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Senado aprova isenção do Imposto de Renda na participação dos lucros de funcionários

Senado aprova projeto que prevê a isenção do Imposto de Renda na participação dos lucros e resultados de funcionários.

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · 2 min de leitura
Mão segurando celular com aplicativo da Receita Federal. Ao fundo, um leão, símbolo do Imposto de Renda

Em sessão do plenário na quinta-feira (15), o Senado aprovou a isenção do Imposto de Renda (IR) sobre os lucros e/ou resultados de empresas repassados aos trabalhadores.

Com isso, a remuneração dos trabalhadores passa a seguir o mesmo critério aplicado ao repasse dos lucros feitos aos sócios ou acionistas. O autor da proposta foi o senador Alvaro Dias (Podemos-PR). 

A relatoria ficou a cargo do senador Irajá (PSD-TO), que deixou clara a importância dessa mudança. “Com essa medida, os trabalhadores terão isenção do Imposto de Renda e isso será um grande divisor de águas na política de remuneração das empresas brasileiras”, destacou.

Senado aprova isenção de IR para trabalhadores

Atualmente, a legislação fiscal brasileira determina a obrigação de recolher IR do repasse de lucros e resultados aos trabalhadores, sendo que o valor pode chegar a um terço do montante. 

Entretanto, o Senado aprovou a isenção de IR para o repasse de lucros e resultados. Dessa forma, o valor chegará sem esse desconto nas mãos dos trabalhadores brasileiros. 

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado já tinha aprovado a proposta de forma terminativa, o que lhe garantiria o direito de ir direto para a apreciação da Câmara dos Deputados. 

Porém, foi pedido recurso para que o tema fosse apreciado no plenário do Senado. Isso porque alguns senadores queriam propor a inclusão de algumas emendas ao projeto. 

Emendas propostas 

A primeira emenda propunha que a alíquota do Imposto de Renda que incidiria sobre a participação nos lucros dos trabalhadores seria a mais benéfica conforme a tabela progressiva. Entretanto, o relator do projeto negou essa emenda.

Já o senador Carlos Viana (PL-MG) propôs a extensão da isenção de IR para as gratificações variáveis pagas a diretores e administradores das empresas. O relator também negou essa emenda. 

Então, agora que o Senado aprovou isenção, a proposta será encaminhada para a Câmara dos Deputados. Se a Câmara aprovar o projeto, ele parte para sanção do presidente da República. 

Imagem: Lais Monteiro/shutterstock.com

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