Após a aprovação histórica da reforma tributária sobre o consumo neste ano, o Congresso Nacional já se prepara para a segunda fase. Essa fase focará nas mudanças no Imposto de Renda em 2024. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, aprovada anteriormente, estabelece um prazo de 90 dias para a apresentação de propostas de alteração na taxação sobre a renda.
Especialistas destacam que esta fase da reforma tributária representa uma oportunidade crucial para corrigir distorções e promover uma maior justiça no sistema de impostos brasileiro. A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) avalia que a aprovação da alteração constitucional sobre o sistema tributário de consumo é um avanço significativo. Abrindo caminho para reformas igualmente importantes na taxação sobre a renda.
Reforma do Imposto de Renda
Atualmente, a carga tributária sobre a renda no Brasil representa apenas 6,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Uma cifra notavelmente inferior à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 10,6% do PIB. A discussão sobre a tributação recai sobre temas como a taxação da distribuição de lucros e dividendos, a possibilidade de alíquotas maiores para rendas mais altas.

A reformulação do Imposto de Renda representa uma das principais metas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visando integrar os indivíduos de menor renda no sistema orçamentário e aumentar a contribuição fiscal por parte dos mais afluentes. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfatizou a necessidade de cuidado e reflexão na abordagem da reforma, destacando a complexidade do tema.
Possíveis mudanças em debate
Dentre os temas em debate para a segunda fase da reforma tributária estão a taxação da distribuição de lucros e dividendos, alíquotas mais elevadas para rendas mais altas e a situação das empresas. Além de, a questão da “pejotização”, o estabelecimento de limites de isenção para pessoas físicas e a revisão das deduções para saúde, educação e idosos. O governo também avalia a possibilidade de reduzir benefícios fiscais e propor uma diminuição da alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ).
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Enquanto a reforma tributária sobre o consumo já representa um avanço significativo. A segunda fase, focada no Imposto de Renda, promete ser um terreno complexo, exigindo cautela e equilíbrio. Assim, a expectativa é que as mudanças propostas contribuam para um sistema tributário mais equitativo e alinhado com as necessidades socioeconômicas do país.
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com
