, mantendo o saldo do FGTS em conta. Isso pode beneficiar aqueles que buscam acesso a crédito sem abrir mão da segurança oferecida pelo fundo em casos de demissão.
Como ficam os trabalhadores que não aderiram ao saque-aniversário?
Os trabalhadores que não optaram pelo saque-aniversário não serão afetados diretamente pela mudança, já que permanecem automaticamente no saque-rescisão, modelo padrão do FGTS. Dessa forma, eles continuarão a ter acesso ao saldo integral em casos de demissão sem justa causa e não precisarão realizar nenhuma transição.
Essa medida de encerramento do saque-aniversário deve afetar mais de 35 milhões de trabalhadores que aderiram ao sistema desde sua criação. Com a proposta de mudança, o governo pretende, portanto, focar em uma política que ofereça maior proteção financeira aos brasileiros em momentos de vulnerabilidade econômica.
Imagem: Arquivo / Agência Brasil

