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Com a Selic a 14,75% ao ano, saiba o rendimento de R$ 1.000 na poupança, CDB e Tesouro

Selic sobe para 14,75% ao ano. Entenda como isso afeta investimentos em poupança, CDB e Tesouro Selic e veja qual aplicação rende mais em 2025.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
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A decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic para 14,75% ao ano nesta terça-feira (07) marca mais um capítulo da política monetária brasileira em 2025. O aumento de 0,5 ponto percentual surpreendeu parte do mercado e reacende o debate sobre o custo do crédito, o controle da inflação e, principalmente, o impacto nos investimentos de renda fixa.

A seguir, detalhamos o que muda no cenário financeiro e como os principais produtos de renda fixa, poupança, CDBs e Tesouro Selic, se comportam com a nova taxa.

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O que é a Selic e por que ela foi elevada?

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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

A função da Selic na economia brasileira

A Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia diretamente os juros cobrados pelos bancos, os financiamentos e os rendimentos de aplicações financeiras.

Objetivo da alta: conter a inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a alta como uma medida para manter o controle da inflação, que ainda apresenta resistência mesmo após meses de ajustes monetários. A elevação da Selic torna o crédito mais caro, desestimula o consumo e, assim, reduz a pressão sobre os preços.

Investimentos em renda fixa ganham atratividade

O que esperar da renda fixa com Selic a 14,75%

Com a Selic mais alta, os títulos de renda fixa tendem a oferecer rendimentos mais elevados. Isso ocorre porque grande parte desses investimentos é atrelada diretamente à taxa básica ou a indicadores que sobem junto com ela.

Tesouro Selic: o grande beneficiado

O Tesouro Selic é um título público considerado de baixo risco e alta liquidez. Ele acompanha diretamente a taxa básica de juros. Com a nova Selic em 14,75%, a rentabilidade bruta anual do título também sobe, ultrapassando 1,1% ao mês, antes de impostos e taxas.

Simulação: quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Selic?

Se um investidor aplicar R$ 1.000 no Tesouro Selic, considerando a nova taxa e sem considerar IR e taxas de custódia, o retorno bruto ao fim de 12 meses pode chegar a cerca de R$ 147,50. Mesmo com os descontos, o rendimento líquido segue superior ao da poupança.

CDBs ganham mais competitividade

CDBs atrelados ao CDI

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) também se beneficiam com a alta da Selic, especialmente os que oferecem rentabilidade atrelada ao CDI, que acompanha de perto a taxa básica.

Exemplos de rentabilidade em CDBs

Um CDB que paga 110% do CDI, por exemplo, agora rende mais de 1,35% ao mês bruto. Em termos anuais, isso representa mais de 17%, o que faz dessa aplicação uma das mais competitivas do mercado, sobretudo em bancos médios.

Liquidez e vencimento

Embora ofereçam boa rentabilidade, muitos CDBs têm liquidez diária apenas em bancos maiores. Nos bancos menores, é comum que a liquidez só ocorra no vencimento. Por isso, é essencial avaliar a necessidade de resgate antecipado antes de investir.

Poupança continua desvantajosa

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Imagem: d.ee_angelo / shutterstock.com

Como funciona o rendimento da poupança

A caderneta de poupança segue a seguinte regra de rentabilidade:

  • Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, ela rende 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial), que hoje está próxima de 0.

Por que a poupança perde para outras opções?

Com a Selic em 14,75%, o rendimento da poupança permanece em 6,17% ao ano, ou cerca de 0,51% ao mês. Mesmo isenta de IR, ela perde para o Tesouro Selic e para CDBs, principalmente quando se considera o efeito da inflação.

Simulação: rendimento da poupança com Selic em 14,75%

R$ 1.000 aplicados por 12 meses renderão, na melhor hipótese, cerca de R$ 61,70 — valor que perde para todas as demais aplicações de renda fixa já citadas.

Inflação e ganhos reais: o que considerar

Rendimento real importa

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Com a inflação anual projetada em cerca de 4,5%, é essencial avaliar o ganho real dos investimentos, ou seja, o quanto eles rendem acima da inflação.

Comparativo de ganho real entre investimentos

AplicaçãoRentabilidade bruta anualRentabilidade real estimada
Tesouro Selic14,75%+9,85%
CDB 110% CDI~17%+12,5%
Poupança6,17%+1,6%

Imposto de renda e liquidez: cuidados importantes

IR incide sobre o Tesouro e CDBs

Ao contrário da poupança, Tesouro Selic e CDBs são tributados pelo Imposto de Renda, que segue uma tabela regressiva:

  • 22,5% para aplicações até 180 dias
  • 20% entre 181 e 360 dias
  • 17,5% entre 361 e 720 dias
  • 15% acima de 720 dias

Mesmo com a incidência de IR, o rendimento líquido dessas aplicações costuma superar a poupança.

Liquidez: saiba quando você pode resgatar

  • Poupança: liquidez diária, mas rendimento só no “aniversário”
  • Tesouro Selic: liquidez diária via Tesouro Direto, com resgate em D+1
  • CDBs: varia conforme o banco e o produto; leia a descrição

Qual o melhor investimento agora?

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Imagem: Freepik

Perfil conservador: Tesouro Selic e CDBs

Para quem busca segurança e rendimento superior à inflação, o Tesouro Selic é uma escolha sólida. CDBs com alta rentabilidade e liquidez adequada também são boas opções.

Evite deixar recursos parados na poupança

Apesar da facilidade e da isenção de imposto, a poupança segue como a opção menos vantajosa para quem deseja manter o poder de compra ao longo do tempo.

Considerações finais: o cenário para os próximos meses

O aumento da Selic para 14,75% indica uma postura mais dura do Banco Central frente à inflação. Enquanto isso, investidores devem reavaliar suas carteiras, buscando aplicações que combinem segurança, rendimento e liquidez.

Com o cenário de juros elevados, a renda fixa volta a ganhar protagonismo, principalmente em produtos atrelados à própria Selic. Entender as características de cada investimento é essencial para maximizar ganhos e proteger o patrimônio.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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