Trabalhadores que residem em municípios brasileiros atingidos por desastres naturais já podem acessar um recurso essencial para enfrentar perdas materiais e reorganizar a rotina financeira. O Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) permite a retirada de até R$ 6.220, conforme regras definidas pela Caixa Econômica Federal e pelo Conselho Curador do FGTS.
FGTS emergencial de até R$ 6.220 no app pode aliviar famílias
Trabalhadores podem sacar até R$ 6.220 do FGTS por calamidade. Veja quem tem direito, prazos, cidades liberadas e como pedir pelo app.
A liberação ocorre de forma emergencial sempre que um município tem situação de calamidade pública ou emergência reconhecida oficialmente pelo governo federal, após laudo da Defesa Civil. O pedido é feito de maneira totalmente digital, sem necessidade de ir a uma agência bancária, utilizando o aplicativo FGTS e, em muitos casos, o Caixa Tem.
A medida reforça o papel do FGTS como uma reserva de proteção social em momentos críticos, especialmente em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes no Brasil, como enchentes, deslizamentos, vendavais e inundações.
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O que é o saque calamidade do FGTS
O Saque Calamidade é uma modalidade especial de retirada do FGTS criada para atender trabalhadores que tiveram suas residências afetadas por eventos naturais de grande impacto. Diferentemente de outras formas de saque, ele não depende de demissão ou aposentadoria.
O valor máximo liberado é de R$ 6.220 por evento, limitado ao saldo disponível na conta vinculada do trabalhador. Caso o saldo seja inferior, o saque será parcial, respeitando o montante existente.
A liberação só ocorre após o reconhecimento formal da calamidade pelo governo federal, com base nas informações enviadas pela prefeitura e validadas pela Defesa Civil Nacional.
Quem pode solicitar o saque calamidade
O acesso ao benefício não é automático e depende do cumprimento de critérios específicos definidos pela Caixa e pela legislação do FGTS.
Requisitos básicos para ter direito
O trabalhador precisa atender simultaneamente às seguintes condições:
- Residir em município com estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecida oficialmente
- Ter saldo disponível em conta do FGTS
- Comprovar que o imóvel residencial foi afetado pelo desastre
- Não ter realizado saque calamidade nos últimos 12 meses, salvo exceções previstas em norma específica
A residência atingida deve ser o local de moradia do trabalhador, não sendo permitido o saque para imóveis de veraneio, casas alugadas para terceiros ou estabelecimentos comerciais.
Tipos de desastres que dão direito ao saque
A legislação e as normas operacionais da Caixa abrangem uma ampla gama de eventos, incluindo:
- Enchentes, alagamentos e inundações
- Temporais e chuvas intensas
- Vendavais, ciclones e tornados
- Granizo
- Deslizamentos de terra
- Rompimento de barragens com impacto residencial
Essa abrangência busca atender diferentes realidades regionais, considerando os riscos climáticos recorrentes em diversas partes do país.
Prazo para solicitar o benefício
O trabalhador tem até 90 dias, contados a partir da data de reconhecimento oficial da calamidade pelo governo federal, para solicitar o saque. Após esse período, o sistema bloqueia automaticamente a opção.
Por isso, é fundamental acompanhar os comunicados da prefeitura, da Defesa Civil e do próprio aplicativo FGTS, que informa quando o município passa a constar como habilitado.
Como solicitar o saque calamidade pelo celular
A Caixa simplificou o processo para garantir agilidade no acesso ao dinheiro, evitando filas e deslocamentos em um momento de fragilidade social.
Passo a passo no aplicativo FGTS
O procedimento é feito integralmente pelo celular:
- Acesse o aplicativo FGTS
- Selecione a opção “Meus saques”
- Clique em “Outras situações de saque”
- Escolha “Calamidade pública”
- Selecione o município afetado
- Informe a forma de recebimento do valor
O crédito pode ser feito em conta bancária de qualquer instituição ou diretamente no Caixa Tem, facilitando o uso imediato dos recursos.
Envio de documentos digitais
Durante a solicitação, o sistema solicitará o envio de imagens legíveis dos documentos exigidos. A análise costuma ser rápida quando as informações estão corretas, com liberação do valor em poucos dias após a validação.
Documentos exigidos para liberação
A apresentação correta da documentação é essencial para evitar atrasos ou indeferimentos no pedido.
Documentos obrigatórios
São exigidos:
- Documento de identidade com foto (RG, CNH ou passaporte)
- Comprovante de residência emitido até 120 dias antes do evento
- Selfie segurando o documento de identidade
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O comprovante deve estar em nome do trabalhador. Caso esteja em nome de cônjuge ou familiar direto, é necessário anexar documento que comprove o vínculo, como certidão de casamento ou união estável.
Situações excepcionais
Em casos em que o trabalhador perdeu todos os documentos devido ao desastre, a prefeitura pode emitir uma declaração oficial de residência, aceita pela Caixa como alternativa temporária.
Cidades com saque calamidade liberado em 2026
A liberação ocorre de forma escalonada, conforme o reconhecimento das situações de emergência. Em 2026, diversos municípios já contam com prazos ativos para solicitação.
Entre os exemplos com datas definidas estão:
- BA: Jaguarari (até 10/02/2026)
- PR: Alto Piquiri e Quarto Centenário (até 10/02/2026)
- MG: Sacramento (até 17/02/2026)
- SC: Nova Veneza (até 17/02/2026)
- RS: Sarandi (até 17/02/2026)
- AC: Feijó e Tarauacá (até 14/04/2026)
A lista completa é atualizada diretamente no aplicativo FGTS. Caso o município ainda não apareça, o recomendado é procurar a prefeitura para verificar se a documentação já foi enviada à Caixa.
Regra dos 12 meses e exceções
Em regra, o trabalhador só pode realizar um saque calamidade a cada 12 meses. Essa limitação busca preservar o fundo e garantir equilíbrio financeiro ao sistema.
Exceção para o Rio Grande do Sul
Devido às enchentes de grandes proporções que atingiram o estado, o governo federal flexibilizou a regra, dispensando o intervalo mínimo de 12 meses para trabalhadores de municípios gaúchos com calamidade reconhecida.
Essa exceção demonstra a adaptação das políticas públicas diante de eventos extremos e reforça a importância de acompanhar normas específicas aplicáveis a cada região.
Papel do Caixa Tem no acesso aos recursos
Quando o valor é creditado no Caixa Tem, o trabalhador pode utilizar o dinheiro para pagamentos, transferências, compras com cartão virtual ou saques em espécie. A plataforma tem sido essencial para ampliar o acesso a benefícios sociais e garantir rapidez na liberação dos recursos.
O uso do aplicativo reduz custos operacionais, aumenta a segurança e permite que o dinheiro chegue com mais eficiência a quem realmente precisa.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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