O governo federal confirmou a liberação do sexto lote do seguro-defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida. O pagamento será realizado na terça-feira (24), contemplando 110.904 trabalhadores em todo o país.
Seguro-defeso: pagamento do 6º lote começa na terça
Sexto lote do seguro-defeso será pago a mais de 110 mil pescadores. Veja quem tem direito, valores e regras atualizadas.
Ao todo, serão injetados R$ 179,7 milhões na economia, reforçando a renda de famílias que dependem diretamente da atividade pesqueira. O benefício é equivalente a um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621.
Com isso, o programa segue avançando em 2026. Somando os cinco lotes anteriores, já foram beneficiados 269.372 pescadores, com um total de R$ 616,3 milhões pagos.
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O seguro-defeso é um tipo de assistência financeira pago ao pescador artesanal durante o período de defeso — fase em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies.
Durante esse intervalo, o trabalhador fica impedido de exercer sua atividade principal, e o benefício atua como uma compensação temporária de renda.
O pagamento pode durar até cinco meses, dependendo do calendário ambiental de cada região do Brasil.
Quem pode receber o seguro-defeso
Para ter direito ao benefício, o pescador precisa cumprir critérios rigorosos definidos pelo governo federal. Entre os principais requisitos estão:
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico)
- Possuir registro ativo como pescador artesanal
- Ter cadastro biométrico atualizado
- Apresentar o Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (Reap)
- Residir em município abrangido pelo período de defeso
- Participar de entrevistas e validações, quando solicitado
Além disso, é obrigatório que a pesca seja a principal fonte de renda do trabalhador.
Quem ficou de fora dos pagamentos
Nem todos os pedidos são aprovados. O governo reforçou os critérios para evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.
Foram excluídos do sexto lote:
- Pescadores que não entregaram o Reap
- Trabalhadores com vínculo empregatício formal
- Beneficiários de aposentadoria ou programas assistenciais contínuos, como o BPC
- Pessoas com registro de pesca cancelado ou irregular
- Quem exerce atividades fora das permitidas pelo programa
Essas medidas fazem parte de um processo de revisão mais rigoroso implementado recentemente.
Mudanças na gestão do seguro-defeso
Transferência para o Ministério do Trabalho
Desde novembro de 2025, a gestão do seguro-defeso deixou de ser responsabilidade do INSS e passou para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A mudança tem como objetivo principal reduzir fraudes e melhorar o controle sobre os pagamentos.
Segundo o ministro Luiz Marinho, a nova estrutura busca assegurar que apenas pescadores que realmente dependem da atividade sejam contemplados.
Combate a fraudes e revisão cadastral
O governo também intensificou o cruzamento de dados com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Apesar de a fraude atingir uma parcela pequena, o impacto financeiro é relevante, já que o programa já beneficiou milhões de pessoas ao longo dos anos.
Uma das principais mudanças foi a atualização da documentação exigida, prevista na Medida Provisória nº 1.323.
Estados com maior número de beneficiários
O volume de solicitações revela a importância do programa em determinadas regiões do país, principalmente no Norte e Nordeste.
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Entre os estados com maior número de pedidos estão:
- Pará: 351.502 solicitações
- Maranhão: 336.803
- Amazonas: 106.632
- Bahia: 81.765
- Piauí: 63.025
Esses números refletem a forte dependência econômica da pesca artesanal nessas localidades.
Impacto econômico e social do benefício
O seguro-defeso vai além de uma assistência individual. Ele desempenha um papel relevante na economia de pequenos municípios, especialmente em regiões ribeirinhas e costeiras.
Durante o período de defeso, o benefício ajuda a manter o consumo local, garantindo que famílias consigam arcar com despesas básicas, como alimentação, moradia e educação.
Além disso, a política pública contribui diretamente para a preservação ambiental, já que incentiva o respeito ao período de reprodução das espécies.
Como acompanhar o pagamento
Os pescadores podem verificar a situação do benefício por meio dos canais oficiais do governo, como:
- Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital
- Portal Gov.br
- Atendimento em unidades do Ministério do Trabalho
É fundamental manter os dados atualizados para evitar bloqueios ou atrasos.
Considerações finais
A liberação do sexto lote do seguro-defeso reforça a importância do programa para milhares de pescadores brasileiros. Com regras mais rígidas e maior controle, o governo busca equilibrar a assistência social com a responsabilidade fiscal.
Para quem depende da pesca artesanal, o benefício continua sendo essencial durante o período de paralisação obrigatória, garantindo renda e segurança financeira.
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