O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 15% ao ano durante sua última reunião, ocorrida nos dias 29 e 30 de julho. Essa decisão foi oficializada na ata divulgada nesta terça-feira (5/8), que destaca o cenário de incerteza econômica e a necessidade de cautela para garantir o retorno da inflação à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Selic em 15%: Copom explica decisão e sinaliza possibilidade de aumentos futuros
O Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, alegando cautela diante da incerteza econômica. Saiba mais detalhes!
A decisão interrompe um ciclo de sete altas consecutivas da taxa básica de juros, que agora se encontra em seu nível mais elevado desde julho de 2006.
Decisão estratégica do Banco Central

O que diz a ata do Copom
De acordo com o documento, manter a Selic em 15% é uma medida “compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta”. O comitê argumenta que o atual nível de juros ainda tem impactos acumulados que precisam ser observados nos próximos meses.
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Tarifaço e incertezas
A ata também cita os efeitos ainda incertos do recente “tarifaço”, como vêm sendo chamadas as elevações de preços de energia, combustíveis e transportes. O impacto dessas medidas sobre a inflação ainda está sendo avaliado.
Juros no maior patamar desde 2006
Comparativo histórico da Selic
| Data da Reunião | Decisão do Copom | Nova Selic (%) |
|---|---|---|
| Setembro/2024 | +0,50 p.p. | 13,75 |
| Novembro/2024 | +0,75 p.p. | 14,50 |
| Janeiro/2025 | +0,50 p.p. | 15,00 |
| Março/2025 | Manutenção | 15,00 |
| Maio/2025 | Manutenção | 15,00 |
| Julho/2025 | Manutenção | 15,00 |
Como funciona a Selic e por que ela importa
Papel da Selic na economia
A Selic funciona como o principal parâmetro para a definição das taxas de juros cobradas por instituições financeiras em empréstimos, financiamentos e outras operações de crédito. Além disso, ela influencia diretamente os retornos de investimentos como Tesouro Direto, CDBs, fundos de renda fixa e diversos produtos financeiros que estão vinculados ao comportamento dos juros básicos da economia.
Efeitos da Selic alta
- Desestimula o consumo: juros maiores encarecem o crédito e dificultam o acesso a financiamentos.
- Desaquece a economia: investimentos e contratações podem diminuir.
- Atrai investidores: juros altos tornam o Brasil mais atrativo para investidores estrangeiros.
Expectativas para os próximos meses
Mercado não espera Selic abaixo de dois dígitos
A previsão de analistas econômicos é que os juros básicos seguirão elevados, sem retornar a níveis inferiores a 10% ao ano durante o governo vigente.
O que o Copom observa para futuras decisões

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O Copom deixou claro que sua postura será guiada pela evolução dos dados econômicos, adotando uma abordagem chamada ‘data dependent’. Entre os fatores que mais pesam na decisão:
- Nível da inflação corrente e projetada
- Atividade econômica
- Expectativas de mercado
- Impactos do tarifaço
- Cenário externo (como juros nos EUA e China)
FAQ
Por que a Selic foi mantida em 15%?
O Copom decidiu manter a taxa para avaliar os efeitos acumulados das últimas altas e porque ainda há incerteza sobre a inflação e a atividade econômica.
A Selic pode subir ainda mais em 2025?
Sim. O Copom sinalizou que pode retomar o ciclo de alta caso a inflação volte a acelerar ou as expectativas piorem.
Qual o impacto da Selic alta no dia a dia?
Juros altos encarecem o crédito, dificultam empréstimos e tendem a frear o consumo e os investimentos, ajudando a controlar a inflação.
Considerações finais
Com expectativas de inflação desancoradas e o impacto incerto do tarifaço, o Banco Central aposta na permanência dos juros altos como forma de segurar a escalada dos preços e recuperar a credibilidade do regime de metas.
A próxima reunião do Copom poderá ser decisiva para indicar se o país entrará em uma nova fase de estabilidade ou se o ciclo de aperto monetário precisará ser retomado.
