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Temporal com ventos de até 160 km/h permite saque do FGTS em áreas afetadas

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 7 min de leitura
FGTS

Moradores de quatro cidades do interior de São Paulo atingidos pelo forte temporal registrado no fim de julho poderão sacar parte do saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida atende trabalhadores de Dumont, Guariba, Ribeirão Preto e Taquaritinga, conforme a habilitação dos municípios para o saque calamidade.

O benefício permite retirar até R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo existente. Para ter acesso, o trabalhador também precisa cumprir as demais regras da modalidade, entre elas não ter realizado outro saque calamidade pelo mesmo motivo nos 12 meses anteriores.

Os prazos são diferentes para cada município. Por isso, quem mora em uma das áreas atingidas deve conferir a data limite antes de fazer a solicitação. O pedido pode ser realizado pelo aplicativo FGTS, com possibilidade de receber o dinheiro em uma conta bancária sem cobrança de tarifa.

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Quais cidades terão direito ao saque calamidade do FGTS?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A liberação alcança quatro municípios da região de Ribeirão Preto atingidos pelo temporal. Os prazos informados para solicitar o benefício são:

MunicípioPrazo para solicitar
Dumont23 de outubro de 2026
Guariba25 de outubro de 2026
Ribeirão Preto23 de outubro de 2026
Taquaritinga22 de outubro de 2026

A relação oficial do FGTS confirma Dumont e Guariba entre os municípios paulistas habilitados para o saque calamidade, com prazos de 23 e 25 de outubro, respectivamente. A lista de municípios pode ser atualizada conforme novas habilitações e informações encaminhadas pelas prefeituras.

Em Ribeirão Preto, a liberação está vinculada às áreas afetadas identificadas pelo município. Isso significa que a autorização não necessariamente alcança automaticamente todos os moradores da cidade: o endereço residencial precisa estar dentro da área cadastrada para o benefício.

Quanto é possível sacar do FGTS?

O limite do saque calamidade é de R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS, e não necessariamente esse valor estará disponível para todos os trabalhadores.

Na prática, o trabalhador poderá retirar o saldo existente na conta, respeitando o limite estabelecido. Quem tiver, por exemplo, R$ 3 mil disponíveis em uma conta elegível não poderá sacar R$ 6.220; nesse caso, o valor máximo será o saldo disponível.

A regra também estabelece intervalo mínimo de 12 meses entre saques realizados pela mesma modalidade em razão de diferentes eventos de desastre natural.

Quem pode fazer o saque calamidade?

O saque é destinado ao trabalhador que tenha sido atingido por um desastre natural e que resida em área oficialmente reconhecida como afetada.

Entre os eventos que podem dar origem à modalidade estão enchentes, alagamentos, enxurradas, granizo, vendavais, tempestades, tornados e outros fenômenos classificados como desastres naturais.

Além de morar em uma área habilitada, é necessário ter saldo disponível no FGTS e respeitar o intervalo mínimo de 12 meses caso tenha feito saque calamidade anteriormente.

Como solicitar o saque calamidade pelo aplicativo FGTS?

O pedido pode ser feito de forma digital, sem necessidade de comparecer inicialmente a uma agência da Caixa.

No aplicativo FGTS, o trabalhador deve acessar a área de saques e selecionar a opção referente à calamidade pública. Em seguida, será necessário informar o município, o endereço e anexar a documentação solicitada.

O procedimento inclui:

  1. acessar o aplicativo FGTS;
  2. selecionar “Solicitar seu saque 100% digital” ou entrar em “Saques” e escolher “Solicitar saque”;
  3. selecionar “Calamidade pública”;
  4. informar o município e selecionar a cidade;
  5. preencher o CEP e o número da residência;
  6. anexar documento de identificação;
  7. apresentar o comprovante de residência exigido;
  8. escolher a conta bancária para receber o dinheiro;
  9. conferir os dados e enviar a solicitação.

A Caixa analisa a documentação antes de liberar o crédito. O dinheiro pode ser depositado em conta da própria Caixa ou de outra instituição financeira, sem cobrança pelo serviço.

Quais documentos são necessários?

Entre os documentos exigidos estão o documento de identificação e um comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido dentro dos 120 dias anteriores à decretação da situação de emergência ou calamidade.

