A taxa Selic é um dos principais indicadores da economia brasileira, impactando diretamente investimentos como Tesouro Selic e CDBs indexados ao CDI. Atualmente fixada em 13,25% ao ano, sua influência também se reflete na rentabilidade da poupança, que segue regras próprias.
Selic e poupança: qual o retorno de R$ 100 mil após 1 ano?
Descubra qual investimento rende mais em um ano: Tesouro Selic ou poupança? Veja os cálculos e faça a melhor escolha para o seu dinheiro.
Mas afinal, qual dessas opções oferece maior retorno para quem investe R$ 100 mil ao longo de 12 meses?
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Quanto rende R$ 100 mil na Selic?

Investimentos atrelados à taxa Selic, como o Tesouro Selic e CDBs que pagam 100% do CDI, acompanham de perto a taxa básica de juros. Com a Selic fixada em 13,25% ao ano, o rendimento bruto estimado para uma aplicação de R$ 100 mil é de aproximadamente R$ 13.250 ao final de um ano.
Entretanto, esses investimentos estão sujeitos à tributação do Imposto de Renda (IR). Para resgates entre 6 e 12 meses, a alíquota aplicada é de 17,5% sobre os rendimentos. No caso do Tesouro Selic, também é cobrada uma taxa de custódia de 0,2% ao ano pela B3. Descontando esses valores, o montante final líquido seria de aproximadamente R$ 110.750.
E na poupança?
A caderneta de poupança tem um modelo de remuneração diferente. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês acrescido da Taxa Referencial (TR), que atualmente gira em torno de 0,15% ao mês. Isso resulta em uma rentabilidade aproximada de 7,1% ao ano.
Dessa forma, um investimento de R$ 100 mil na poupança renderia cerca de R$ 7.100 ao longo de um ano, totalizando um saldo final de R$ 107.100. A vantagem desse tipo de aplicação é a isenção do Imposto de Renda, mas mesmo assim seu rendimento é inferior ao Tesouro Selic.
Diferenças entre a Selic e a poupança
A principal distinção entre esses investimentos está na forma de remuneração. Enquanto o Tesouro Selic e CDBs seguem diretamente a taxa de juros da economia, a poupança possui um teto de rendimento que limita seus ganhos em períodos de juros elevados.
Outro ponto relevante é a tributação. O Tesouro Selic e CDBs estão sujeitos à incidência de IR, enquanto a poupança é isenta. No entanto, mesmo com a tributação, investimentos atrelados à Selic oferecem um retorno superior no período analisado.
Qual é o investimento mais seguro?
Em termos de segurança, o Tesouro Selic é considerado o ativo mais seguro do mercado, por ser garantido pelo Governo Federal. Já os CDBs possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores de até R$ 250 mil por instituição financeira.
A poupança também é protegida pelo FGC, mas seu baixo rendimento pode comprometer o poder de compra do investidor no longo prazo.
3 dicas para fazer o dinheiro render mais

Para maximizar os ganhos e evitar perdas com tributação, algumas estratégias podem ser adotadas:
1. Evite a poupança quando a Selic está alta
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Embora a poupança seja popular entre os brasileiros, seu modelo de rendimento a torna pouco vantajosa em momentos de juros elevados. Atualmente, com a Selic em 13,25% ao ano, a rentabilidade da poupança é inferior à de investimentos como o Tesouro Selic e CDBs.
2. Considere a rentabilidade líquida
Nem sempre a taxa bruta reflete o rendimento real do investimento. No caso do Tesouro Selic, a incidência de IR e taxa de custódia reduz o lucro final. Já um CDB de 100% do CDI paga imposto, mas não possui taxa de custódia. Por isso, é essencial calcular a rentabilidade líquida antes de investir.
3. Diversifique os investimentos
Aplicar todo o dinheiro em um único ativo pode ser arriscado. A Selic alta favorece a renda fixa, mas quedas na taxa podem reduzir os ganhos desses investimentos. Uma estratégia equilibrada é diversificar a carteira, incluindo Tesouro Selic para segurança, CDBs para maior rentabilidade e até mesmo ativos de renda variável, como fundos multimercado ou ações, para potencializar os retornos.
Por que escolher a melhor opção faz diferença?
A decisão entre Tesouro Selic e poupança pode impactar significativamente o crescimento do patrimônio. Em momentos de Selic elevada, optar por investimentos que acompanham a taxa básica de juros é essencial para evitar perdas financeiras e garantir um retorno mais expressivo.
Antes de investir, avalie não apenas a rentabilidade bruta, mas também os impostos, taxas e a segurança da aplicação. Com informações claras e estratégias bem definidas, é possível fazer escolhas mais vantajosas para o futuro financeiro.
Imagem: d.ee_angelo / shutterstock.com

