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Segurança do Pix vai aumentar com as novas regras? Entenda o que muda

Descubra como as novas regras do Pix aumentam a segurança nas transações e limitam valores para novos dispositivos. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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A partir de novembro, o sistema Pix — que revolucionou a forma de fazer transações financeiras no Brasil — passará a operar com novas regras. Instituições financeiras terão que adotar um conjunto de medidas que visam aumentar a segurança e proteger os clientes contra fraudes.

As novas regulamentações foram desenvolvidas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com o Banco Central, e incluem uma série de mecanismos para detectar atividades suspeitas e aprimorar o gerenciamento de riscos.

O que são as novas regras de segurança do Pix?

Saque Pix
Imagem: Sidney de Almeida/shutterstock

Desde o lançamento do Pix, a segurança dos usuários tem sido um ponto de preocupação constante. Com o aumento no número de fraudes e golpes, especialmente envolvendo o uso de engenharia social para roubo de informações pessoais, as novas regras buscam reforçar as barreiras contra atividades ilícitas. Essas mudanças incluem:

Leia mais: Como usar o Pix no Caixa Tem: limites, transferências e dicas essenciais

  • Limites de transação para novos dispositivos: Um dos principais pontos é a criação de limites financeiros para novos dispositivos cadastrados. Se o cliente trocar de celular ou computador, será estabelecido um limite inicial de R$ 200 por operação ou R$ 1.000 por dia.
  • Notificações e cadastro direto no aplicativo do banco: Todas as comunicações sobre as novas regras serão enviadas diretamente ao cliente por meio do aplicativo do banco. Essa medida visa evitar que clientes sejam vítimas de golpes por mensagens fraudulentas recebidas por canais não oficiais, como SMS ou e-mail.
  • Reforço no gerenciamento de riscos: Todas as instituições participantes do Pix deverão implementar soluções de gerenciamento de risco, que identificam transações fora do padrão de comportamento do cliente.

Como o limite de transações vai funcionar para novos dispositivos?

A partir de novembro, toda vez que o cliente realizar uma mudança de dispositivo para acessar a sua conta e utilizar o Pix, será necessário passar por um processo de cadastro na instituição financeira. Este dispositivo passará por uma verificação que pode limitar o valor das transações para garantir a segurança das operações.

Limite inicial e processo de aumento

Para dispositivos não cadastrados, será imposto um limite de R$ 200 por operação ou de R$ 1.000 por dia. Esse limite pode ser ajustado após o cadastro completo do dispositivo, com a solicitação feita diretamente pelo cliente. Esse aumento será efetivado em até 48 horas, oferecendo um período seguro de adaptação ao novo dispositivo.

Não compartilhamento

A Febraban alerta que os usuários devem ignorar qualquer mensagem, seja por WhatsApp, SMS ou e-mail, que solicite informações bancárias fora dos canais oficiais. Golpes que induzem o cliente a clicar em links para atualizar informações, registrar novos dispositivos ou verificar a conta têm se tornado comuns. Com as novas regras, as instituições financeiras reforçam o compromisso de comunicação segura, diretamente pelos aplicativos.

Segurança com o Limite Pix: uma camada extra de proteção

A função de Limites Pix já estava disponível nos aplicativos bancários, permitindo que o cliente personalize os valores diários para transferências. Com isso, é possível determinar valores máximos para diferentes tipos de contatos e períodos do dia. Além disso, o recurso é útil para reduzir o risco em transferências para contas desconhecidas, especialmente em horários noturnos, quando ocorre um volume maior de fraudes.

Diferentes configurações de limites

A opção de ajustar os limites do Pix dá ao cliente mais controle sobre suas finanças e segurança, possibilitando restrições como:

  • Limite para transferências noturnas: Em horários de menor atividade, o cliente pode reduzir o limite de transações, minimizando o risco de fraudes.
  • Limite para contatos específicos: Transferências para contas empresariais, contatos salvos e transações recorrentes podem ter limites personalizados.
  • Limite para pessoas jurídicas e desconhecidos: Permite definir valores distintos para transações com empresas e pessoas fora do círculo de contatos do cliente, ajustando a segurança conforme o perfil de cada transação.

Como as instituições financeiras estão se preparando para essas mudanças?

As cerca de 900 instituições participantes do Pix estão sendo preparadas para adotar as novas medidas de segurança. Para garantir o sucesso da implementação, a Febraban orienta os bancos a reforçarem a comunicação com os clientes sobre as mudanças. Os bancos precisarão verificar, pelo menos a cada seis meses, se há histórico de fraudes em contas de clientes, para identificar padrões suspeitos e evitar golpes.

Além disso, essas instituições terão que integrar ferramentas antifraude em seus sistemas para analisar o comportamento dos usuários e detectar ações fora do padrão habitual. Isso poderá incluir a verificação de tentativas de acesso de novos dispositivos em locais e horários incomuns.

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Benefícios das novas regras para os clientes

Pix PIB
Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasi

As novas regras trazem vantagens diretas para os clientes, que ganham mais segurança em suas transações e um nível adicional de proteção contra fraudes. Além disso, o limite temporário para novos dispositivos ajuda a impedir que fraudadores realizem operações financeiras de alto valor, caso tenham acesso indevido à conta do cliente.

Importância do cadastro e verificação do dispositivo

Ao manter seu dispositivo cadastrado e atualizado na instituição financeira, o cliente poderá realizar transações com maior liberdade e sem restrições. Esse cadastro é importante para que a instituição possa diferenciar atividades legítimas de tentativas de fraude, como o uso de novos aparelhos sem autorização.

Proteção contra engenharia social

A engenharia social é uma das técnicas mais comuns de fraude, em que golpistas manipulam os clientes para obter informações bancárias. Ao limitar transações em dispositivos não cadastrados e manter toda comunicação nos aplicativos, as novas regras reduzem a vulnerabilidade dos clientes contra esse tipo de abordagem.

Considerações finais

Com as novas mudanças, o Pix reforça seu papel como o principal meio de pagamento digital do Brasil, mantendo-se atualizado e oferecendo uma plataforma segura para todos os perfis de usuários. A Febraban continua dialogando com o Banco Central e demais autoridades para que o sistema Pix se desenvolva continuamente, acompanhando as necessidades e desafios do mercado financeiro.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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