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Segunda parcela do 13º do INSS pode fortalecer o orçamento; veja como usar

Saiba como usar a segunda parcela do 13º do INSS para quitar dívidas, organizar as finanças, criar uma reserva e investir na qualidade de vida.

Julia FernandesPor Julia Fernandes5 min de leitura
13º Salário

A antecipação do 13º salário dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) representou um importante reforço no orçamento de milhões de brasileiros em 2026. A segunda parcela do abono anual foi paga entre os dias 25 de maio e 8 de junho, conforme o número final do benefício, contemplando mais de 35 milhões de segurados e movimentando cerca de R$ 39 bilhões na economia brasileira.

Embora muitos beneficiários utilizem esse valor para despesas do dia a dia, especialistas em educação financeira recomendam aproveitar o recurso de forma estratégica. Quitar dívidas, formar uma reserva de emergência e investir em saúde estão entre os principais destinos indicados para o dinheiro extra, principalmente em um cenário de inflação e aumento do custo de vida.

Quem recebeu a segunda parcela do 13º?

O pagamento foi destinado aos segurados que recebem benefícios previdenciários do INSS.

INSS
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Entre eles estão:

Aposentados

Todas as modalidades de aposentadoria tiveram direito ao pagamento do abono anual.

Pensionistas

Beneficiários de pensão por morte também receberam a segunda parcela.

Beneficiários de auxílios previdenciários

Também foram contemplados segurados que recebem auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade, observadas as regras específicas de cada benefício.

Já os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) não recebem 13º salário, pois esse benefício possui natureza assistencial.

Leia mais:

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Por que a segunda parcela costuma ser menor?

Muitos aposentados estranham quando o valor da segunda parcela é inferior ao da primeira.

Isso ocorre porque:

A primeira parcela

Corresponde, em regra, a 50% do valor do benefício e é paga sem desconto de Imposto de Renda.

A segunda parcela

É nela que podem ocorrer descontos de Imposto de Renda Retido na Fonte para quem está sujeito à tributação, além dos ajustes finais do cálculo do benefício. Por isso, o valor líquido frequentemente é menor.

1. Priorize o pagamento de dívidas

Especialistas consideram essa a principal recomendação.

Se houver dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos com juros elevados, utilizar o 13º para quitá-las pode gerar economia significativa.

Isso acontece porque essas modalidades costumam apresentar taxas muito superiores ao rendimento de aplicações financeiras conservadoras.

Reduzir o endividamento também melhora a organização do orçamento nos meses seguintes.

2. Monte uma reserva de emergência

Caso não existam dívidas urgentes, outra alternativa é criar ou reforçar uma reserva financeira.

Essa quantia pode ser utilizada para enfrentar imprevistos como:

  • despesas médicas;
  • manutenção da residência;
  • conserto de eletrodomésticos;
  • gastos inesperados com medicamentos.

Ter uma reserva reduz a necessidade de recorrer a empréstimos em momentos de dificuldade financeira.

3. Invista na saúde

Para muitos aposentados, cuidar da saúde representa um investimento importante.

O dinheiro pode ser destinado a:

Exames preventivos

Consultas e exames ajudam no diagnóstico precoce de diversas doenças.

Compra de medicamentos

Quem utiliza remédios de uso contínuo pode aproveitar o recurso para organizar esse gasto.

Equipamentos

Óculos, aparelhos auditivos, cadeiras de rodas ou adaptações na residência podem melhorar significativamente a qualidade de vida.

4. Organize o orçamento

Receber um valor adicional é uma boa oportunidade para reorganizar as finanças.

Uma estratégia simples consiste em listar todas as despesas mensais, identificar contas em atraso e definir prioridades antes de realizar novas compras.

Esse planejamento reduz o risco de comprometer rapidamente todo o valor recebido.

5. Evite compras por impulso

Promoções e ofertas costumam aumentar quando muitos consumidores recebem recursos extras.

Antes de adquirir bens de maior valor, é recomendável avaliar se a compra realmente é necessária.

Perguntas como “vou utilizar esse produto com frequência?” ou “essa despesa cabe no meu orçamento?” ajudam a evitar decisões impulsivas.

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Vale a pena investir parte do dinheiro?

Para quem já possui as contas organizadas, investir pode ser uma alternativa interessante.

Aplicações de baixo risco, como títulos públicos e determinados produtos de renda fixa, podem preservar o patrimônio e oferecer rentabilidade superior à de recursos mantidos sem rendimento.

A escolha da aplicação deve considerar o perfil do investidor, o prazo e a necessidade de liquidez.

Como consultar informações sobre o 13º?

Parcela
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Mesmo após o pagamento, o segurado pode verificar detalhes do benefício pelos canais oficiais.

Meu INSS

No portal e no aplicativo é possível consultar:

  • extrato de pagamento;
  • valor recebido;
  • histórico de créditos;
  • demonstrativos do benefício.

Central 135

O atendimento telefônico também fornece informações sobre aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários.

Cuidados com golpes

Períodos de pagamento costumam ser aproveitados por criminosos para aplicar fraudes.

O INSS orienta que aposentados e pensionistas:

  • nunca informem senhas;
  • não realizem pagamentos para liberar benefícios;
  • utilizem apenas canais oficiais;
  • desconfiem de mensagens com promessas de valores extras ou revisões automáticas.

Esses cuidados ajudam a evitar prejuízos financeiros.

Planejamento faz diferença

Mesmo sendo um pagamento extraordinário, o 13º salário pode contribuir para melhorar a saúde financeira quando utilizado de forma consciente.

Pequenas decisões, como quitar uma dívida cara ou criar uma reserva de emergência, costumam gerar benefícios que permanecem por muitos meses após o recebimento do valor.

Além disso, manter um planejamento financeiro contínuo reduz o risco de endividamento e proporciona maior tranquilidade para enfrentar despesas futuras.

Conclusão

A segunda parcela do 13º salário do INSS representou um importante reforço na renda de milhões de aposentados e pensionistas em 2026. Mais do que um recurso para consumo imediato, o valor pode ser utilizado para reorganizar as finanças, quitar dívidas, fortalecer a reserva de emergência e investir na qualidade de vida.

Com planejamento e escolhas conscientes, o benefício pode produzir efeitos positivos que vão além do mês do pagamento, contribuindo para maior estabilidade financeira e segurança no orçamento familiar.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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