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FGTS autoriza saque-calamidade em cidades paulistas

Trabalhadores de cidades afetadas por chuvas em São Paulo podem sacar até R$ 6.220 do FGTS por calamidade. Veja quem tem direito e como solicitar.

Julia FernandesPor Julia Fernandes5 min de leitura
FGTS

Trabalhadores que vivem em municípios do estado de São Paulo afetados por fortes chuvas já podem solicitar o saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em março de 2026. A liberação ocorre após o reconhecimento oficial da situação de emergência ou calamidade pública por parte do Governo Federal.

Esse mecanismo permite que moradores das áreas atingidas retirem parte do saldo disponível no FGTS para lidar com prejuízos causados por eventos climáticos extremos, como enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

A medida é operacionalizada pela Caixa Econômica Federal e funciona como um apoio financeiro emergencial. O trabalhador pode retirar até R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS, respeitando o limite do saldo disponível.

Nos últimos anos, o saque calamidade tem sido utilizado com frequência no Brasil devido ao aumento de eventos climáticos severos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.

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Cidades de São Paulo com saque liberado

Entre os municípios paulistas que tiveram a liberação confirmada estão:

  • Iepê
  • Martinópolis
  • Osvaldo Cruz

Essas cidades registraram chuvas fortes que provocaram alagamentos e danos estruturais em diversas regiões urbanas e rurais. Após a análise dos relatórios enviados pelas prefeituras e pela Defesa Civil, a situação de emergência foi reconhecida, permitindo o acesso ao benefício.

Com isso, trabalhadores que possuem saldo no FGTS e residem nas áreas atingidas podem solicitar o saque emergencial.

Prazo para solicitar o saque

O prazo para solicitar o saque calamidade é limitado. Nos casos recentes dessas cidades paulistas, os trabalhadores podem realizar o pedido até 30 de março de 2026.

Após essa data, o sistema deixa de aceitar solicitações relacionadas ao evento climático que motivou a liberação do saque.

Por esse motivo, especialistas recomendam que os moradores que têm direito ao benefício façam o pedido o quanto antes para evitar a perda do prazo.

Quanto é possível sacar do FGTS

O valor máximo permitido no saque calamidade é de R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS, desde que o trabalhador tenha saldo disponível.

Alguns exemplos ajudam a entender como funciona:

  • se o trabalhador tiver R$ 2.000 no FGTS, poderá sacar todo o valor;
  • se tiver R$ 6.000, poderá retirar os R$ 6.000;
  • se tiver R$ 10 mil ou mais, o saque será limitado a R$ 6.220.

Outra regra importante é que o saque calamidade não pode ser solicitado repetidamente em curto período. Em geral, é necessário respeitar um intervalo mínimo entre solicitações relacionadas ao mesmo tipo de evento.

Quem tem direito ao saque-calamidade

Para ter acesso ao saque emergencial do FGTS, o trabalhador precisa cumprir alguns critérios básicos.

Entre eles:

  • morar em área afetada por desastre natural reconhecido oficialmente;
  • possuir saldo disponível em conta do FGTS;
  • apresentar comprovante de residência na região atingida;
  • realizar a solicitação dentro do prazo estabelecido.

O comprovante de residência normalmente deve ter sido emitido antes da decretação da situação de emergência, geralmente até 120 dias antes da ocorrência do desastre.

Essa regra existe para evitar fraudes e garantir que o benefício seja direcionado apenas aos moradores realmente impactados.

Como solicitar o saque-calamidade do FGTS

Atualmente, a solicitação pode ser feita totalmente pelo celular, por meio do aplicativo oficial do FGTS, sem necessidade de comparecer a uma agência bancária.

Passo a passo pelo aplicativo

O procedimento funciona da seguinte forma:

  1. Abrir o aplicativo FGTS no celular;
  2. Fazer login com CPF e senha cadastrada;
  3. Acessar a área de saques disponíveis;
  4. Selecionar a opção “calamidade pública”;
  5. Informar o município atingido;
  6. Enviar os documentos solicitados;
  7. Indicar uma conta bancária para receber o valor.

Após o envio das informações, o pedido passa por análise. Se tudo estiver correto, o valor é depositado diretamente na conta indicada pelo trabalhador.

Documentos necessários

Entre os documentos normalmente exigidos estão:

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  • documento oficial de identidade com foto;
  • comprovante de residência;
  • fotografia segurando o documento de identificação para validação digital.

Caso o comprovante esteja em nome do cônjuge ou de outro familiar, pode ser necessário apresentar documentos adicionais que comprovem o vínculo.

Por que o saque calamidade existe

O saque calamidade foi criado para permitir que trabalhadores tenham acesso rápido ao dinheiro do FGTS em situações emergenciais.

Quando ocorrem enchentes ou deslizamentos, muitas famílias precisam lidar com gastos imediatos, como:

  • reparos em casas danificadas;
  • substituição de móveis e eletrodomésticos;
  • compra de materiais de construção;
  • pagamento de despesas urgentes.

Ao liberar parte do saldo do FGTS, o objetivo é reduzir o impacto financeiro causado pelos desastres naturais e facilitar a recuperação das famílias afetadas.

Impacto para moradores e economia local

Além de ajudar diretamente os trabalhadores, o saque calamidade também contribui para a recuperação econômica das cidades atingidas.

Quando os moradores conseguem acessar recursos do FGTS, o dinheiro passa a circular no comércio local. Muitos utilizam o valor para reformar casas, comprar materiais de construção ou substituir itens perdidos durante as enchentes.

Esse movimento ajuda a impulsionar setores como comércio, serviços e construção civil, acelerando a recuperação das regiões afetadas.

O que fazer se sua cidade for incluída

Caso um município decrete situação de emergência após um desastre natural, os moradores devem acompanhar as comunicações oficiais da prefeitura e dos órgãos responsáveis.

Somente após a habilitação da cidade no sistema do FGTS é que os trabalhadores poderão solicitar o saque calamidade.

Por isso, é importante verificar regularmente se o município foi incluído na lista de localidades autorizadas.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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