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Isenção de IR de até R$ 5.000 é adiada no Senado; veja a nova data de votação

Votação da isenção de IR para salários até R$ 5 mil é adiada no Senado e deve ser retomada em 5 de novembro; veja o que está em jogo.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou para quarta-feira (5) a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5.000 mensais. A proposta, considerada uma das principais promessas da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda precisa do aval dos senadores antes de seguir para sanção presidencial.

O adiamento ocorre em meio a articulações políticas para que o texto avance rapidamente, sem a necessidade de retornar à Câmara. Caso não haja novas alterações, o objetivo do governo é garantir que a nova regra entre em vigor já em 2026, ano de eleições municipais — um fator que reforça o peso político da proposta.

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Adiamento estratégico e cálculo político

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Imagem: Freepik e Canva

O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu manter integralmente o texto aprovado pelos deputados. A escolha foi vista como uma estratégia para evitar atrasos no cronograma legislativo. Caso houvesse mudanças, o projeto precisaria retornar à Câmara, o que poderia adiar sua implementação.

“O importante é garantir que o benefício chegue à população o quanto antes, sem burocracias ou manobras regimentais”, afirmou Renan Calheiros após o anúncio do adiamento.

Segundo o senador, o novo limite de isenção corrige uma defasagem acumulada há mais de uma década. Desde 2015, a tabela do IR não acompanha o avanço da inflação, o que fez milhões de brasileiros de baixa e média renda passarem a pagar o imposto mesmo sem ganhos reais no poder de compra.


Governo busca aprovar texto ainda em 2025

O Palácio do Planalto vê a aprovação do projeto como fundamental para reforçar a pauta econômica e social do governo. A equipe econômica pretende sancionar a medida ainda em 2025, garantindo que o reajuste da faixa de isenção seja aplicado já na declaração do IR de 2026.

A proposta, além de ampliar o limite de isenção, faz parte de um pacote mais amplo que inclui ajustes nas alíquotas sobre fintechs e apostas esportivas — medidas que, segundo o Ministério da Fazenda, servirão para compensar a perda de arrecadação com a renúncia fiscal.

“A justiça fiscal é uma diretriz central deste governo. Queremos aliviar a carga tributária dos trabalhadores e ampliar a contribuição de setores que hoje pagam menos do que deveriam”, declarou um assessor do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


Entenda o que muda com a nova isenção

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Atualmente, a faixa de isenção do Imposto de Renda é limitada a R$ 2.824 mensais. Com a aprovação da nova proposta, cidadãos que ganham até R$ 5.000 por mês deixarão de pagar IR, o que representa um alívio médio de até R$ 528 anuais para quem se enquadra na faixa intermediária da tabela.

A mudança beneficiará mais de 14 milhões de contribuintes, de acordo com estimativas da Receita Federal, e tem potencial para aumentar o consumo interno em setores como varejo e serviços.

Comparativo da tabela atual e proposta

Faixa de renda mensalSituação atual (2025)Proposta do Senado
Até R$ 2.824IsentoIsento
De R$ 2.825 a R$ 5.000Alíquota entre 7,5% e 15%Isento
Acima de R$ 5.000Alíquotas progressivas até 27,5%Mantidas

A ampliação da faixa de isenção é vista como uma das maiores mudanças na política tributária dos últimos anos. Especialistas avaliam que a medida pode reduzir a desigualdade tributária, já que o sistema brasileiro historicamente pesa mais sobre os assalariados do que sobre os detentores de grandes rendas.


Compensações e impacto fiscal

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Para viabilizar o aumento da isenção, o projeto está vinculado ao PL 5.473/2025, que eleva as alíquotas de tributos sobre lucros de fintechs, apostas esportivas e plataformas de jogos online. A medida é uma tentativa de compensar a perda estimada de R$ 17 bilhões por ano em arrecadação.

Segundo o Ministério da Fazenda, a combinação das duas propostas busca equilibrar o orçamento e garantir que o alívio fiscal para a classe média não resulte em desequilíbrio das contas públicas.

“O esforço é para que a ampliação da isenção não seja financiada por endividamento, mas pela redistribuição justa das fontes de receita”, explicou uma nota técnica da pasta.


Disputa política e expectativas no Senado

Embora o relator tenha mantido o texto original, a oposição e parte do centrão ainda pressionam por ajustes, especialmente sobre a forma de compensação fiscal. Há também divergências sobre quando a nova faixa passará a valer — enquanto o governo defende início em janeiro de 2026, alguns senadores pedem aplicação imediata, ainda em 2025.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou apoio à votação célere e evitou antecipar possíveis embates em plenário. “Há consenso de que a correção da tabela do Imposto de Renda é uma demanda social urgente. Vamos buscar o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e justiça tributária”, disse Pacheco.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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