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2030 pode ser devastador para a saúde dos jovens, aponta estudo inédito

Descubra os riscos alarmantes à saúde dos jovens até 2030 e saiba como agir para evitar essa crise global. Leia agora!

Avatar de Ellen D'Alessandro Ellen D'Alessandro · · 5 min de leitura
Jovem

Um estudo inédito publicado pela Comissão Lancet 2025 acendeu um alerta vermelho para o futuro da juventude global.

Segundo o relatório, divulgado no dia 20 de maio, até o ano de 2030, um em cada quatro adolescentes de 10 a 24 anos poderá conviver com obesidade ou transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

Esse cenário representa não apenas um desafio de saúde pública, mas um sinal de alerta para governos, instituições de saúde, escolas e famílias em todo o mundo.

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Um problema global com impacto desigual

Saúde
Imagem: Martin Lauge Villadsen / Shutterstock.com

O documento, que será apresentado oficialmente na 78ª Assembleia Mundial da Saúde da OMS, em Genebra, foi desenvolvido por 44 especialistas e 10 jovens com atuação internacional.

Os dados indicam que mais de 464 milhões de adolescentes viverão com sobrepeso ou obesidade ao final da década — um aumento de 143 milhões em relação a 2015.

Regiões mais afetadas

A crise da obesidade afeta o mundo de maneira desigual:

  • Países de alta renda;
  • América Latina;
  • Caribe;
  • Norte da África;
  • Oriente Médio.

Essas regiões concentram os maiores índices de excesso de peso entre adolescentes, reflexo de hábitos alimentares precários, urbanização rápida e falta de políticas públicas eficazes de prevenção.

Transtornos mentais em ascensão

Depressão e ansiedade lideram os diagnósticos

Embora a mortalidade entre adolescentes tenha caído nas últimas duas décadas, os transtornos mentais continuam crescendo de forma preocupante. Segundo a comissão, os principais problemas incluem:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Transtornos alimentares;
  • Automutilação;
  • Tentativas de suicídio.

Além da crescente pressão acadêmica, o uso excessivo de redes sociais e a falta de acesso a serviços de saúde mental agravam o cenário.

Falta de investimento compromete o futuro

Apesar de representarem 24% da população global, os adolescentes recebem apenas 2,4% dos investimentos internacionais em saúde e desenvolvimento. A comissão alerta que, sem mudanças estruturais, o quadro pode se tornar irreversível.

“Com o envelhecimento da população e a queda nas taxas de fertilidade, a saúde dos adolescentes se torna ainda mais crucial”, afirmou Peter Azzopardi, do Instituto Murdoch e coautor do estudo.

Outros riscos em destaque no relatório

Exposição a doenças evitáveis

A previsão é que quase 1 bilhão de adolescentes estará exposto a condições evitáveis, como:

  • HIV/Aids;
  • Gravidez precoce;
  • Violência;
  • Insegurança alimentar.

Desigualdade e retrocessos sociais

Outros fatores preocupantes incluem:

  • Desigualdade de gênero;
  • Insegurança digital;
  • Violação de direitos reprodutivos;
  • Falta de acesso à educação sexual e à saúde pública.

Crise climática e impactos futuros

A crise climática também aparece como um fator de risco severo. De acordo com o relatório:

  • Até 2100, cerca de 1,9 bilhão de adolescentes viverá sob os efeitos do aquecimento global.
  • Entre os impactos estão: ondas de calor, escassez de água e insegurança alimentar.

Quais são as causas da crise na saúde dos jovens?

Falta de políticas públicas eficazes

A ausência de políticas focadas na juventude contribui para:

  • Diagnósticos tardios;
  • Falta de prevenção;
  • Subfinanciamento da saúde mental.

Influência da tecnologia

O uso excessivo de telas, redes sociais e a hiperconectividade afetam diretamente a saúde emocional dos adolescentes. A insegurança digital, como cyberbullying e exposição a conteúdos nocivos, também é citada como agravante.

Urbanização acelerada e alimentação inadequada

O acesso facilitado a alimentos ultraprocessados e o sedentarismo urbano são fatores que impulsionam a obesidade juvenil, especialmente em países em desenvolvimento.

O que pode ser feito para evitar essa crise?

Ações multissetoriais são urgentes

A comissão defende uma abordagem multissetorial, envolvendo:

  • Governo;
  • Setor privado;
  • Escolas;
  • Famílias;
  • Próprios jovens.

Propostas do relatório

Entre as ações sugeridas, estão:

  • Investimento direto em saúde mental e nutrição;
  • Criação de ambientes escolares seguros;
  • Inclusão dos jovens no processo decisório;
  • Acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva;
  • Monitoramento global com indicadores de progresso.

Escuta ativa dos jovens

A participação dos próprios adolescentes na elaboração de políticas públicas é considerada essencial para tornar as soluções eficazes e viáveis a longo prazo.

Avanços que merecem destaque

Mulher jovem olhando celular e comemorando com uma mão
Imagem: Antonio Guillem / Shutterstock.com

Apesar do cenário preocupante, o relatório reconhece alguns progressos:

  • Redução do tabagismo entre adolescentes;
  • Queda no uso de álcool;
  • Melhora no acesso à educação básica, especialmente para meninas.

Esses avanços mostram que, com políticas bem direcionadas, é possível reverter indicadores negativos e garantir um futuro mais saudável para a juventude.

Conclusão: um chamado à ação global

O estudo da Comissão Lancet 2025 deixa claro que o mundo está diante de uma crise silenciosa que pode se tornar devastadora até 2030. O impacto será sentido em todas as esferas — saúde, educação, trabalho, economia e meio ambiente.

Com apenas 2,4% dos investimentos globais em saúde voltados para adolescentes, é urgente repensar estratégias e ampliar recursos para essa faixa etária que representa o futuro da sociedade.

Hora de agir é agora

Com dados claros, metas viáveis e propostas práticas, o relatório serve como um chamado à ação. Garantir saúde física e mental para adolescentes é garantir o desenvolvimento sustentável de todo o planeta.

Imagem: Freepik

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