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Brasil é o segundo maior juro real do mundo após nova alta da Selic

Brasil ocupa o segundo lugar em juros reais após alta da Selic para 12,25%. Entenda como isso afeta a economia e comparações globais.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Imagem ilustrativa da taxa Selic com três dados entre pilhas de moedas

O Brasil subiu ao segundo lugar no ranking global de juros reais, segundo um relatório do MoneYou. A decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic para 12,25% teve um impacto direto nesse índice, que agora está em 9,48%.

Esse número coloca o país à frente da Rússia, com 8,29%, mas ainda atrás da Turquia, que lidera com juros reais de 13,33%. A alta dos juros no Brasil reflete a necessidade de controle da inflação e a preocupação com a estabilidade econômica, buscando alinhar o país com as melhores práticas monetárias globais.

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O Impacto da Selic na Economia

Moedas empilhadas junto de um gráfico de investimentos. selic
Imagem: tech_BG / shutterstock.com

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação e influenciar a economia brasileira. A recente alta de 1 ponto percentual representa uma tentativa de conter as pressões inflacionárias. Contudo, taxas de juros elevadas também podem desacelerar o crescimento econômico, encarecendo o crédito e reduzindo o consumo.

A métrica utilizada para medir os juros reais desconta a inflação esperada. Assim, o atual patamar de 9,48% leva em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses, estimada em 4,67%, conforme o Boletim Focus.

Como o Brasil se Compara no Cenário Internacional?

O ranking global de juros reais demonstra como o Brasil está posicionado em relação a outras economias emergentes. Na liderança na alta das Selic, a Turquia enfrenta desafios econômicos similares, mas com uma inflação ainda mais elevada.

Por outro lado, a Rússia, que ocupa o terceiro lugar, combina uma taxa de juros nominal alta com uma inflação mais controlada, resultando em um índice inferior ao brasileiro.

Esses países compartilham um contexto de instabilidade econômica, o que explica as altas taxas de juros reais. Contudo, o Brasil tem se destacado pela consistência de suas políticas monetárias, ainda que enfrentando críticas pela demora em reduzir os juros nominais.

A Metodologia por Trás dos Juros Reais

O cálculo dos juros reais considera dois fatores principais: a inflação projetada e os juros futuros. Esses dados refletem a tendência para os próximos 12 meses, influenciando diretamente as decisões de investidores e a condução da política monetária pelo Banco Central.

No caso brasileiro, os juros futuros são medidos com base na taxa DI a mercado, considerando o vencimento mais líquido. Para este levantamento, utilizou-se a taxa prevista para janeiro de 2026. Esses parâmetros tornam o indicador de juros reais mais preciso e alinhado às expectativas do mercado.

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Reflexos da Selic para a População e a Economia

Juros altos grupo selic
Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Juros reais elevados impactam diretamente o cotidiano dos brasileiros. Empréstimos, financiamentos e o custo do crédito em geral se tornam mais caros, desestimulando o consumo e o investimento. Por outro lado, investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos, o que pode beneficiar investidores.

Para o governo, a alta da Selic representa um desafio adicional. O custo da dívida pública cresce, exigindo uma gestão fiscal ainda mais rigorosa. Ademais, a lentidão no crescimento econômico pode dificultar a implementação de políticas sociais e de desenvolvimento.

Considerações Finais

Com a Selic a 12,25% e os juros reais em 9,48%, o Brasil reforça seu papel de destaque no ranking global, mas também acende alertas para os impactos em sua economia. O contexto de alta é reflexo de um cenário inflacionário persistente e da necessidade de políticas monetárias rigorosas.

O desafio é encontrar o equilíbrio entre controlar a inflação e estimular o crescimento econômico, um dilema que se repete em países emergentes e em economias desenvolvidas. Resta observar como o Banco Central e o governo vão conduzir suas próximas estratégias para enfrentar esse cenário desafiador.

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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