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Medida pode beneficiar quem ganha até 5 salários mínimos

Governo avalia liberar até 20% do FGTS para pagar dívidas. Veja quem pode sacar, como funcionará e impactos para trabalhadores.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
FGTS

O governo federal estuda uma nova medida que pode permitir aos trabalhadores brasileiros sacar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. A proposta, em discussão na equipe econômica, tem como foco principal aliviar o alto nível de endividamento das famílias no país.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, a iniciativa deve beneficiar principalmente trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos — um grupo que representa mais de 90% dos empregados formais no Brasil.

A proposta ainda está em fase de análise e pode passar por ajustes antes de ser oficialmente anunciada.

Quem poderá sacar até 20% do FGTS?

Leia mais: FGTS pode ter saque de até 20% para quitar débitos

Critério de renda

Na prática, isso inclui:

  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT)
  • Quem possui dívidas em atraso ou em processo de renegociação

Quantidade de trabalhadores beneficiados

Estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros possam ser impactados por um pacote mais amplo de medidas de crédito e renegociação de dívidas.

Além disso, projeções indicam que cerca de 10 milhões de trabalhadores poderiam acessar diretamente recursos do FGTS nessa modalidade específica.

Como funcionará o saque do FGTS para dívidas?

Limite de saque

A proposta prevê a liberação de até 20% do saldo disponível na conta do FGTS. Ou seja:

  • Se o trabalhador tiver R$ 5.000 no FGTS, poderá sacar até R$ 1.000
  • Se tiver R$ 10.000, poderá retirar até R$ 2.000

O valor seria destinado exclusivamente para o pagamento de dívidas, possivelmente com intermediação de instituições financeiras.

Uso direcionado

Diferente do saque-aniversário ou saque extraordinário, essa modalidade deve ter uso vinculado. Isso significa que:

  • O dinheiro não será liberado livremente na conta
  • O valor poderá ser direcionado diretamente para quitar ou renegociar dívidas
  • Pode haver integração com bancos ou plataformas de renegociação

Descontos e juros menores: o foco do governo

Um dos principais pilares da proposta é a renegociação das dívidas com condições mais favoráveis.

Descontos de até 90%

O governo pretende estimular acordos com grandes descontos. Em alguns casos, a redução da dívida pode chegar a até 90%.

Exemplo prático:

  • Dívida original: R$ 10.000
  • Desconto de 90%: dívida cai para R$ 1.000

Esse tipo de negociação já é comum em feirões de crédito e programas como o Desenrola Brasil.

Redução de juros

Além do desconto, a proposta prevê juros mais baixos nas renegociações, com taxas entre 2% e 2,5% ao mês — bem inferiores às praticadas em dívidas rotativas, como cartão de crédito.

Para viabilizar essas condições, o governo deve usar mecanismos de garantia, como o Fundo de Garantia de Operações (FGO), reduzindo o risco para os bancos.

Impacto econômico da medida

Liberação de bilhões na economia

Estimativas iniciais apontam que cerca de R$ 7 bilhões podem ser liberados por meio do FGTS para essa finalidade.

Esse volume de recursos pode:

  • Reduzir a inadimplência
  • Estimular o consumo
  • Melhorar a saúde financeira das famílias

Sustentabilidade do FGTS

Um dos pontos de atenção é o impacto no próprio fundo. No entanto, a equipe econômica afirma que o limite de 20% foi pensado justamente para não comprometer a sustentabilidade do FGTS, que financia áreas como habitação e infraestrutura.

Vantagens e riscos para o trabalhador

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Benefícios

  • Possibilidade de quitar dívidas com desconto elevado
  • Redução de juros abusivos
  • Melhora do score de crédito
  • Alívio financeiro no curto prazo

Pontos de atenção

  • Redução da reserva do FGTS
  • Menor proteção em caso de demissão
  • Possível uso inadequado do recurso se não houver controle

Especialistas recomendam que o trabalhador avalie bem antes de aderir, priorizando dívidas com juros mais altos.

Quando a medida pode começar

Até o momento, a proposta ainda não tem data oficial de implementação. O governo segue em negociação com instituições financeiras e avaliando os detalhes operacionais.

Caso seja aprovada, a liberação dependerá de regulamentação específica e definição de canais para solicitação.

Como se preparar desde já

Mesmo antes da aprovação, o trabalhador pode tomar algumas medidas:

Organizar as dívidas

  • Levantar todas as dívidas em aberto
  • Identificar aquelas com juros mais altos
  • Priorizar negociações

Acompanhar o saldo do FGTS

  • Consultar pelo aplicativo oficial do FGTS
  • Verificar valores disponíveis
  • Entender quanto poderia sacar

Ficar atento a anúncios oficiais

É fundamental acompanhar informações divulgadas pelo governo para evitar golpes ou informações falsas.

Considerações finais

A proposta de liberar até 20% do FGTS para pagamento de dívidas surge como uma tentativa de enfrentar o alto nível de inadimplência no Brasil. Com foco nos trabalhadores de menor renda, a medida pode oferecer uma alternativa concreta para reorganizar a vida financeira, especialmente se combinada com descontos expressivos e juros mais baixos.

No entanto, como qualquer política que envolve recursos do FGTS, é essencial avaliar os impactos individuais antes de aderir. O uso consciente do benefício pode ser a chave para transformar uma dívida impagável em uma solução viável.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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