Podem ser utilizados, conforme as regras da Caixa, documentos como contas de água, luz, telefone ou gás, além de determinados extratos bancários e carnês.

Quando o comprovante está no nome do cônjuge ou companheiro, também pode ser necessário apresentar certidão de casamento ou escritura pública de união estável.

A Caixa também prevê alternativas para situações em que o trabalhador não possui um comprovante de residência convencional. Nesses casos, podem ser aceitas declarações específicas, sujeitas à validação das informações.

O temporal provocou estragos em Ribeirão Preto e região

O vendaval registrado na madrugada de 24 de julho provocou uma onda de destruição em Ribeirão Preto e municípios próximos. O fenômeno atingiu estruturas urbanas, derrubou árvores e provocou interrupções em serviços essenciais.

Em Ribeirão Preto, o temporal deixou milhares de pessoas afetadas e provocou danos em vias públicas, imóveis, escolas, unidades de saúde e na infraestrutura de energia elétrica. A cidade também registrou a morte de um homem de 75 anos após o desabamento de um galpão sobre a residência.

O episódio atingiu ainda municípios como Dumont, Guariba, Taquaritinga, Pradópolis e Barrinha. Segundo informações divulgadas após o evento, as rajadas chegaram a aproximadamente 160 km/h em medições do Instituto Agronômico (IAC).

A dimensão dos danos foi um dos fatores que levou os municípios afetados a buscar o reconhecimento necessário para permitir medidas de auxílio aos moradores.

Por que o saque calamidade depende da habilitação do município?

O saque não é liberado simplesmente porque uma cidade sofreu uma tempestade. Existe um procedimento formal para que os moradores possam acessar os recursos.

Primeiro, o poder público municipal deve decretar a situação de emergência ou calamidade quando houver fundamento para isso. Depois, é necessário o reconhecimento federal por meio de portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, além da entrega das informações exigidas à Caixa.

Somente depois dessas etapas o município fica habilitado para que os trabalhadores atingidos solicitem o saque. A Caixa mantém uma relação de municípios habilitados e respectivos prazos para o pedido.

O que fazer se o endereço ainda não aparecer?

No caso de municípios em que a liberação depende da identificação das áreas atingidas, o trabalhador deve conferir se o endereço consta entre aqueles cadastrados.

Em Ribeirão Preto, novos endereços podem ser acrescentados conforme o município encaminhar atualizações das áreas afetadas à instituição financeira. Por isso, quem foi atingido pelo temporal, mas ainda não conseguiu solicitar o benefício, deve acompanhar eventuais atualizações da prefeitura e da Caixa.

Também é recomendável não deixar o pedido para os últimos dias. Como a solicitação envolve envio e análise de documentos, eventuais inconsistências podem exigir uma nova providência antes da liberação.

Saque calamidade tem prazo para acabar?

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Imagem: Reprodução

Sim. A autorização não fica disponível indefinidamente. Cada município possui um prazo específico para que os trabalhadores façam a solicitação.

Para os municípios mencionados nesta liberação, as datas informadas são 22, 23 e 25 de outubro de 2026, dependendo da cidade.

A regra geral do FGTS também estabelece que o pedido de saque calamidade deve ser feito dentro do período autorizado após o reconhecimento oficial da situação de emergência ou calamidade.

Por isso, o trabalhador que já sabe que seu endereço está entre os habilitados deve reunir os documentos e fazer a solicitação o quanto antes.

Conclusão

O saque calamidade representa uma forma de utilizar recursos já depositados no FGTS para ajudar trabalhadores que tiveram suas residências atingidas por desastres naturais. Em São Paulo, moradores das áreas habilitadas de Dumont, Guariba, Ribeirão Preto e Taquaritinga poderão solicitar a retirada dentro dos prazos definidos.

O valor pode chegar a R$ 6.220 por conta vinculada, desde que exista saldo suficiente e sejam atendidas as condições da modalidade.

Quem estiver entre os beneficiários deve acessar o aplicativo FGTS, verificar se o município e o endereço estão habilitados e separar a documentação necessária. Também é fundamental observar o prazo específico da cidade para não perder a oportunidade de solicitar o recurso.

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