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Sebrae vai oferecer empréstimos em nova fintech criada pela empresa

A nova fintech do Sebrae terá capital inicial de R$ 600 milhões, valor bastante diferente da média de outras empresas.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Celular com logo do Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está prestes a ampliar seu portfólio de serviços. A entidade recebeu autorização do Banco Central para oferecer empréstimos a partir de sua nova fintech, a Sebraecred, que terá capital inicial de R$ 600 milhões.

O Sebrae nunca tinha atuado diretamente na concessão de crédito ao seu público, mas, sim, com consultoria a pequenas empresas e como operador do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Agora, após receber permissão do BC para constituir uma sociedade de crédito direto (SCD), o cenário será alterado.

Capital inicial da fintech do Sebrae difere da média de outras empresas

Além de ser muito grande, o capital da fintech do Sebrae difere da média das SCDs. Isso porque normalmente essas empresas iniciam com o mínimo regulatório de R$ 1 milhão e vão crescendo aos poucos. Ou seja, o valor inicial da entidade será seiscentas vezes maior que o geralmente é visto em outras instituições.

Na área de crédito, uma das principais iniciativas do Sebrae é o Fampe. O serviço de apoio atua como avalista em operações de crédito para pequenas empresas realizadas por mais de 20 instituições financeiras como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, entre outras. Segundo o fundo, já foram apoiadas quase 480 mil operações, viabilizando R$ 25,3 bilhões em crédito.

Ao portal Terra, Bruno Diniz, especialista em inovação financeira e sócio da consultoria Spiralem, afirmou que a novidade seria uma estratégia complementar ao que o Sebrae já realiza atualmente. Além disso, Diniz disse que a entidade pode “ter uma linha de atuação que talvez poucas fintechs topem”.

Nova fintech do Sebrae: entenda como funciona a autorização concedida pelo BC

A Sociedade de Crédito Direto (SCD) é um dos dois tipos de fintechs de crédito para intermediação entre credores e devedores através de negociações feitas em meio eletrônico. Por isso, para começar a atuar na área, as startups financeiras que desejam operar como SCD devem pedir autorização ao BC. Foi exatamente isso que o Sebrae precisou fazer.

De acordo com o BC, o modelo de negócio da SCD é caracterizado pela realização de operações de crédito, através de plataforma online, com recursos próprios. Dessa forma, esse tipo de empresa não pode captar recursos do público. 

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Para a escolha de seus potenciais clientes, as SCDs devem levar em conta critérios verificáveis, consistentes e transparentes, e os aspectos importantes para avaliação do risco de crédito. Confira abaixo quais serviços, além de operações de crédito, essas empresas podem prestar:

  • Análise de crédito para terceiros;
  • Distribuição de seguro ligado a operações concedidas por ela através de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica; e
  • Cobrança de crédito de terceiro.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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